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Conjunto formado pela Igreja, cruzeiro e restos do Convento de São Romão do Neiva - detalhe

Designação

Designação

Conjunto formado pela Igreja, cruzeiro e restos do Convento de São Romão do Neiva

Outras Designações / Pesquisas

Convento de São Romão de Neiva / Igreja Paroquial de Neiva / Igreja de São Romão(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Viana do Castelo / São Romão de Neiva

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (Homologado como IIP -...

Cronologia

Despacho de homologação de 26-09-1980 do Secretário de Estado da Cultura

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A fundação primitiva do Mosteiro beneditino de São Romão, em terras de Neiva, data dos séculos X-XI, tendo o cenóbio sido ampliado e sagrado em 1087 pelos bispos de Braga e de Tuy. No entanto, nos primeiros anos do século XII, devido às incursões árabes no norte da Península, esta casa monacal encontrava-se em estado ruinoso, pelo que o Conde D. Paio Soares mandou reedificar a sua estrutura depois de 1110.
Durante o reinado de D. Afonso Henriques recebeu foral, concedendo-lhe as terras que actualmente formam as freguesias de São Romão de Neiva, Alvarães e Anha. Com as reformas operadas no seio da ordem benedita, o convento entra em decadência nos finais do século XII, e somente no século XV há notícias de um reflorescimento da comunidade, através de uma nova reforma dirigida pelo Abade Gomes e por Frei João Álvares, embora o cenóbio nunca tenha sido extinto durante os três séculos intermédios.
Na segunda metade do século XVII a comunidade beneditina procedeu à total demolição do edifício românico, erigindo um novo templo e respectivo espaço conventual de feições maneiristas. A igreja de planta longitudinal é composta por nave única com duas capelas laterais profundas, que dão a ilusão da existência de um transepto, e capela-mor mais estreita e baixa, com sacristia e acesso às dependências conventuais.
A fachada do templo apresenta um profuso programa decorativo de linhas maneiristas, repleto de volutas, enrolamentos e pináculos de evidente inspiração na tratadística flamenga. No interior, destacam-se os retábulos de talha maneirista, os que integram as capelas laterais e o retábulo-mor.
Do que resta do conjunto conventual, destaca-se o claustro de ordem toscana, dividido em dois pisos, o primeiro com arcada, o segundo com janelas de sacada.
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2006

Imagens

Bibliografia

Título

Alto Minho

Local

Lisboa

Data

1987

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de

Título

Guia de Viana do Castelo

Local

Viana do Castelo

Data

1923

Autor(es)

GUERRA, Luís Figueiredo da