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Capela de Nossa Senhora da Orada - detalhe

Designação

Designação

Capela de Nossa Senhora da Orada

Outras Designações / Pesquisas

Capela de Nossa Senhora da Orada (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Castelo Branco / São Vicente da Beira

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Despacho de abertura de 17-08-1995 do presidente do IPPAR
Proposta de 1-08-1995 da DR de Coimbra do IPPAR para a abertura da instrução de processo de classificação

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Apesar de não haver confirmação da data correcta da sua fundação, a Ermida de Nossa Senhora da Orada de São Vicente da Beira terá sido construída cerca de 1400, ou até mesmo nos últimos anos do século XIV, uma vez que a capela possuí uma imagem de Nossa Senhora da Graça ofertada por D. Nuno Álvares Pereira depois da subida ao trono de D. João I (AZEVEDO, 1956,pp.66-67).
A capela da Senhora da Orada terá sido ampliada e reparada diversas vezes, pouco restando actualmente do templo primitivo. A fachada do templo, que terá sido executada no século XIX, apresenta dois registos, tendo no primeiro um alpendre com quatro colunas que abre para a porta principal. Esta está enquadrada por um arco abaulado, sem decoração, ladeada por dois postigos. O segundo registo apresenta uma janela rasgada ao centro do pano murário, semelhante às do primeiro registo. Lateralmente, possui dois cunhais despojados de decoração. O edifício é rematado em empena triangular coroada por uma cruz de pedra. Interiormente, o templo possui um altar-mor de talha, possivelmente do século XVIII, e dois altares laterais, também de talha, que terão sido colocados na capela já em meados do século XIX, vindas de um convento franciscano (PRATA, 2001, p. 48). A capela-mor está separada do corpo da capela, o que pode ser um indício das alterações à planta original, derivadas das diversas reconstruções do templo (Idem, p. 48).
Ao longo dos séculos XV e XVI a capela foi sendo sucessivamente adornada, pelo que chegaram até aos dias de hoje inúmeros elementos decorativos pertencentes à edificação original. De salientar, para além da escultura de vulto em pedra de ançã da Senhora da Graça ofertada pelo Condestável, o retábulo em alabastro representando a Degolação de São João Baptista e a Flagelação de Cristo, a pia baptismal edificada no início do século XVI, decorada com cordames, boleados e o brasão dos Costas, ou o cruzeiro manuelino colocado no terreiro da capela, que apresenta em relevo uma Cruz de Cristo e mais uma vez o brasão da família Costa. Do século XVII, uma vez que são já referidas por Frei Agostinho de Santa Maria no Santuário Mariano (Idem, pp.13-18), são as imagens de vulto de Cristo Crucificado, Santo Anselmo e da Senhora da Orada.
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/ 25 de Março de 2003

Imagens

Bibliografia

Título

Senhora da Orada

Local

Castelo Branco

Data

2001

Autor(es)

PRATA, José Teodoro

Título

Nossa Senhora da Orada: seu culto na história de Portugal

Local

Faro

Data

1956

Autor(es)

AZEVEDO, José Manuel Semedo