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Igreja e claustro do Convento de Santo António - detalhe

Designação

Designação

Igreja e claustro do Convento de Santo António

Outras Designações / Pesquisas

Convento de Santo António (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Convento

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Penamacor / Penamacor

Endereço / Local

Rua Adelino P. Ferreira Galhardo
Penamacor

Largo de Santo António
Penamacor

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

Cronologia

Anúncio n.º 256/2015, DR, 2.ª série, n.º 217, de 5-11-2015 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 23-09-2015 do diretor-geral da DGPC
Parecer favorável de 9-09-2015 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 27-03-2015 da DRC do Centro para a classificação como MIP
Anúncio n.º 371/2013, DR, 2.ª série, n.º 229, de 26-11-2013 (ver Anúncio)
Despacho de 4-11-2013 da diretora-geral da DGPC a determinar a abertura de novo procedimento de classificação
Proposta de 25-10-2013 da DRC do Centro para abertura de novo procedimento de classificação, com a designação de Igreja e claustro do Convento de Santo António
Anúncio n.º 13789/2012, DR, 2.ª série, n.º 247, de 21-12-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 13-12-2012 da diretora-geral da DGPC, com fundamento na existência de deficiências de instrução consideradas insanáveis em tempo útil
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Proposta de 3-10-1995 da DR de Coimbra para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 5-07-1995 do presidente do IPPAR
Proposta de classificação de 30-06-1995 da DR de Coimbra
Em 2-02-1995 a CM de Penamacor enviou elementos para a instrução do processo
Proposta de 21-10-1976 da DGEMN para a classificação da Igreja de Santo António e Claustro

ZEP

Despacho de 20-01-2017 da diretora-geral da DGPC a enviar o processo à DRC do Centro para se proceder em conformidade
Parecer de 13-12-2016 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor que se proceda à Confer~encia de Interessados sugerida pela CM de Penamacor
Proposta de alteração de 26-01-2016 da DRC do Centro, face à proposta da CM de Penamacor
Proposta de alteração de 17-12-2015 da CM de Penamacor
Anúncio n.º 256/2015, DR, 2.ª série, n.º 217, de 5-11-2015 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 23-09-2015 do diretor-geral da DGPC
Parecer favorável de 9-09-2015 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 27-03-2015 da DRC do Centro

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Convento de Santo António de Penamacor foi fundado em 1571 por Gaspar Elvas de Campos, fidalgo da Casa Real e Alferes-mor de Penamacor, destinando-se à ordem dos Frades Capuchos de São Francisco. Os primeiros religiosos que vieram habitar este complexo conventual foram deslocados do Convento de Portalegre. No ano de 1712 o convento albergava ainda uma comunidade religiosa, mas na centúria seguinte, em 1867, passa a funcionar no espaço conventual o hospital de Penamacor, até 1905, data em que foi inaugurado o novo hospital. Em 1946 o edifício do hospital, a igreja e o convento são entregues à Misericórdia.
O conjunto conventual é formado pela igreja e por dependências conventuais dispostas à volta do claustro. A igreja, de planta rectangular composta por nave e capela-mor, mais estreita e baixa, possui fachada principal limitada por pilastras encimadas por pináculos e dividida em três registos. O primeiro apresenta galilé, à qual se acede por vão em arco abatido com impostas salientes. Um friso separa o segundo registo, que possui ao centro janela de peitoril com bandeira, ladeada por dois nichos concheados inseridos em moldura rectangular encimada por volutas. Um entablamento remata este registo, sendo a fachada coroada no terceiro registo por frontão triangular encimado por cruz, que enquadra ao centro nicho ladeado por volutas. Do lado da Epístola, foi colocada uma sineira. A fachada lateral esquerda possui vão de arco de volta perfeita, com impostas salientes, tendo no segundo registo três janelas de rampa gradeada, duas que iluminam a nave e outra que ilumina lateralmente a capela-mor.
Sob a galilé foram abertos dois portais de moldura rectangular simples, um que permite o acesso ao interior do templo, outro que abre para as dependências conventuais. O interior do templo tem somente uma nave, coberta por tecto de caixotões em talha dourada e policromada, decorada por motivos vegetalistas, aves e carrancas. Sobre a galilé existe coro-alto com varandim, contendo cadeiral. Na nave, do lado da Epístola, ergue-se púlpito com guarda decorada por talha dourada e baldaquino. Abrindo para a capela-mor, arco triunfal de volta perfeita com impostas salientes, ladeado por dois altares laterais de talha dourada. A capela-mor, com cobertura semelhante à da nave, possui janela do lado do Evangelho e porta do lado oposto, tendo ao centro retábulo de talha dourada. A sacristia possui pequeno altar e, sobre o arcaz, pinturas alusivas a Santo António.
O convento é dividido em dois registos na fachada principal, o primeiro com portal e duas janelas, tendo ao centro escadaria de acesso ao registo superior, com portal e janelas semelhantes. A fachada posterior é muito semelhante, também dividida pela abertura de portas e janelas. O claustro possui secção quadrangular, com três tramos e dois registos, o primeiro coberto por abóbada de aresta, o segundo por tecto de madeira em masseira. Cada ala do claustro possui, no primeiro registo três arcos assentes em colunas toscanas, e no segundo registo colunelos toscanos sobre os quais assenta entablamento com cornija. Ao centro do claustro, um tanque quadrado, decorado num dos ângulos com leão de pedra. Deste espaço tem-se acesso às antigas dependências conventuais.
No conjunto do Convento de Santo António de Penamacor destaca-se a decoração da fachada, onde são aplicados motivos decorativos geométricos de inspiração flamenga, como os pináculos e o frontão, que chegaram a Portugal na segunda metade do século XVI através da circulação de gravuras, nomeadamente da obra de Vredeman de Vries (RUÃO, Carlos, 1996, pp. 37-38). A utilização destes modelos nórdicos, que seriam peças fundamentais para a modernidade da arquitectura maneirista e que se tornaram uma corrente vanguardista na arquitectura portuguesa alternativa ao então emergente estilo chão, demonstra uma actualidade de gosto por parte do encomendante pouco comum na região na época.
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2004

Imagens

Bibliografia

Título

O Concelho de Penamacor na História, na Tradição e na Lenda

Local

Penamacor

Data

1938

Autor(es)

LANDEIRO, José Manuel

Título

História da Diocese da Guarda

Local

Braga

Data

1981

Autor(es)

GOMES, José Pinharanda

Título

Beira Baixa. A memória e o olhar

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

MARCELO, M. Lopes

Título

História de Penamacor

Local

Lisboa

Data

2001

Autor(es)

MENDES, Carlos Baptista