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Igreja de Nossa Senhora da Anunciação, paroquial de Leomil - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Nossa Senhora da Anunciação, paroquial de Leomil

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Leomil
Igreja de Leomil / Igreja Paroquial de Leomil / Igreja de Nossa Senhora da Anunciação(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Almeida / Leomil, Mido, Senouras e Aldeia Nova

Endereço / Local

Largo da Igreja
Leomil

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 92/2014, DR, 2.ª série, n.º 28, de 10-02-2014 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 15-05-2001 do Ministro da Cultura
Parecer de 22-02-2001 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Proposta de 14-04-1997 da DRCoimbra para a classificação como VC
Despacho de abertura de 8-06-2005 do presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 7-06-1995 da DRCoimbra

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A primeira referência conhecida à igreja de Leomil consta de uma epígrafe colocada num dos arcos da nave, que ostenta a data de 1189. Se bem que com alguma margem de dúvida, crê-se que este ano corresponda a uma etapa construtiva do monumento, provavelmente a sua conclusão. No entanto, o edifício que chegou até hoje não corresponde certamente à edificação românica de finais do século XII. Algum tempo depois, com grande probabilidade no século XIV, o conjunto foi alvo de uma reforma parcelar, que presumivelmente alargou o templo e conferiu o aspecto geral que ainda hoje ostenta.
É um monumento de planta longitudinal, composto por nave única e capela-mor rectangular, com tecto de madeira e telhado de duas águas que assenta em linha de beiral desprovida de cachorrada. A fachada principal, com os seus dois registos, evidencia alguma monumentalidade, uma vez que ostenta portal axial de arco apontado de assinalável vão. Sobrepõe-se-lhe óculo circular preenchido com composição pétrea a simular uma estrela de Salomão. Do lado Norte, embebida na frontaria e salientando-se da caixa murária do templo, ergue-se a torre sineira, composta por maciço pétreo com escadaria de acesso e dupla sineira de arco quebrado.
O espaço da nave é relativamente amplo, seccionado por quatro tramos marcados por arcos-diafragma de perfil abatido, a que correspondem outros tantos contrafortes exteriores, escalonados e de pouca altura. No interior, destacam-se dois arcossólios de arco apontado: um é encimado por gablete dotado de florão; o outro é de duas arquivoltas sobre colunas de capitéis vegetalistas e encontra-se inscrito em alfiz. Ambos provam que a igreja teve importante conteúdo funerário, ao serviço de indivíduos socialmente diferenciados, o que sugere também uma relativa importância regional da própria localidade.
Ao longo dos séculos, o templo foi modificado e actualizado esteticamente. A primeira grande campanha ocorreu na primeira metade do século XVI, altura em que o tecto da capela-mor foi coberto por uma solução de alfarge, vincadamente mudéjar, constituindo esta realização uma das poucas deste género no actual distrito da Guarda. Em 1588, segundo uma inscrição num dos arcos, parece ter existido uma reforma parcelar da estrutura, de que não ficaram grandes vestígios tipológicos. Finalmente, nos primeiros anos do século XVIII, executaram-se os retábulos de talha dourada que ornamentam o interior, embora hoje bastante repintados.
PAF

Imagens