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Centro Histórico de Caria - detalhe

Designação

Designação

Centro Histórico de Caria

Outras Designações

-

Categoria / Tipologia

Arquitectura Mista / Centro Histórico

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Belmonte / Caria

Endereço / Local

- -
Caria

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Enviada cópia do processo à CM de Belmonte em 17-03-2015 para ponderação da classificação como de IM
Despacho de 3-03-2015 do diretor-geral da DGPC a determinar o arquivamento do pedido de abertura de novo procedimento
Proposta de arquivamento de 24-02-2015 da DRC do Centro
Requerimento de classificação, de 16-01-2015, de particular
Em 26-07-2013 a CM de Belmonte informou manter o interesse em classificar o conjunto
Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 5-04-1995 do presidente do IPPAR
Parecer de 21-02-1995 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a abertura do processo de instrução da classificação
Proposta de 19-12-1994 da DR de Coimbra para a classificação como IIP

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A povoação de Caria apresenta vestígios remotos de ocupação humana, nomeadamente da época romana, sendo possível que neste período se tenha construído uma fortificação no povoado, que mais tarde daria lugar a um castelo medieval (NOGUEIRA, p. 61). No período medieval, Caria esteve no centro de várias disputas senhoriais, nomeadamente entre os bispado de Coimbra e Guarda, e entre esta diocese e o concelho de Covilhã, ao qual estava geograficamente agregado.
A partir do início do século XIII, a povoação ficaria definitivamente sob a alçada dos bispos da Guarda, que aí edificaram uma residência (Idem, ibidem, pp. 68-70). Em 1512 D. Manuel doou a Caria o seu primeiro foral, passando esta a ser sede de um concelho extinto em 1855, data em que foi integrada no município de Belmonte (Idem, ibidem, p. 62).
O centro histórico desta vila apresenta vestígios da sua importância para o bispado da Guarda, notando-se um desenvolvimento urbanístico a partir do século XVI. A referência mais antiga à sede paroquial de Caria data de 1359, embora hoje nada reste deste templo primitivo, uma vez que a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição foi edificada no século XVIII (Idem, ibidem, p. 63).
Outra referência importante no centro da vila é a Casa da Torre, o paço episcopal dos bispos da Guarda, construída sobre os vestígios remanescentes do castelo de Caria. Esta casa, de grandes dimensões, impõe-se na paisagem urbana da vila, demonstrando o poderio senhorial da diocese que patrocinou a sua edificação.
A designada Casa da Câmara, um edifício manuelino, situa-se junto à zona da antiga judiaria (Idem, ibidem, p. 71), o centro económico da vila nos séculos XV e XVI. Junto a esta subsiste um outro edifício quinhentista, a Casa das Caras, que apresenta na sua fachada três cachorros esculpidos em alto relevo, representando figuras antropomórficas e uma serpente Idem, ibidem, p. 70).
De época mais tardia são os solares edificados no centro da urbe, o Palacete dos Viscondes de Tinhalhas, um edifício barroco cuja estrutura conheceu já algumas alterações (Idem, ibidem, pp. 71-73), o Palacete dos Viscondes de Caria, uma casa neoclássica datada dos finais do século XIX onde foi edificada a Capela de Nossa Senhora da Conceição (Idem, ibidem, pp. 77-78).
Dos finais do século XVII data o edifício conhecido como Casão, no qual se integra a Capela de Santa Constança (Idem, ibidem, pp. 79-80). Junto à matriz foi construído "o mais maravilhoso palacete de Caria", pertencente aos Quevedo Pessanha, um solar barroco edificado no século XVIII, ao qual pertence a Capela de Nossa Senhora do Carmo (Idem, ibidem, p. 81)
No espaço urbano antigo de Caria destacam-se ainda a Casa da Roda, fundada por Pina Manique para acolher os órfãos locais, a capela de Santana, edificada no século XVIII, a Capela de Santo António, uma igreja maneirista com alpendre datada do século XVII, e o pequeno templo dedicado a São Marcos, fundado em 1580 (Idem, ibidem, pp. 83-85).
Espalhadas pela vila foram ainda construídas várias fontes, datadas de épocas distintas, como a Fonte de São Sebastião, um fontanário barroco de espaldar, a Fonte do Ruivo, uma fonte de mergulho também setecentista, a Fonte do Prior, a Fonte do Carvalho, edificada nos finais do século XVIII, ou a Fonte de Santana (Idem, ibidem, pp. 85-86).
Catarina Oliveira
IPPAR/2003

Bibliografia

Título

"Belmonte, Roteiro do Concelho"

Local

Belmonte

Data

2005

Autor(es)

NOGUEIRA, Cristina