Saltar para o conteúdo principal da página

Igreja e Casa do Mosteiro de São Salvador de Moreira - detalhe

Designação

Designação

Igreja e Casa do Mosteiro de São Salvador de Moreira

Outras Designações / Pesquisas

Mosteiro de Moreira da Maia / Igreja Paroquial de Moreira da Maia / Igreja do Divino Salvador(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Maia / Moreira

Endereço / Local

- -
Padrão

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Declaração de retificação n.º 710/2014, DR, 2.ª série, n.º 132, de 11-07-2014 (republica a declaração anterior, retificando o concelho, de Padrão para Maia) (ver Declaração)
Declaração de retificação n.º 677/2014, DR, 2.ª série, n.º 126, de 3-07-2014 (retifica a localidade, de Moreira para Padrão) (ver Declaração)
Portaria n.º 740-C/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Anúncio n.º 1520/2012, DR, 2.ª série. n.º 18, de 25-01-2012 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Parecer de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Nova proposta de 18-07-2011 da DRC do Norte
Nova proposta de 17-01-2011 da DRC do Norte para a classificação como CIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Devolvido em 30-03-2006 à DR do Porto para juntar proposta de ZEP
Proposta de 29-10-2004 da DR do Porto para a classificação como de IP
Despacho de abertura de 5-09-1995 do presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 4-09-1995 da DR do Porto
Proposta de classificação de 21-06-1995 da proprietára

ZEP

Portaria n.º 640/2014, DR, II Série, n.º 147, de 1-08-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 224/2013, DR, 2.ª série, n.º 118, de 21-06-2013 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 13-03-2013 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 31-05-2012 da DRC do Norte
Proposta de alteração de 7-03-2012 da CM da Maia
Anúncio n.º 1520/2012, DR, 2.ª série. n.º 18, de 25-01-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 18-07-2011 da DRC do Norte
Proposta de 17-01-2011 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O primitivo mosteiro edificado em Moreira da Maia e dedicado a São Jorge foi fundado no século XI (RUÃO, Carlos,1996), tendo tido até meados do século XVI várias igrejas anexas. Em 1562, com a extinção do regime das comendas, o mosteiro passou para a dependência de Santa Cruz de Coimbra. Alguns anos depois, em Julho de 1584, o prior D. Jorge decidiu reconstruir integralmente o complexo monacal, que à época estava arruinado. A primeira pedra da igreja foi lançada em Maio de 1588, e em 22 de Fevereiro de 1591 Filipe II decidiu patrocinar as obras do mosteiro, agora dedicado a São Salvador. A fábrica de obras prolongou-se até 1622, ano em que foi realizada a cerimónia de inauguração do templo.
Desconhecem-se quaisquer elementos documentais respeitantes à autoria do projecto, embora a tipologia da igreja esteja filiada no modelo estrutural e gosto estético desenvolvido na arquitectura do noroeste português na segunda metade do século XVI, apresentando evidentes semelhanças com o mosteiro de Grijó.
Com um projecto arquitectónico maneirista, inspirado na tratadística serliana, a igreja de São Salvador de Moreira possui planta de nave única, com falso transepto, formado pela abertura de duas capelas laterais, e capela-mor rectangular. Nas fachadas laterais, na zona de transição entre a nave e a capela-mor, foram edificadas em 1695 as duas torres sineiras.
A fachada, de grande sobriedade decorativa e monumentalidade espacial, divide-se em dois registos, sendo utilizado o sistema de sobreposição de ordens, correspondendo a ordem toscana ao piso inferior, e a jónica ao superior. O primeiro registo apresenta galilé aberta por três vãos de moldura recta, coberta por tecto em caixotões. O segundo registo é bastante mais alto que o primeiro, dando a ideia da presença de um corpo intermédio que na realidade não existe. O conjunto é rematado por empena com relógio central precedida por varandim. Os jogos ilusórios criados na fachada e a verticalidade da sua estrutura apresentam-se como as características "mais" maneiristas do conjunto, num pleno entendimento das formas anti-clássicas.
Interiormente a nave é coberta por abóbada de berço com caixotões, tendo ao fundo coro-alto de grandes dimensões, onde foi colocado o cadeiral dos cónegos, que assenta sobre arco abatido. A capela-mor, com retábulo barroco de talha dourada, é revestida por azulejos de padrão, azuis e amarelos.
A área correspondente à cerca do complexo monacal, actualmente designada como Quinta do Mosteiro, foi fundada no século XI, quando o complexo monacal estava entregue à ordem dos Agostinhos. No século XVII, face ao estado de ruína em que se encontrava, o Prior do mosteiro ordenou a reconstrução do edifício da quinta, terminado também no ano de 1622. Em 1834, com a extinção das Ordens Religiosas, o espaço foi vendido ao desembargador Luís Lopes Vieira de Castro, e alguns anos mais tarde foi comprado pelo tribuno liberal José Estevão de Guimarães. No início do século XX a quinta era propriedade do conselheiro Luís de Magalhães, estadista e intelectual da "Geração de 70". Actualmente a quinta é utilizada como residência particular.
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2004

Imagens

Bibliografia

Título

Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias...

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto

Título

Arquitectura maneirista no Noroeste de Portugal

Local

Coimbra

Data

1996

Autor(es)

RUÃO, Carlos