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Casa na Rua Manuel Firmino da Maia, 47-49 (com fachada de azulejos "Quatro Estações") - detalhe

Designação

Designação

Casa na Rua Manuel Firmino da Maia, 47-49 (com fachada de azulejos "Quatro Estações")

Outras Designações / Pesquisas

Edifício com painéis das Quatro Estações / Casa da Rua Manuel Firmino da Maia, n.º 47 a 49 / Edifício das Quatro Estações (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Aveiro / Glória e Vera Cruz

Endereço / Local

Rua Manuel Firmino
Aveiro

Número de Polícia: 47-49

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (Homologado como IM -...

Cronologia

Enviada cópia do processo pelo Ministério da Cultura à CM de Aveiro em 3-05-2010 a fim de ponderar a conclusão do procedimento
Despacho de homologação de 21-04-1999 da Secretária de Estado da Cultura
Parecer favorável de 5-02-1999 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 3-07-1997 da DR de Coimbra do IPPAR para a classificação como VC
Despacho de abertura de 5-06-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de classificação de 22-05-1996, de particulares

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Implantado no centro de Aveiro, o edifício com os números 47 e 49 da Rua Manuel Firmino, conhecido como "Quatro Estações", foi construído no início do século XX. Da estrutura original mantém-se apenas a fachada, integrada num condomínio de habitações e escritórios.
A designação original da casa deve-se ao conjunto de painéis de azulejos ilustrativos das estações do ano, que revestem integralmente a sua fachada. Divido em dois registos com seis aberturas, duas portas que ladeiam uma janela, no piso térreo, e três grandes janelas no superior, o frontispício exibe uma interessante composição que se organiza da seguinte forma: Inverno e Outono no rés-do-chão; Verão e Primavera no primeiro piso, retratados a azul e branco com uma paisagem característica de cada época do ano, no centro da qual um menino segura elementos próprios desse mesmo período. No espaço restante distribuem-se azulejos polícromos com flores diversas, folhas de acanto, enrolamentos vegetais e jarras com flores, acompanhando e respeitando o desenho dos vãos retilíneos que rasgam a fachada.
De facto, não apenas a temática principal se enquadra no gosto Arte Nova, como também os motivos de carácter decorativo testemunham as principais linhas orientadoras deste movimento: a importância da linha, a influência do mundo natural, ou a exploração da cor e das formas curvas.
História
O edifício das "Quatro Estações" terá sido edificado cerca de 1922, ano que se pode avançar pela datação dos azulejos da sua fachada. As composições foram pintadas por Francisco Pereira e Licínio Pereira, sendo os painéis executados na Fábrica Fonte Nova, uma das indústrias cerâmicas mais importantes de Aveiro, que se distinguiu pela execução de cerâmica Arte Nova, bem visível noutros edifícios da cidade.
Nos anos finais do século XX, o edifício estava em avançado estado de ruína, subsistindo apenas a fachada, que então exibia portas e janelas de madeira com guardas de ferro. Em 2004, o frontispício foi integrado num moderno complexo de habitações e escritórios, e os azulejos que o ornamentam foram restaurados.
Catarina Oliveira
DGPC, 2016

Imagens

Bibliografia

Título

A Arquitectura Modernista em Portugal (1890-1940)

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

FERNANDES, José Manuel

Título

Aveiro na História

Local

Aveiro

Data

1997

Autor(es)

GASPAR, Mons. João Gonçalves

Título

Aveiro: cidade Arte Nova

Local

Aveiro

Data

1999

Autor(es)

BORGES, Jaime

Título

Aveiro - do Vouga ao Buçaco

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

NEVES, Amaro, SEMEDO, Enio, ARROTEIA, Jorge Carvalho