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Fundação João Jacinto Magalhães - detalhe

Designação

Designação

Fundação João Jacinto Magalhães

Outras Designações / Pesquisas

Casa do Dr. Peixinho / Casa do Doutor Peixinho / Fundação João Jacinto Magalhães (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Aveiro / Glória e Vera Cruz

Endereço / Local

Rua José Rabumba
Aveiro

Número de Polícia: 56-58

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação para MIM - Monumento...

Cronologia

Edital n.º 28/2013 de 13-05-2013 da CM Aveiro, a determinar a abertura do procedimento
Enviada cópia do processo pelo Ministério da Cultura à CM de Aveiro em 3-05-2010 a fim de ponderar a conclusão do procedimento
Despacho de homologação de 21-04-1999 da Secretária de Estado da Cultura
Parecer de 5-02-1999 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como VC
Proposta de 1-07-1997 da DR de Coimbra para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 5-06-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de classificação de 20-05-1996, de particulares

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Localizado na Rua José Rabumba, no centro da cidade de Aveiro, o edifício da Fundação João Jacinto Magalhães corresponde à antiga residência do Dr. Peixinho, edificada no início do século XX.
O imóvel desenvolve-se numa planta retangular disposta num lote de terreno estreito, perpendicularmente à rua. A fachada principal, muito elevada, apresenta-se dividida em quatro registos, com uma divisão vertical, marcada por um pano de pedra, no extremo direito, onde se enquadra uma sequência de vãos verticais (porta de entrada - bandeira - janela do segundo andar - janela das águas furtadas). A restante superfície do frontispício é revestida por azulejos verdes que enquadram as duplas janelas da cave e dos andares, com molduras em cantaria decoradas com festões de flores, e guardas de ferro forjado com elementos estilizados e de forte inspiração naturalista. O último piso, correspondente à mansarda, é separado dos restantes por um friso de azulejos de flores mais recuado.
No interior, destacam-se os vitrais coloridos de desenho geométrico e a escadaria de acesso aos vários andares, com motivos arte-nova em ferro forjado. As dependências sugerem alguma simplicidade, com exceção dos espaços de convívio social; na sala de jantar, o silhar de madeira com azulejos de motivos avulsos e relevados, o teto em estuque e o mobiliário da época, conferem a este espaço um ambiente verdadeiramente arte nova; no salão nobre, o friso em estuque exibe motivos florais, tal como o da sala de reuniões, onde sobressaem as grinaldas.
História
Concebido em 1906 para albergar a residência familiar do Dr. Lourenço Peixinho, este edifício foi projetado pelo arquiteto aveirense Francisco Augusto Silva Rocha, tendo a construção sido concluída em 1911.
A obra insere-se no denominado movimento Arte Nova, que marcou de forma acentuada o urbanismo de Aveiro no início do século XX, quando a cidade conheceu um período de expansão urbana e renovação estética ligado à média burguesia local e aos novos espaços habitacionais que, então, as mais destacadas famílias aveirenses mandavam edificar. Fortemente influenciada pela Art Nouveau francesa, esta corrente artística conheceu em Portugal uma afirmação que passou, essencialmente, pela animação e composição da superfície, relegando a estrutura para segundo plano (FERNANDES, 1993, p. 37).
A antiga casa do Dr. Peixinho é um exemplar edificado concebido como um todo que, muito embora não tire partido dos novos materiais e tecnologias de construção, resultou num espaço de grande unidade e harmonia. Embora apresente uma fachada menos efusiva do que algumas das suas congéneres da mesma época, também aqui os azulejos ocupam um lugar de destaque na decoração dos espaços, quer exteriores quer interiores. Além dos já referidos na sala de jantar, outras divisões apresentam decoração azulejar com motivos diversos, como a flor-de-lis estampilhada (bastante comum em Aveiro), ou painéis figurativos polícromos, representando cenas com cegonhas ou o Farol da Barra.
Atualmente, o espaço alberga a Fundação João Jacinto Magalhães, da Universidade de Aveiro, estando em vias de classificação.
Catarina Oliveira
DGPC, 2019

Imagens

Bibliografia

Título

A Arquitectura Modernista em Portugal (1890-1940)

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

FERNANDES, José Manuel

Título

Aveiro: cidade Arte Nova

Local

Aveiro

Data

1999

Autor(es)

BORGES, Jaime

Título

Francisco da Silva Rocha (1864-1957), Tese de Mestrado em História da Arte, apresentada à Universidade do Porto

Local

Porto

Data

1999

Autor(es)

FERNANDES, Maria João

Título

Aveiro - do Vouga ao Buçaco

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

NEVES, Amaro, SEMEDO, Enio, ARROTEIA, Jorge Carvalho

Título

Arquitectura Arte Nova, uma primavera eterna : Francisco da Silva Rocha (1864-1957)

Local

Aveiro

Data

2008

Autor(es)

FERNANDES, Maria João

Título

Francisco Augusto da Silva Rocha : expoente da arquitectura Arte Nova em Portugal : correspondência com o escultor Teixeira Lopes. Revista Códice, p. 54-79

Local

Lisboa

Data

2007

Autor(es)

FERNANDES, Maria João