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Conjunto arquitectónico da Rua de Álvares Cabral - detalhe

Designação

Designação

Conjunto arquitectónico da Rua de Álvares Cabral

Outras Designações / Pesquisas

Conjunto arquitectónico da Rua Álvares Cabral / Rua Álvares Cabral(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Rua de Álvares Cabral
Porto

Número de Polícia: 1-401 e 2-452

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como CIP - Conjunto de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 714/2012, DR, 2.ª série, n.º 237, de 7-12-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 13192/2012, DR, 2.ª série, n.º 127, de 3-07-2012 (ver Anúncio)
Despacho de 11-06-2012 do diretor-geral da DGPC a determinar que toda a tramitação posterior ao despacho de homologação de 23-11-1984 do Ministro da Cultura não produziu qualquer efeito, pelo que se deverá proceder à audiência dos interessados relativamente ao referido despacho
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Parecer de 18-05-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a devolução à DRC do Norte para uma descriminação mais adequada das restrições a aplicar
Nova proposta de 10-03-2011 da DRC do Norte para a classificação como CIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19 338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Devolvido à DRC do Norte por despacho de 11-02-2010 do director do IGESPAR, I.P. para aplicação do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Nova proposta de 17-12-2009 da DRC do Norte para a classificação como CIP
Proposta de 4-03-2002 da DR do Porto para a classificação como CIP
Despacho de abertura de 23-02-1998 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 16-02-1998 da DR do Porto
Despacho de homologação de 23-11-1984 do Ministro da Cultura
Novo parecer de 13-11-1984 da Assessoria Técnica do IPPC a propor a classificação como IIP
Parecer de 26-10-1982 da Assessoreia Técnica do IPPC a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 5-07-1982 da DGEMN
Proposta de 19-10-1979 do proprietário para a classificação da Casa com o n.º 348 da Rua Álvares Cabral

ZEP

Parecer favorável de 18-05-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 10-03-2011 da DRC do Norte
Devolvido à DRC do Norte por despacho de 11-02-2010 do director do IGESPAR, I.P., para aplicação do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, n.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Proposta de 17-12-2009 da DRC do Norte para a ZEP do Quartel de Santo Ovídio, da Igreja e Cemitério da Lapa e da Rua Álvares Cabral

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A origem deste conjunto está na Quinta de Santo Ovídio, também conhecida por Quinta da Boavista, dos Figueirôas ou dos Pamplonas, uma antiga residência apalaçada cujo conhecimento se encontra, actualmente, limitado a gravuras, pinturas, fotografias e descrições.
Em 1892, os Condes de Resende, então herdeiros da Quinta de Santo Ovídio, ao atravessarem uma fase de dificuldades económicas, ofereceram à Câmara do Porto a abertura de uma nova rua, traçado esse que ligaria o Campo da Regeneração à Rua de Cedofeita e que atravessaria pelo eixo central a sua propriedade. Iniciaram, ainda, um processo judicial de alienação da Quinta, contencioso que duraria alguns anos até ser conseguida autorização para a venda da sua propriedade em estreitos lotes de seis metros, destinados a edificações.
No Porto, na segunda metade do século XIX rasgam-se novas ruas e avenidas, encanam-se ribeiras, constroem-se novos bairros residenciais: Foz, Boavista, Álvares Cabral. Ensaiando uma caracterização de carácter geral, poder-se-á afirmar que a transformação urbana do Porto da segunda metade de oitocentos decorre entre a expansão e a reestruturação do tecido existente - a municipalidade empreende grandes operações urbanísticas no centro, com o objectivo ora de melhorar o sistema viário, ora de destruir zonas insalubres.
Apesar da Rua Álvares Cabral - cuja proposta de abertura data de 1892, reportando a sua conclusão ao ano de 1898 - não ter tido um projecto global específico para as suas edificações - a construção do cenário residencial em que a qualidade reproduz, de modo geral, a condição económica dos cidadãos resulta mais justamente do respeito integral pelos regulamentos respeitantes às edificações, cérceas, distâncias estabelecidas, saneamento... - ela constitui um exemplo paradigmático da organização social do espaço oitocentista. No caso vertente da Rua Álvares Cabral, a sua identidade remete para a representatividade residencial da burguesia: o quadro humano que investiu na compra de um ou mais lotes naquela que viria a designar-se por Rua Álvares Cabral e que constituía uma elite económica e social da cidade de oitocentos. Maioritariamente composto por proprietários, comerciantes, negociantes, capitalistas, este grupo detentor de elevados/médios rendimentos ou exercendo funções de relevo, comprou, edificou e criou uma zona de prestígio da cidade e contribuiu para o agravar das "distâncias físicas e sociais entre o espaço e os homens que coexistem na cidade". AAM

Imagens

Bibliografia

Título

Da Quinta à Rua

Local

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Data

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Autor(es)

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Título

A Rua Álvares Cabral no contexto urbano portuense da segunda metade do século XIX

Local

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Autor(es)

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