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Casa denominada manuelina, também conhecida por «Palacete Manuelino», incluindo logradouro, na Avenida do Brasil n.º 777 - detalhe

Designação

Designação

Casa denominada manuelina, também conhecida por «Palacete Manuelino», incluindo logradouro, na Avenida do Brasil n.º 777

Outras Designações / Pesquisas

Palacete Manuelino / Palacete Manuelino / Casa Neomanuelina(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde

Endereço / Local

Avenida do Brasil
Nevogilde

Número de Polícia: 777

Rua de Gondarém
Nevogilde

Número de Polícia: 729

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Despacho de revogação de 23-06-2008 da subdirectora do IGESPAR, I.P.
Proposta de revogação de 18-12-2007 da DRC do Norte
Despacho de abertura de 9-08-1995 do presidente do IPPAR

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Esta casa foi mandada erguer em 1910-11 por Artur Jorge Guimarães, capitão de Artilharia e notabilizado republicano portuense, e por sua mulher, sendo o risco do imóvel atribuído ao arquitecto José Teixeira Lopes, filho de José Joaquim Teixeira Lopes e irmão de António Teixeira Lopes, ambos escultores de renome. De Teixeira Lopes conhecem-se outros exemplos de arquitectura romântica e revivalista, como a Casa Mourisca na Rua José Falcão, nº 91, também no Porto. O palacete da actual Avenida do Brasil tem implantação privilegiada, na marginal fronteira ao mar entre a Foz e Matosinhos, embora hoje se encontre flanqueado por prédios incaracterísticos, alterando drasticamente o enquadramento e a escala originais. Distribui-se o imóvel em rés-do-chão e dois andares, com planta em L, em cujo ângulo se levanta um torreão, acrescentando um quarto piso de planta quadrada. O corpo principal, voltado para a marginal, possui ao nível do primeiro piso um alpendre, aberto por quatro arcos polilobados duplos, apoiados numa guarda em pedra talhada, com medalhões exibindo cordames, esferas armilares e cruzes fantasiadas. O alpendre é forrado com azulejos azuis e brancos, alusivos à temática dos Descobrimentos e representando monumentos manuelinos, e dele sai uma escadaria dando acesso ao jardim, com gradeamento e portão voltados para a marginal. O piso térreo do alpendre é aberto, e rasgado por dois arcos ogivais, idênticos a um terceiro que vaza o vão da escadaria. As janelas da casa são todas distintas entre si, de acordo com a leitura revivalista realizada pelo arquitecto, constituindo um repertório completo da arquitectura manuelina: vãos duplos com ou sem mainel, singelas vergas recortadas, arcos redondos, ogivais, polilobados e conopiais, botaréus torsos rematados por florões, janelas de canto, abundância de elementos mudéjares e tardo-góticos, num espírito romântico perfeitamente eclético. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Uma Casa Neomanuelina na Foz, O Tripeiro, 7ª Série, Ano XV, nº 8, Porto, Agosto 1996

Local

Porto

Data

1996

Autor(es)

CARVALHO, Filomena