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Fornos de Cal (conjunto de 5) - detalhe

Designação

Designação

Fornos de Cal (conjunto de 5)

Outras Designações / Pesquisas

Conjunto de Fornos de Cal em Paço de Arcos(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Forno

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Oeiras / Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias

Endereço / Local

Rua dos Fornos
Paço de Arcos

Número de Polícia: 9-15

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)
Edital N.º 401/99 de 30-08-1999 da CM de Oeiras
Despacho de homologação de 21-04-1999 da Secretária de Estado da Cultura
Despacho de concordância de 19-02-1999 do presidente do IPPAR
Parecer de 11-02-1999 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 18-03-1997 da DR de Lisboa
Em 2-05-1995 a CM de Oeiras enviou documentação orientadora para a elaboração do Plano de Reabilitação e Revitalização do Conjunto de Fornos de Cal, para instruir o processo de classificação
Em 18-12-1987 foi solicitado à CM de Oeiras o seu parecer sobre a eventual classificação

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

São muitas as dúvidas a respeito da origem exacta dos cinco fornos de cal que, actualmente, se inserem no centro histórico de Paço d'Arcos. Enquanto que para alguns autores as actuais estruturas remontam apenas ao século XIX (CARDOSO, 1994, http://www.ipa.min-cultura.pt/ - "Forno de Cal"; CNS 10659), parece certo que o aproveitamento do local para queima de cal identifica-se desde épocas mais antigas, detectando-se a primeira referência em 1582. No momento actual, não parecem restar grandes dúvidas acerca da relevância desta indústria para a formação de Paço d'Arcos, faltando, todavia, um estudo monográfico rigoroso, que permita extrair conclusões mais objectivas acerca da história de produção de cal neste local ao longo das épocas moderna e contemporânea, sendo certo que já existiam no século XVIII (ROCHA, 1996, p.96).
O complexo patrimonial é composto por cinco fornos circulares interligados entre si por forma a optimizar os recursos materiais e humanos envolvidos no processo de transformação. Tratam-se de fornos de câmara única, de tipo caldeira, com uma só porta de enforna e com câmara interior em falsa cúpula de tijolo. Esta tipologia é a mais comum no nosso país, mas apresenta algumas particularidades, próprias do processo de edificação dos fornos, salientando-se a utilização de uma ou várias portas de enforna ou ainda um rasgão axial a toda a altura da estrutura.
Adossados aos fornos foram construídas casas de piso térreo, de morfologia rural, cujas fachadas contínuas definiram um quarteirão servido por duas ruas, uma das quais sintomaticamente designada como Rua dos Fornos. Em 1987, com a demolição parcial de uma casa, pôde perceber-se a extensão do complexo e a importância patrimonial deste núcleo.
Ao longo dos anos, os fornos foram sujeitos a várias adulterações, a maior parte resultante da paralisia de produção verificada no século XX. Assim, algumas câmaras foram entulhadas e um dos fornos foi parcialmente destruído em 1987, o que motivou a aquisição imediata da estrutura por parte da autarquia.
A valorização deste notável conjunto patrimonial, pela sua raridade, teve lugar muito recentemente, por intermédio da Câmara Municipal de Oeiras que, para o efeito, celebrou um protocolo com a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. O primeiro passo foi o desenvolvimento de um projecto faseado de musealização das estruturas, que contou já com o restauro parcial de um dos fornos, precisamente o que havia sido mutilado na década de 80. Ele foi aberto ao público em Setembro de 2004, num investimento que rondou os 80.000 euros e o projecto de arquitectura optou por manter a ruína musealizada, em vez de uma reconstrução. Na actualidade, a autarquia estuda a melhor forma de intervir nos restantes quatro fornos, tendo em conta que são ainda propriedade privada. O projecto de arquitectura, todavia, está já realizado desde os inícios dos anos 90, da responsabilidade de Henrique Coutinho Gouveia e Margarida Chorão de Carvalho. Dele se salienta a manutenção das volumetrias originais (quer dos fornos, quer das casas térreas anexas), à excepção do primeiro forno, mantido como ruína fingida sem protecção de qualquer espécie, formando um espaço aberto de fruição.
PAF

Bibliografia

Título

Musealização dos fornos de cal de Paço de Arcos. Bases para a elaboração do programa preliminar, www.rpmuseus-pt.org, 1994

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

GOUVEIA, Henrique Coutinho, CARVALHO, Margarida Chorão de

Título

Os fornos de cal de Paço de Arcos. Memória justificativa da sua importância patrimonológica, Património e Museus, 3ª série, nº2, p.21

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

GOUVEIA, Henrique Coutinho, FIGUEIREDO, J. Valle, CARVALHO, Margarida Chorão de

Título

Oeiras, o Património - a História

Local

Oeiras

Data

1996

Autor(es)

ROCHA, Maria Filomena Isabel Serrão

Título

Plano de Salvaguarda do Património Construído e Ambiental do Concelho de Oeiras

Local

Oeiras

Data

1999

Autor(es)

SOROMENHO, Maria Isabel, RIBEIRO, Cristina Pintassilgo, BATALHA, Elisa Galrão

Título

Memorial HIstórico ou Colecção de Memórias sobre Oeiras, 2 vols.

Local

Oeiras

Data

1982

Autor(es)

-

Título

Fornos de cal: a recuperação que urge, Diário de Notícias Magazine, nº27, 5 de Março

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

SILVA, J. Rodrigues