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Núcleo Urbano Antigo de Estoi - detalhe

Designação

Designação

Núcleo Urbano Antigo de Estoi

Outras Designações / Pesquisas

Povoação de Estói / Aldeia de Estói (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Aldeia

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Faro / Conceição e Estoi

Endereço / Local

- -
Estoi

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

Cronologia

Anúncio n.º 330/2013, DR, 2.ª série, n.º 208, de 28-10-2013 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 26-09-2013 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 19-08-2013 da DRC do Algarve para a abertura de procedimento de classificação de ªambito nacional
Requerimento de 2-07-2013 da CM de Faro para a classificação do Núcleo Urbano Antigo de Estoi
Despacho de encerramento de 27-06-2006 da vice-presidente do IPPAR
Proposta de encerramento de 11-03-2005 da DR de Faro do IPPAR
Despacho de abertura de 4-06-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 24-05-1996 da JF de Estói para a classificação do Núcleo Histórico da Aldeia de Estói

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

«Os mais antigos vestígios arqueológicos encontrados na freguesia remontam ao Neolítico.
Na época romana, mais precisamente no século I, fixou-se, nas imediações da actual aldeia de Estoi, uma importante família proveniente de Ossónoba, que aí edificou uma grande casa agrícola. No século III, a "villa" foi substancialmente aumentada e, na centúria seguinte, construiu-se ao lado da mesma um Santuário, transformado no século VI em templo paleocristão. Provavelmente manteve idênticas funções no período visigótico e árabe. O núcleo histórico fica adossado à antiga residência senhorial de veraneio da família Carvalhal e Vasconcelos, a mais relevante manifestação do Romantismo no Algarve, vulgarmente conhecida por Palácio de Estoi, e incorpora parte da área de protecção deste imóvel.
Nas imediações localizam-se dois interessantes equipamentos religiosos. A Igreja Matriz, templo quinhentista de três naves e quatro tramos, reconstruído nos princípios do século XIX, provavelmente sob orientação do arquitecto italiano Francisco Xavier Fabri, então trazido de Itália pelo Bispo do Algarve, D. Francisco Gomes de Avelar. A Ermida de Nossa Senhora do Pé da Cruz, onde se realiza anualmente, no dia 2 de Maio, a Festa da Pinha, a mais entusiástica manifestação etnográfica do concelho de Faro. Entre estes dois templos situa-se uma das mais antigas artérias, onde sobrevive uma casa térrea com um vão chanfrado dos finais do século XV, princípios do século XVI.
Nos séculos XVII e XVIII, assiste-se ao desenvolvimento de uma outra via, que principia na antiga Ermida do Espírito Santo, cuja designação se mantém no nome da rua, encontrando-se ligeiramente afastado dos eixos referidos e com eles fazia ligação.
Nos séculos XVII ou XVIII, assiste-se ao desenvolvimento de uma outra via, que principia na antiga Ermida do espírito Santo, cruza com o eixo tardo-medieval da Rua da Barroca, depois com o eixo que liga a Matriz à Ermida de Nossa Senhora do Pé da Cruz e finalmente prolonga-se para nascente pela actual Rua do arco de Santana.
Finalmente, no princípio do século XX, a ligação rodoviária Faro-Estoi origina o aparecimento de uma nova via, a actual Rua de Faro, e mais duas paralelas que fazem a ligação á aldeia.
Deste modo, o núcleo histórico proposto abrange as artérias referidas e onze quarteirões. As frentes urbanas existentes, apesar de algumas intervenções recentes que a descaracterizaram parcialmente, mantêm interessantes manifestações arquitectónicas dos séculos XVI a XX, onde se destacam quatro equipamentos religiosos: a Igreja Matriz, a Ermida de Nossa Senhora do Pé da Cruz, um passo processional e a capela privativa do Palácio de Estoi; equipamentos públicos: três fontanários oitocentistas e inúmeros edifícios de habitação. Nestes últimos, de um ou dois pisos, na sua maioria de cor branca, sobressaem os vãos em cantaria das portas e das janelas, algumas caixilahrias em madeira de cor castanha ou verde, chaminés tradicionais, platibandas pintadas e coberturas de duplo beirado.»
Francisco Lameira
Memória descritiva da proposta de classificação do Núcleo Histórico de Estoi
JF Estoi/1996

Bibliografia

Título

Faro. Edificações Notáveis

Local

Faro

Data

1995

Autor(es)

LAMEIRA, Francisco

Título

O Palácio de Estoi

Local

Faro

Data

1996

Autor(es)

LAMEIRA, Francisco

Título

A Igreja Matriz de Estoi

Local

Estoi

Data

1993

Autor(es)

LAMEIRA, Francisco