Saltar para o conteúdo principal da página

Conjunto da Praça da Liberdade, Avenida dos Aliados e Praça do General Humberto Delgado, incluindo a estátua equestre de D. Pedro IV e todos os restantes elementos escultóricos existentes - detalhe

Designação

Designação

Conjunto da Praça da Liberdade, Avenida dos Aliados e Praça do General Humberto Delgado, incluindo a estátua equestre de D. Pedro IV e todos os restantes elementos escultóricos existentes

Outras Designações / Pesquisas

Avenida dos Aliados, Praça da Liberdade e Praça do General Humberto Delgado(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

- -
Porto

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como CIP - Conjunto de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 582/2011, DR, 2.ª Série, n.º 113, de 14-06-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 3-12-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 1-10-2008 da Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 21-02-2008 da DRC do Norte para a clasificação como IIP
Despacho de abertura de 28-09-1993 do presidente do IPPAR
Proposta de abertura 14-09-1993 da DR do Porto
Proposta de classificação de 27-11-1992 da CM do Porto, na sequência de aprovação em reunião da CM de 9-06-1992 e em reunião da AM de 29-07-1992

ZEP

Portaria n.º 582/2011, DR, 2.ª Série, n.º 113, de 14-06-2011 (sem restrições) (ZEP conjunta da Garagem do Jornal O Comércio do Porto e do conjunto da Praça da Liberdade, Avenida dos Aliados e Praça do General Humberto Delgado) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 3-12-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 1-10-2008 da Conselho Consultivo do IGESPAR,I.P.
Proposta de 21-02-2008 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A actual Praça da Liberdade designou-se primitivamente por Casal ou Lugar de Paio de Novais, Sítio ou Fonte da Arca, denominando-se, mais tarde, por Quinta, Campo ou Sítio das Hortas. Foi ainda Lugar ou Praça da Natividade, Praça Nova das Hortas, Praça da Constituição e de D. Pedro IV e, mais recentemente, Praça da República.
Já em 1691, a municipalidade do Porto e o Capítulo da Sé-Catedral tinham lançado o projecto de estabelecer no Campo das Hortas, propriedade do Capítulo, uma praça pública, entre a Porta de Carros e o Postigo de Santo Elói. O projecto não foi por diante, tendo sido retomado em 1709, pelo então Bispo do Porto, D. Tomás de Almeida, que propõe a abertura de uma praça de formato quadrangular digna de "rivalizar com a Plaza Mayor de Madrid".
Tratava-se do primeiro grande empreendimento urbanístico de Portugal. Chegaram mesmo a efectuar-se os contactos de aforamentos das parcelas a construir e a lançar os alicerces de alguns dos edifícios, contudo, por dificuldades várias também este projecto não teve continuidade.
Em 1718 novo projecto foi lançado, cuja realização teve início quando "o cabido da Sé cedeu a 17 de Fevereiro de 1721 terrenos seus expressamente para uma praça". Novas ruas foram então abertas - a rua do Laranjal das Hortas (futura rua dos Lavadouros, hoje desaparecida) e a rua da Cruz (actual rua da Fábrica).
Da concretização deste projecto resultaria a Praça Nova das Hortas (ou só Praça Nova) limitada a Norte por dois palacetes (desaparecidos), onde funcionaram os Paços do Concelho até 1915; a Sul pela muralha fernandina, destruída mais tarde em 1788 e substituída por um conjunto monumental - o convento dos Frades de Santo Elói - cuja fachada sobre a praça constitui o edifício "da Cardosa", só terminado no século XIX, mas obedecendo ao primitivo projecto - a praça "tout-court". O lado oriental era ocupado pelo Convento dos Congregados, e o lado poente só mais tarde foi edificado.
Durante o século XIX, factores vários - a instalação da Câmara no topo Norte (1819); a inauguração da Ponte de D. Luís (1887); a extensão da via férrea até S. Bento (1896) - contribuem para tornar a Praça definitivamente num importantes centro político, económico e sobretudo social.
Em meados daquele século, a Praça era já o "ponto predilecto de reunião dos homens graves da política e do jornalismo, da alta mercância tripeira e dos brasileiros".
Predominavam os botequins: "Guichard", "Porto Clube", "Camacho", "Suíço", "Europa", "Antiga Cascata", "Internacional", etc., aos poucos desaparecidos em consequência da profunda reestruturação daquela área, onde as entidades bancárias, companhias seguradoras ou escritórios conquistaram o seu espaço.
As obras da Avenida iniciaram-se no dia 1 de Fevereiro de 1916 com a demolição do edifício que serviu de Paços do Concelho, a norte da Praça da Liberdade, acompanhada do desaparecimento das ruas do Laranjal, de D. Pedro, etc.
Ao cimo da Avenida erguem-se os modernos Paços do Concelho, edifício em granito e mármore levado a cabo pela primeira vereação republicana saída do 5 de Outubro de 1910. Foi um projecto do arquitecto Correia da Silva (1920).
No seu todo, resultou um conjunto urbano monumental, de particular interesse histórico e artístico.
AAM

Imagens