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Pelourinho de Pena Verde - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Pena Verde

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Penaverde / Pelourinho de Pena Verde(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Aguiar da Beira / Pena Verde

Endereço / Local

Largo do Pelourinho
Pena Verde

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Pena Verde é hoje uma freguesia do concelho de Aguiar da Beira, tendo chegado a ser concelho, de boas dimensões, dezoito anos antes deste último. D. Sancho II concedeu-lhe carta de foral em 1240, confirmada em 1278 por D. Dinis, a pedido dos próprios moradores. Recebeu foral novo de D. Manuel, dado em 1514, altura em que constituía o maior arciprestado da diocese de Viseu. Seria concelho até 1836, quando foi integrada em Trancoso, transitando finalmente em 1840 para o concelho de Aguiar da Beira.
Do antigo estatuto concelhio ficaram alguns testemunhos, entre os quais o pelourinho. Ergue-se num pequeno largo nos limites da povoação, junto da Sala da Torrinha, antiga cadeia eclesiástica. É um monumento muito singelo, que geralmente se aceita ter sido erguido no século XV, o que faz dele o mais antigo dos três pelourinhos do concelho de Aguiar da Beira. Consta de um soco de dois degraus de pedra aparelhada, muito rústica, estando o térreo semi-enterrado no solo, sobre os quais se levanta o conjunto da base, coluna e remate, sem capitel. A base da coluna é uma peça octogonal semelhante a um terceiro degrau, mas de menores dimensões. O fuste tem um primeiro troço quadrangular, com os ângulos superiores chanfrados, de forma a adaptar-se à secção oitavada, que segue até ao topo. Sobre a coluna assenta directamente o remate, composto por uma pirâmide oitavada saliente, de faces lisas e topo truncado, decorada com uma simples estria horizontal ao longo da base. Possui dois orifícios, um no cimo, certamente destinado a receber o espigão da grimpa, e outro numa das faces, onde talvez encaixasse um ferro de sujeição. Sabe-se que existiu ainda um anel em ferro, sensivelmente a meio do fuste, onde se afixavam cartazes e editais.
O monumento é conhecido na aldeia por pinoco, palavras que geralmente se utiliza para nomear um marco, mas igualmente um pino, e que no caso remete para a singela morfologia deste pelourinho "de pinha". SML

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde