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Complexo da Fábrica de Cerâmica e de Fundição das Devesas - detalhe

Designação

Designação

Complexo da Fábrica de Cerâmica e de Fundição das Devesas

Outras Designações / Pesquisas

Núcleo da Fábrica de Cerâmica das Devesas(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Complexo Fabril

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Vila Nova de Gaia / Santa Marinha e São Pedro da Afurada

Endereço / Local

- -
Devesas

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Proposta de 1-04-2016 da DRC do Norte para a abertura de novo procedimento de classificação do Complexo da Fábrica de Cerâmica e de Fundição das Devesas
Despacho de concordância de 11-12-2015 do diretor-geral da DGPC
Parecer de 9-12-2015 da SPAA do CNC a propor a devolução do processo à DRC do Norte para melhor instrução fotogramétrica
Nova proposta de 14-08-2015 da DRC do Norte para a abertura do procedimento de classificação de âmbito nacional de algumas das estruturas do antigo complexo. sendo outras classificadas como de IM
Devolvido à DRC do Norte em 10-07-2015 para reponderação
Proposta de 19-06-2015 da DRC do Norte para a abertura de novo procedimento de classificação de âmbito nacional
Anúncio n.º 137/2015, DR, 2.ª série, n.º 104, de 29-05-2015 (ver Anúncio)
Procedimento considerado caducado, por despacho de 5-05-2015 do diretor-geral da DGPC, após parecer do Gabinete Jurídico, a requerimento de um dos proprietários
Anúncio n.º 251/2013, DR, 2.ª série, n.º 136, de 17-07-2013 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 27-06-2013 do Secretário de Estado da Cultura
Proposta de 21-06-2013 da DRC do Norte para a abertura de novo procedimento
Procedimento considerado caducado, por despacho de 29-05-2013 da diretora-geral da DGPC, após parecer do Gabinete Jurídico, a requerimento de um dos proprietários
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13630/2012, DR, 2.ª série, n.º 209, de 29-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-09-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 18-07-2012 da DRC do Norte para a classificação como CIP
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de 14-04-1999 do vice-presidente do IPPAR a confirmar o despacho de abertura, com a inclusão do Depósito de Materiais do Porto (em Dezembro de 2010 os processos relativos a V. N. de Gaia e Porto foram desdobrados)
Despacho de abertura de 15-01-1991 do presidente do IPPAR
Parecer favorável de 20-12-1990 do Conselho Consultivo do IPPC
Informação favorável de 13-08-1990 do IPPC (Norte)
Proposta de 26-06-1986 do Gabinete de História e Arqueologia de V. N. de Gaia a propor a classificação de toda a fábrica
Proposta de 29-04-1985 do Museu Nacional do Azulejo para a classificação do Muro da Fábrica das Devesas

ZEP

Sem efeito, por força do procedimento de classificação ter sido considerado caducado
Anúncio n.º 13630/2012, DR, 2.ª série, n.º 209, de 29-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-09-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 18-07-2012 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O complexo industrial das Devesas, em Vila Nova de Gaia, foi fundado oficialmente em 1865, sendo ainda possível observar algumas estruturas arquitectónicas da Era Industrial verdadeiramente únicas no país, nomeadamente pela forma articulada como se encontram dispostas ao longo de um espaço bem definido. Erguida após a chegada do caminho de ferro a Vila Nova de Gaia, a fábrica transformou-se, em poucos anos, num dos complexos cerâmicos mais bem sucedidos de toda a Península Ibérica, embora a sua relevância acabasse por extravasar a actividade meramente cerâmica, assumindo-se como arquétipo da concentração empresarial consagrada às denominadas "artes industriais". Esta especificidade tornou-se ainda mais notória durante as sondagens arqueológicas realizadas em finais de 2002, ao permitiram identificar um conjunto de fornos de telha de Marselha anterior a 1840, duas chaminés em bom estado de conservação e vestígios de outras quatro, enquanto, no frontispício do imóvel, se encontra uma notável exposição azulejar. Além disso, todas as janelas apresentam diversas aplicações cerâmicas de rara qualidade e originalidade.
Numa primeira fase da sua existência, a fábrica funcionaria como mera extensão da oficina de cantaria do seu fundador, António Almeida da Costa, ao mesmo tempo que se constituía uma secção de fundição no núcleo situado a Sul e se inaugurava uma dependência na Pampilhosa do Botão, esta última instalada num edifício que muitos consideram arquitectónica e estilisticamente revestido de carácter palaciano. De facto, uma das características mais notáveis deste conjunto fabril residirá, precisamente, na constante presença de uma verdadeira simbiose entre o poder da indústria e o génio artístico, que a denominada "Arquitectura do Ferro" e as experiências artísticas de finais do século XIX tão bem exemplificaram. Mas, neste caso particular, a fusão de ambos os exercícios terá sido aprofundada através do próprio trabalho do mestre escultor da fábrica e magnífico executante de pintura sobre azulejo, José Joaquim Teixeira Lopes (1837-1918), que chegou a ministrar aulas de desenho e modelação na escola especialmente criada para o efeito pela própria empresa, numa acção assaz precursora entre nós. Na verdade, a excelência da gestão deste complexo fabril ganhou justa notoriedade, a ponto de justificar a visita das suas modelares instalações por parte de D. Manuel II (1889- 1932), em 1908.
Presentemente, equaciona-se a possibilidade de instalar o futuro Museu da Cerâmica na área deste vasto complexo industrial, tanto pela memória que os seus vários elementos encerram, como pelo facto de as instalações ainda se encontrarem razoavelmente preservadas.
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