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Cine-Teatro Gardunha - detalhe

Designação

Designação

Cine-Teatro Gardunha

Outras Designações / Pesquisas

Cine-Teatro do Fundão / Cine-Teatro Gardunha (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Cine-Teatro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Fundão / Fundão, Valverde, Donas, Aldeia de Joanes e Aldeia Nova do Cabo

Endereço / Local

Avenida da Liberdade
Fundão

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Edital de 16-01-2009 da CM do Fundão
Deliberação de 14-01-2009 da CM do Fundão a determinar a classificação como de IM
Pedido de parecer de 30-01-2008 da CM do Fundão sobre a eventual classificação como de IM
Edital de 28-08-2007 da CM do Fundão
Deliberação de 8-08-2007 da CM do Fundão a determinar a abertura do processo para IM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
O edifício que alberga o Cine-Teatro Gardunha encontra-se numa posição de destaque em termos urbanísticos, ocupando um gaveto da principal avenida da cidade. Apesar da sua dimensão, o imóvel integra-se harmoniosamente na morfologia do edificado pré-existente.
Inaugurado em 1958, corresponde a um projeto do arquiteto Willy Braun, também autor do Cine-Teatro de Palmela. Afirmando uma linguagem modernista de paredes lisas e palas sobre os pisos térreos, o edifício não deixa de ostentar alguns elementos típicos do Estado Novo, tais como a cobertura piramidal revestida a telha da torre, ou a balaustrada a rematar as fachadas.
Parcialmente em mau estado de conservação desde que encerrou como sala de espetáculos, este imóvel tem a particularidade de ser um dos primeiros no país em betão armado que utiliza uma viga de apoio a todo o sistema de cargas do balcão, associada a vigas de suporte da laje de cobertura que servia também de terraço acessível ao público.
As paredes exteriores, até ao nível do segundo piso, são de cantaria aparelhada de granito da região, assim como a guarnição das portas, janelas e balaustres da cimalha ao nível do terraço. Relativamente aos restantes paramentos, tanto exteriores, como interiores, são constituídos por alvenaria de tijolo revestido a argamassa hidráulica de cimento.
A torre de secção quadrada, rematada por pináculo piramidal é o elemento de maior destaque onde se abre o acesso principal. Nas fachadas observam-se dois vãos envidraçados marcando o local da escada de acesso ao piso superior.
No interior, a sala de espetáculos possuiu uma planta em leque com 20 metros de comprimento, sendo a lotação de 797 lugares distribuídos por 542 na plateia e 225 o balcão com duas frisas (BRÁS, p. 86).
Ao nível do piso térreo, além do acesso à sala, existem espaços de comunicação com os camarins e com o palco de planta retangular com cerca de 6 x 14 metros.
A plateia tem acesso por três portas, duas nas laterais e outra em posição oposta ao palco onde se encontra, também, um vestiário e uma entrada para o balcão.
No piso superior situa-se o "foyer" do balcão e os acessos ao terraço e aos sanitários. É igualmente no piso superior que se situa a cabine de projeção.
Virada à avenida encontrava-se o acesso ao bar do público em planta circular e ao vestíbulo que comunicava com o bar dos artistas e zona administrativa.
Para além das áreas relacionadas com o Cine-Teatro, o edifício continua a manter em atividade, na fachada virada à Avenida da Liberdade, algumas áreas comerciais em bom estado de conservação.

História
Previamente à construção deste Cine-Teatro existia, no mesmo local, uma sala de cinema em mau estado de conservação (BRÁS, p. 83). A iniciativa do projeto coube à Câmara Municipal que irá nomear António Solipa Pereira, destacada figura da sociedade fundanense e cujos herdeiros ainda são proprietários do imóvel, como diretor de programação de uma das salas de espetáculos mais apetrechadas do país destinada à apresentação de cinema, teatro e concertos.
Nos anos 70, pouco tempo depois da sua abertura, o edifício começou a apresentar problemas de infiltrações ao nível da cobertura. Em 1982 foi feito um contrato com a empresa "Lusomundo SARL", contrato este que durou apenas até 1987. Dada a falta de rentabilidade do imóvel projetou-se, no ano de 1992, a sua demolição parcial e adaptação a habitação, escritórios e comércio. Em boa hora a Direção Geral dos Espetáculos e das Artes impediu a sua total descaraterização tendo, a partir de então, sido apresentados diferentes projetos de readaptação (1993, 2008). Recentemente a Câmara Municipal iniciou um processo que tem como objetivo a reabilitação do imóvel, aguardando-se que finalmente seja possível conciliar os novos usos com a sua importância arquitetónica e o seu valor como património imaterial marcante para várias gerações.

Maria Ramalho/DGPC/2017. Apoio C.M.Fundão.

Imagens

Bibliografia

Título

Cine-Teatros. Percorrendo a Beira Interior

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

Teatros de Portugal. Espaços e Arquitectura

Local

Lisboa

Data

2008

Autor(es)

Duarte Ivo Cruz