Saltar para o conteúdo principal da página

Edifício do Arquivo Nacional da Torre do Tombo - detalhe

Designação

Designação

Edifício do Arquivo Nacional da Torre do Tombo

Outras Designações / Pesquisas

Edifício da Torre do Tombo / Arquivo Nacional da Torre do Tombo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Alvalade

Endereço / Local

Alameda da Universidade
Lisboa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 740-P/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Despacho de concordância de 12-10-2012 do diretor-geral da DGPC
Proposta de 11-10-2012 da Divisão do Património Imóvel, Móvel e Imaterial da DGPC para alteração da designação, para "Edifício do Arquivo Nacional da Torre do Tombo"
Anúncio n.º 17753/2011, DR, 2.ª série, n.º 230, de 30-11-2011 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 10-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 10-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 1-08-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como MIP
Anúncio n.º 6998/2011, DR, 2.ª série, n.º 100, de 24-05-2011 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 28-01-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Proposta de 22-12-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para abertura do procedimento de classificação do Edifício da Torre do Tombo

ZEP

Portaria n.º 740-P/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 17753/2011, DR, 2.ª série, n.º 230, de 30-11-2011 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 10-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 10-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 1-08-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O actual edifício da Torre do Tombo foi projectado pelo arquitecto Arsénio Cordeiro, em colaboração com o arquitecto António Barreiros Ferreira. Foi inaugurado em 1990, destinando-se a receber o Arquivo Nacional, cujo vasto espólio se encontrava desde 1757 no edifício do Mosteiro de São Bento da Saúde, actual Palácio de São Bento. O novo arquivo herdou o nome da torre albarrã do Castelo de São Jorge onde eram mantidos os documentos do reino desde pelo menos 1378, e até 1755, quando o terramoto que atingiu Lisboa colocou em perigo os registos.
A imponente estrutura da Torre do Tombo é constituída por dois grandes paralelepípedos unidos por um corpo central, que tomam a forma de um imenso H em planta. Estas duas alas assentam sobre um largo embasamento que lhe confere a feição inexpugnável de uma fortaleza, num conjunto que é igualmente evocativo dos grandes monumentos históricos construídos para a eternidade, símbolos de preservação e sacralização da memória colectiva. O edifício ocupa uma área de 11 265 m2 distribuída por sete andares, ficando os três inferiores destinados aos gabinetes técnicos, às salas de leitura, ao auditório e à sala de exposições. Os quatro andares superiores, destinados a albergar os 140 quilómetros lineares de prateleiras do depósito documental, possuem fachadas lisas e austeras em cimento, vazadas apenas por pequenas fenestrações quadradas, e assumindo o carácter de um cofre-forte. Ao centro de cada fachada ergue-se um corpo vertical saliente, ao modo de contraforte, que compõe um T com os blocos superiores da construção, reproduzindo as iniciais da Torre do Tombo. As fachadas principal e posterior, respectivamente voltadas a sul e a norte, são encimadas por um total de oito gárgulas da autoria do escultor José Aurélio, que representam elementos fundamentais da história da humanidade e da missão particular dos arquivos nacionais, no passado e no presente. Assim, as gárgulas da fachada principal figuram o Guarda do Abecedário, o Guarda das Ondas Hertzianas, O Velho, o Novo e a Morte, e O Bem e o Mal; as gárgulas da fachada posterior exibem A Tragédia e a Comédia, A Guerra e a Paz, o Guarda das Pedras e o Guarda dos Papiros.
A Torre do Tombo guarda mais de dez séculos de história documental portuguesa, incluindo documentos anteriores à fundação da nacionalidade, e outros tão relevantes como a bula "Manifestis Probatum", considerada Memória do Mundo pela UNESCO. Aí estão igualmente mais de 36 mil processos da Inquisição, muitos documentos da PIDE, e o acordo de adesão de Portugal à CEE.
Sílvia Leite / DIDA - IGESPAR, IP / 2011

Imagens