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Igreja de Santa Susana, paroquial de Santa Susana - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santa Susana, paroquial de Santa Susana

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Santa Susana / Igreja de Santa Susana(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Alcácer do Sal / Alcácer do Sal (Santa Maria do Castelo e Santiago) e Santa Susana

Endereço / Local

Travessa da Igreja
Santa Susana

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 106/2014, DR, 2.ª série, n.º 30, de 12-02-2014 (ver Portaria)
Anúncio n.º 13381/2012, DR, 2.ª série, n.º 171, de 4-09-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-03-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 2-03-2012 da DRC do Alentejo para a classificação como MIP
Anúncio n.º 1016/2012, DR, 2.ª série, n.º 12, de 17-01-2012 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 10-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 10-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a abertura do procedimento de classificação da Igreja de Santa Susana, incluindo as tábuas pintadas do século XVI e o frontal de azulejos do século XVII existentes no altar-mor
Proposta 7-07-2009 da DRC do Alentejo para abertura do procedimento de classificação da Igreja de Santa Susana

ZEP

Portaria n.º 106/2014, DR, 2.ª série, n.º 30, de 12-02-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 13381/2012, DR, 2.ª série, n.º 171, de 4-09-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-03-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 2-03-2012 da DRC do Alentejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A igreja de Santa Susana, implantada no largo principal da localidade com o mesmo nome, e que fez parte do património da Ordem de Santiago, é uma construção de raízes quinhentistas que foi objecto de uma intervenção na centúria seguinte.
A fachada principal é antecedida por galilé em empena, coberta por abóbada de arestas, e aberta nos seus três lados por arcos rebaixados. À esquerda, sobre a empena, encontra-se uma sineira de dimensões reduzidas rematada por frontão contracurvado. Adossada ao alçado Oeste ergue-se a torre sineira, bem acima da linha dos telhados.
O portal, de verga recta, permite o acesso à nave única, com coro alto e púlpito, que se articula com a capela-mor através de arco rebaixado. Esta, com abóbada de cruzaria de ogivas, exibe, no retábulo-mor duas pinturas com as representações da Anunciação e do Nascimento de Cristo, atribuídas ao Mestre da Lourinhã, identificado como Álvaro Pires (BATORÉO, 2004). Pintor activo no primeiro terço do século XVI, pertenceu à escola luso-flamenga, que revela ainda a influência dos primitivos flamengos do século XV, e foi responsável pela transição do gótico final para o renascimento.
Nas paredes observam-se fragmentos de pintura a fresco, muito possivelmente do século XVI, onde se distingue uma Anunciação e, na zona do lambril, motivos que imitam azulejos enxaquetados.
O altar, com frontal de azulejos seiscentistas, inscreve-se neste género de representações que imita os brocados, apresentando uma cartela central com pedra de armas.
Nos restantes altares da igreja, os retábulos são de talha dourada e polícroma, subsistindo ainda alguns azulejos de maçaroca, característicos do século XVII, que indiciam uma campanha decorativa neste período.
(RC)

Imagens

Bibliografia

Título

Pintura portuguesa do Renascimento: o mestre da Lourinhã

Local

Lisboa

Data

2004

Autor(es)

BATORÉO, Manuel