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Casa do Loureiro - detalhe

Designação

Designação

Casa do Loureiro

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Viseu / Silgueiros

Endereço / Local

Quinta do Loureiro
Silgueiros

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Edital de 22-04-2004 da CM de Viseu

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Inserida na Quinta do Loureiro, a casa com a mesma designação tem origens na época medieval, encontrado-se o seu morgadio directamente ligado à fundação da freguesia de Silgueiros. A quinta pertenceu à mesma família até à década de 1860, e foi depois vendida e hasta pública, nos primeiros anos do século XX, a Joaquim Santos Lima, transformando-se, de então para cá, numa importante propriedade de produção de vinhos.
Da primitiva construção subsiste, ainda que com uma intervenção de época moderna, a torre. Característica residência senhorial medieval, as denominadas casa-torre conservaram-se, em muitos casos, adossadas a construções posteriores como é exemplo a casa do Loureiro. Com poucas aberturas, e estas já do século XVI, é coroada por ameias muito espaçadas apresentado, na fachada onde se abre a porta de entrada, um brasão de armas ao nível do último piso e enquadrado por janelas. Tratam-se das armas dos Loureiros, oficialmente definidas por carta régia de D. João III, em 1551.
A residência, de planta em U, apresenta uma área com elementos manuelinos, outra zona já barroca e uma outra mais recente, certamente resultante de uma reconstrução do século XX, de características neo-manuelinas, sobre as ruínas de um volume oitocentista,. A área barroca apresenta vãos de verga curva e janelas com avental recortado. O interior foi bastante remodelado conservando, no entanto, as paredes em cantaria (cf. Processo e Classificação, IPPAR/DRC).
No século XVI, por motivos relacionados com heranças, quinta foi dividida em dois, razão pela qual se encontram na propriedade duas capelas. Estes ramos coexistiram durante algum tempo, até à reunião da família (cf. Processo e Classificação, IPPAR/DRC).
A capela de Santa Luzia, adossada à casa e instituída pelo ramo da família de apelido Cardoso em 1707 e reedificada em 1878, destaca-se pela sua fachada barroca. Ligeiramente saliente, é definida por pilastras encimadas por pináculo que enquadram um frontão de volutas. O portal, de verga recta, é flanqueado por pilastras que suportam amplo entablamento sobrepujado por brasão de armas entre aletas.
A outra capela, de Nossa Senhora da Encarnação, foi instituída pelos Loureiros em 1534 e encontra-se ligeiramente afastada do imóvel. Também em cantaria, termina em empena e é aberta por portal de verga recta com pilastras, entablamento e frontão triangular em cujo vértice se exibem as armas dos Loureiros. O interior, apresenta cobertura de abóbada manuelina, com bocetes decorados por motivos variados e cordas, e a pedra de fecho uma cruz de Malta.
Para além dos imóveis já referidos, o conjunto incluí ainda os terrenos agrícolas e as restantes dependências - adega, celeiros, tanque, abegoaria, palheiro, casa de forno, lagares, celeiros e tanques.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

Beira Histórica Arqueológica e Artística: Memórias de Viseu (Arredores)

Local

Viseu

Data

1941

Autor(es)

COELHO, José M. A.