Saltar para o conteúdo principal da página

Ermida de Santa Ana - detalhe

Designação

Designação

Ermida de Santa Ana

Outras Designações / Pesquisas

Ermida de Santa Ana (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Mértola / São Miguel do Pinheiro, São Pedro de Solis e São Sebastião dos Carros

Endereço / Local

- -
Santana de Baixo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 218/2013, DR, 2.ª série, n.º 72, de 12-04-2013 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 10-12-2012 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 13421/2012, DR, 2.ª série, n.º 179, de 14-09-2012 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 12-01-2012 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 19-12-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Proposta de 14-12-2010 da DRC do Alentejo para a classificação como de IP
Despacho de abertura de 14-09-1995 do presidente do IPPAR
Proposta de 12-09-1995 da DR de Évora para a abertura da instrução do processo de classificação

ZEP

Portaria n.º 218/2013, DR, 2.ª série, n.º 72, de 12-04-2013 (sem restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 10-12-2012 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 13421/2012, DR, 2.ª série, n.º 179, de 14-09-2012 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 12-01-2012 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 19-12-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 14-12-2010 da DRC do Alentejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A actual ermida de Santa Ana, em Mértola, constitui a última versão de um pequeno santuário rural diversas vezes demolido e reconstruído. Conhecem-se referências ao templo desde o século XVI, mas é possível que tenha existido uma ocupação mais antiga do local, possivelmente com continuidade de cultos ao longo dos séculos. O edifício, com implantação destacada em relativo isolamento e delimitada por adro murado, faz parte de um largo conjunto de edifícios semelhantes que compõem importantes percursos devocionais típicos da região.
O recinto murado é destinado aos romeiros, sendo delimitado por murete baixo acessível através de um lance de três degraus. A capela é um edifício singelo, com portal de verga recta e lintel em cantaria encimado por pequena janela quadrangular com um calvário a eixo, sob empena triangular. Sobre a empena levanta-se um campanário em arco redondo, ladeado por composição de volutas e urnas nos acrotérios. Á esquerda da fachada adossa-se o volume da sacristia, e a oeste do templo destaca-se a antiga casa dos romeiros.
O interior é de nave única, com abóbada de berço com pinturas murais em azulão e dourado. A capela-mor, também coberta por abóbada de berço, é rasgada por arco de volta perfeita sobre pilastras, decorado com estuques pintados de características já do período Rococó. Num degrau do altar encontra-se um fragmento de cantaria lavrada do período romano ou paleocristão, que atesta uma ocupação muito anterior do local. A capela conserva um retábulo de talha dourada e policromada tardo-barroco, onde se destacam as imagens de Santa Ana, orago do templo (Santa Ana ensinando a Virgem), datável do início do século XVII, e de São José e São Joaquim, já do início do século XVIII. O retábulo é típico dos mestres entalhadores do aro eborense, conjugando-se de forma curiosa com os estuques rococó que abrem a ousia, estes de grande qualidade.
As paredes da nave são integralmente revestidas por painéis de azulejos figurativos azuis e brancos, representando cenas da Vida da Virgem (Fuga para o Egipto, Adoração dos Pastores, Adoração dos Reis Magos) e outra temática mariana. Este revestimento constitui o elemento mais interessante do conjunto, atribuindo-se-lhe fabrico lisboeta. De realçar que o desenho das cercadura é absolutamente idêntico ao dos painéis do antigo jardim do Palácio Almada, em Lisboa, produzidos na Fábrica do Rato e datados de 1774.
As festas da padroeira ainda se celebram na ermida no final do mês de Julho, tal como acontece em muitas outras capelas do concelho e dos concelhos anexos.
Sílvia Leite/DIDA - IGESPAR, IP/2012