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Igreja de Santo Isidoro, paroquial de Cavernães, incluindo o património que a integra - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santo Isidoro, paroquial de Cavernães, incluindo o património que a integra

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Cavernães / Igreja Paroquial de Cavernães / Igreja de Santo Isidoro(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Viseu / Cavernães

Endereço / Local

Rua da Igreja
Cavernães

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 509/2014, DR, 2.ª série, n.º 123, de 30-06-2014 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 15-05- 2001 do Ministro da Cultura
Parecer de 22-02-2001 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação da Igreja, bem como do património que a integra (com especial relevo para o conjunto retabular do altar-mor, o tecto decorado de caixotões e as tábuas atribuídas ao pintor António Vaz) como IIP
Proposta de 1-04-1997 da DR de Coimbra para a classificação como VC
Despacho de abertura de 27-06-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 24-06-1996 da DR de Coimbra para abertura do processo de classificação da Igreja

ZEP

Portaria n.º 509/2014, DR, 2.ª série, n.º 123, de 30-06-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 40/2013, DR, 2.ª série, n.º 21, de 30-01-2013 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 7-11-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 7-09-2011 da DRC do Centro

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Dedicada a Santo Isidoro, a igreja paroquial de Cavernães, tal como hoje a conhecemos, resulta de uma campanha de renovação, ocorrida no decorrer do século XVIII e que, muito possivelmente, foi responsável pela ampliação do templo primitivo, quinhentista, do qual se conservam alguns elementos. Entre estes, ganham especial importância as duas pinturas integradas no retábulo setecentista, representando São Vicente e Santo António, executadas cerca de 1550 pelo pintor vienense António Vaz.
De planta longitudinal, a igreja articula nave única com capela-mor, ambas rectangulares, a que se acrescenta um corpo lateral correspondente a sacristia e a torre sineira. A fachada principal, em empena, divide-se em três panos, sendo os laterais mais baixos e o central aberto pelo portal em arco de volta perfeita. No mesmo eixo, encontra-se o amplo janelão do coro e, sobre este, uma mísula onde deveria figurar uma imagem, com certeza do padroeiro. Num plano ligeiramente recuado, ergue-se a torre, aberta no primeiro e segundo registo por uma janela, e no terceiro pela sineira em arco de volta perfeita, sendo rematada por coruchéus, com pináculos nos cunhais.
O interior do templo contrasta vivamente com a depuração da arquitectura exterior. A nave é coberta por um tecto de 63 caixotões, com molduras pintadas a imitar marmoreados, e representações de santos. Este conjunto prolonga-se pelo coro alto, embora as duas últimas fiadas sejam de fabrico recente, correspondendo a uma ampliação do espaço.
O arco triunfal, de volta perfeita, apresenta dois altares colaterais, de talha dourada policromada, ligados entre si por uma estrutura idêntica, com quatro arquivoltas, que envolvem o arco. Sobre este, encontra-se, ainda, um tríptico setecentista alusivo ao Calvário, com a representação de Nossa Senhora, de Jesus Crucificado e de São João.
Na capela-mor, o tecto seccionado por 28 caixotões, segue um modelo semelhante ao da nave, com representações de santos, mas apresentando um esquema iconográfico onde surge, no centro da composição, Santo Isidoro, orago do templo, figurando, nos extremos, os quatro Evangelistas.
O retábulo-mor barroco, de talha dourada e policromada, rematado por três arquivoltas, abre-se numa ampla tribuna com trono de três andares. As tábuas quinhentistas, que devem ter pertencido ao anterior retábulo, foram integradas neste conjunto, e descobertas por Luís Reis Santos, que as atribuiu a António Vaz, pintor que foi discípulo de Vasco Fernandes, aprendendo na sua oficina o vocabulário classicista que aqui observamos.
Se em termos arquitectónicos a igreja se pauta por uma grande depuração, pouco havendo a assinalar, a sua importância é manifesta ao nível do património integrado ou imóvel por destino que se encontra no seu interior, onde se destacam as pinturas quinhentistas.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Retábulos Joaninos no concelho de Viseu

Local

Viseu

Data

2002

Autor(es)

EUSÉBIO, Maria de Fátima

Título

Dois painéis no estilo de António Vaz na matriz de Cavernães, Beira Alta, vol. IV

Local

Viseu

Data

1945

Autor(es)

SANTOS, Luís Reis

Título

Pintores de Viseu: escola ou Dinastia?, Separata da Revista Beira Alta

Local

Viseu

Data

1969

Autor(es)

MOUTA, José Henriques

Título

Antonio Vaz, Grão Vasco e a pintura europeia do Renascimento

Local

Lisboa

Data

1992

Autor(es)

RODRIGUES, Dalila