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Igreja e antigo Mosteiro de Santo Estêvão de Vilela - detalhe

Designação

Designação

Igreja e antigo Mosteiro de Santo Estêvão de Vilela

Outras Designações / Pesquisas

Mosteiro de Vilela / Igreja Paroquial de Vilela / Igreja de Santo Estêvão(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Paredes / Vilela

Endereço / Local

- -
Lugar do Mosteiro

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 422/2013, DR, 2.ª série, n.º 122, de 27-06-2013 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13481/2012, DR, 2.ª série, n.º 188, de 27-09-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 18-06-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 27-04-2012 da DRC do Norte para a classificação como MIP, com a designação de Antigo Mosteiro de Santo Estêvão de Vilela
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Parecer favorável de 4-10-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 7-02-2006 da DR do Porto para a classificação como IIP do Mosteiro de Santo Estêvão de Vilela
Despacho de abertura de 14-04-1997 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 4-04-1997 da DR do Porto para abertura do processo de classificação do Conjunto constituído pela Igreja e Mosteiro de Vilela, cruzeiro fronteiro à igreja e parte da Quinta do Mosteiro
Proposta de 11-03-1997 da CM de Paredes para a classificação do Mosteiro de Vilela

ZEP

Portaria n.º 422/2013, DR, 2.ª série, n.º 122, de 27-06-2013 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 13481/2012, DR, 2.ª série, n.º 188, de 27-09-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 4-10-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 7-02-2006 da DR do Porto

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A fundação do mosteiro de Santo Estêvão de Vilela é muito remota, e apesar de não se conhecer a data precisa da sua instituição crê-se que deverá ter ocorrido cerca do ano 1000, pois há notícias documentais pelo menos desde 1030 (VASCONCELOS; SOUSA; MELO, 1998, p. 17; MATTOSO, 1968, p. 54). Na verdade, o conde D. Henrique teria doado esta região a D. Paio Guterres, fundador do mosteiro. Desconhece-se ainda que ordem teria habitado o novo edifício conventual (beneditina?), que à época era dúplice. Foi, posteriormente, um mosteiro de Cónegos Regrantes. Unido à Congregação de Santa Cruz de Coimbra desde o final da centúria de Quinhentos (1595), passou, em 1612 para a dependência do convento da Serra do Pilar (LEAL, p. 1423).
A igreja que hoje se conhece não é a original, românica, da qual se conservam alguns fragmentos. Segundo estudos recentes, é possível que tenha sido erguida no decorrer do século XVIII, substituindo assim a anterior, de certo muito arruinada e, reconstruída em 1783 (VASCONCELOS; SOUSA; MELO, 1998, p. 1726). Situação semelhante acontece em relação á casa conventual, onde se observam construções de época moderna. Com a extinção das Ordens Religiosas a igreja tornou-se paroquial de Vilela.
Inspirada na arquitectura maneirista do templo do mosteiro de Moreira da Maia, embora com elementos barrocos, a igreja de Vilela apresenta um esquema de fachada muito semelhante. É seccionada por pilastras que definem, nas extremidades, a base das torres sineiras, de remate em coruchéu. O pano central é aberto por portal de verga recta coroado por volutas invertidas e janelão do coro, sobre o qual se encontra um nicho com a imagem de Santo Agostinho. Termina em frontão triangular, com cruz no vértice e óculo no tímpano. No interior, a abóbada é de caixotões e o retábulo-mor de talha neoclássica (com pormenores rococó, certamente do retábulo anterior), linguagem que predomina nas restantes estruturas retabulares (VASCONCELOS; SOUSA; MELO, 1998, p. 22).
O complexo conventual desenvolve-se paralelo à igreja, em três alas, formando um pátio central. A ala perpendicular à torre do lado da Epístola, considerada a mais antiga, apresenta fachada com um portal profusamente decorado, rococó, de época posterior em relação ao edifício. A ala paralela à igreja destaca-se pelo corpo central que, no alçado aberto para o pátio, é mais saliente e rasgado por um conjunto de cinco arcos ao nível do andar superior, antecedido por escadaria de lanços convergentes. Actualmente é propriedade privada.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias...

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto

Título

O Mosteiro de Cónegos Crúzios de Santo Estevão de Vilela em Paredes

Local

Porto

Data

1998

Autor(es)

VASCONCELOS, Flórido de, SOUSA, José João Rigaud de, MELO, António Maria

Título

Le monarchisme ibérique et Cluny : les monastéres du diocése de Porto de l'an mille à 1200 (Obras completas, 12 , tradução portuguesa)

Local

Louvain

Data

1968

Autor(es)

MATTOSO, José