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Praça do Marquês de Pombal - detalhe

Designação

Designação

Praça do Marquês de Pombal

Outras Designações / Pesquisas

Largo Marquês de Pombal / Povoação de Porto Côvo / Aldeia de Porto Côvo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Praça

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Sines / Porto Covo

Endereço / Local

Praça Marquês de Pombal
Porto Covo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como CIP - Conjunto de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 478/2010, DR, 2.ª série, n.º 127, de 2-07-2010 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 28-02-1997 do Ministro da Cultura
Parecer de 10-12-1996 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Despacho de abertura de 13-03-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de classificação de 1-03-1996 da DR de Évora
Proposta de classificação de 31-01-1996 da CM de Sines

ZEP

Portaria n.º 478/2010, DR, 2.ª série, n.º 127, de 2-07-2010 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 21-06-2004 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 12-04-2004 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 10-07-2003 da DR de Évora

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Em meados do século XVIII Porto Côvo era uma pequena povoação litoral, com menos de cinco fogos contabilizados, que se destacava apenas por estar defronte à ilha do Pessegueiro onde nos finais do século XVI Filipe I havia projectado a edificação de um porto marítimo.
No último quartel da centúria a povoação despertou o interesse de Jacinto Fernandes Bandeira, membro da alta burguesia comercial pombalina. O comerciante, oriundo de Viana da Foz do Lima, tinha como objectivo edificar no local uma malha urbana planificada segundo os princípios iluministas, para que ali se desenvolvesse um ponto de apoio ao comércio e transportes da província do Alentejo (www.freguesiadeportocovo.com).
Entre 1789 e 1794 foram elaborados, a pedido de Fernandes Bandeira, dois planos urbanísticos para a vila, um deles assinado pelo arquitecto Henrique Guilherme de Oliveira, onde foi desenhada a Planta da Nova Povoação do Porto Côvo e também um mapa que delineava a forma como se distribuiriam os terrenos de habitação e cultivo na nova povoação (Idem, ibidem).
A planta do centro urbano da pequena vila "(...) define-se pela regularidade geométrica dos seus limites e da malha reticulada dos arruamentos paralelos e perpendiculares." (QUARESMA, 1988). O esquema delineado forma um H, com os pólos formados por duas praças, a do pelourinho e a do Mercado, entre as quais se dispõem os equipamentos sociais e as habitações (Idem, ibidem).
Inspirado no urbanismo pombalino da Baixa lisboeta, este esquema urbano acabaria, em grande parte, por não ser realizado, subsistindo da ideia original uma "certa rectilinearidade" das ruas e a praça principal (Idem, ibidem).
A praça principal da vila desenvolve-se numa planta quadrada rodeada pelos edifícios habitacionais, cujas fachadas repetem o mesmo modelo simples, e pela igreja. Nos seus ângulos foram colocados pequenos torreões, que imprimem algum ritmo ao conjunto.
Embora o grandiosos projecto de Jacinto Fernandes Bandeira, que incluía ainda a edificação de um celeiro comunitário, armazéns de pesca, um hospital, um edifício para a câmara com cadeia e uma casa da Fazenda (Idem, ibidem), não tenha sido realizado na prática, o comerciante empenhou-se ao longo de toda a sua vida no incremento e crescimento da povoação, pelo que em 1805 foi agraciado com o título de Barão de Porto Côvo.
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/2006

Imagens

Bibliografia

Título

Porto Côvo: um exemplo de urbanização das luzes

Local

Santiago do Cacém

Data

1988

Autor(es)

QUARESMA, António Martins