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Convento de São Jorge de Milreus - detalhe

Designação

Designação

Convento de São Jorge de Milreus

Outras Designações / Pesquisas

Mosteiro de São Jorge de Milreus / Escola Universitária Vasco da Gama (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Convento

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Coimbra / Santa Clara e Castelo Viegas

Endereço / Local

Quinta de São Jorge
Castelo Viegas

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

As origens do mosteiro de São Jorge de Milreus permanecem obscuras. A data mais recuada apontada para a sua fundação é a de 1080, em plena época de governo de D. Sesnando, uma das figuras históricas da cidade de Coimbra que mais se prestou a versões lendárias. António Nogueira Gonçalves menciona uma doação de Julho de 1136, do diácono Salvador Guimarães, da ermida e da torre de Caniardo (CORREIA e GONÇALVES, 1947). Por esta informação ficamos a saber que um primitivo templo já existia nesta altura, o que coloca Milreus na linha da frente do primeiro impulso construtivo românico da cidade, e que estava relacionado com uma torre, muito provavelmente uma estrutura militar de características semelhantes à da Torre de Bera.
Nos meados desse século XII, o mosteiro terá atingido grande prosperidade, conforme parece depreender-se da grande doação que Salvador Viegas fez ao cenóbio, em 1159, de um assinalável conjunto de bens nas imediações. Ao invés, desconhecemos, por completo, o projecto românico do mosteiro, não obstante conservar-se parte de uma pequena capela em ruínas. O famoso painel do Agnus Dei, que se conserva no Museu Nacional de Machado de Castro, que Virgílio Correia e António Nogueira Gonçalves supuseram ser oriundo deste conjunto edificado, parece antes ter feito parte da Sé Catedral de Coimbra, de acordo com as conclusões de Manuel Luís Real (REAL, 1974, pp.162-164).
O que hoje é possível verificar em São Jorge de Milreus é o produto de uma grande campanha remodeladora, levada a cabo a partir de 1526, sob patrocínio de D. Martinho de Portugal. O período de maior labor construtivo deu-se na década de 50 desse século XVI, altura a que corresponde a generalidade do mosteiro. Esta monumental campanha, de carácter maneirista, foi mais uma de quantas os Jesuítas efectuaram por todo o país, entrando no governo da instituição precisamente nesse século XVI. Nos dois séculos seguintes, o mosteiro foi objecto de numerosas campanhas artísticas parcelares, destacando-se os revestimentos azulejares da igreja e da sala do capítulo, datáveis da primeira metade do século XVIII, e a campanha de pintura joanina executada por André Gonçalves para a capela-mor da igreja.
A expulsão dos Jesuítas determinou a venda do mosteiro e um relativo período de decadência e de abandono. Só na segunda metade do século XVIII, no reinado de D. Maria I, os cónegos regrantes compraram o antigo cenóbio e deram novo alento à casa monástica e às condições de subsistência da comunidade religiosa. Nessa altura reconstruiram-se grande parte da igreja e algumas dependências conventuais. A história da comunidade foi bastante atribulada atá à extinção das Ordens Religiosas de 1834. A partir dessa data, com a passagem para a posse de privados, Milreus viu o seu património artístico ser sucessivamente alienado, apesar de o seu espaço ter tido sempre ocupação. Mais recentemente, o conjunto foi adquirido para aqui se instalar a Universidade Vasco da Gama, a primeira instituição universitária privada de Coimbra. O projecto de adaptação do espaço pré-existente a esta nova funcionalidade representou um dos mais interessantes desafios de reutilização de uma estrutura antiga, com mais de sete séculos de história, na recente dinâmica interventiva em imóveis.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

A arte românica de Coimbra (novos dados - novas hipóteses)

Local

-

Data

-

Autor(es)

REAL, Manuel Luís

Título

Mosteiro de São Jorge, exemplo flagrante do desprezo pelo património, Diário de Coimbra, 14/7/1991

Local

-

Data

1991

Autor(es)

NUNES, Mário

Título

Mosteiro de São Jorge, notas históricas sobre o conjunto monástico, Diário de Coimbra, 21/7/1991

Local

-

Data

1991

Autor(es)

NUNES, Mário

Título

Último encontro com um convento de Coimbra, O Independente, 20/5/1994

Local

-

Data

1994

Autor(es)

RAPOSO, Francisco

Título

Regresso ao convento, Diário de Notícias, 25/2/1996

Local

-

Data

1996

Autor(es)

CABO, Ana Isabel

Título

Coimbra e Região

Local

Lisboa

Data

1987

Autor(es)

BORGES, Nelson Correia

Título

Inventario Artistico de Portugal - Cidade de Coimbra.

Local

Lisboa

Data

1947

Autor(es)

GONCALVES, António Nogueira, CORREIA, Vergílio

Título

Património Edificado com Interesse Cultural - Concelho de Coimbra

Local

Coimbra

Data

2009

Autor(es)

Câmara Municipal de Coimbra - Departamento de Cultura