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Igreja Paroquial de Santa Margarida de Peroguarda - detalhe

Designação

Designação

Igreja Paroquial de Santa Margarida de Peroguarda

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Santa Margarida, paroquial de Peroguarda / Igreja Paroquial de Peroguarda / Igreja de Santa Margarida (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Ferreira do Alentejo / Alfundão e Peroguarda

Endereço / Local

Largo da Igreja
Peroguarda

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Parecer favorável de 23-03-2010 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de encerramento de 29-01-2010 da DRC do Alentejo, por não ter valor nacional
Despacho de homologação de 29-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 23-09-2002 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de classificação de 18-09-2002 da DR de Évora
Proposta de classificação de Fevereiro de 1998 da ADEPAFA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A igreja de Santa Margarida, paroquial de Peroguarda, destaca-se no conjunto urbano daquela povoação, de origem muito antiga, mas da qual desconhecemos a data de fundação; sabe-se, porém, que pertencia à Casa do Infantado e que em 1534 tinha 72 fogos. Peroguarda destaca-se ainda pelo pitoresco do seu casario e pela sua importância etnográfica assinalada em 1916 pelo Visconde de Vila Moura, que a descreve como uma aldeia das mais lindas e características da região, ou mais tarde, em 1938, quando é classificada pelo SNI, como a aldeia mais típica do Baixo Alentejo.
A igreja paroquial de Santa Margarida, da qual também desconhecemos a data de fundação, já existia no século XVI, visto que é visitada em 1534, por ordem do Cardeal Infante D. Afonso. Do relato desta visita, ficamos a perceber que a sua situação seria bastante precária - parecia mais palheyro que casa de Deus - e que necessitava urgentemente de obras, nomeadamente a construção de dois arcos para suportar a cobertura de madeira, bem como a aquisição de uma nova pia baptismal, de pedra muito boa. Conclui-se que este templo remontará aos finais da Idade Média, tendo sofrido campanhas de obras posteriores, nomeadamente no século XVIII, que lhe imprimiram alguns elementos barrocos, mas mantendo uma arquitectura de sabor muito popular.
Tem planta longitudinal de uma nave comprida e estreita, como é comum nas igrejas medievais, de arquitectura popular, com um nartex a antecedê-la e rematada, no lado oposto, pela capela-mor. Ao lado direito encontra-se adossada a torre sineira, com a respectiva escada de acesso exterior, uma capela e a casa da Irmandade; ao lado esquerdo, adossam-se duas capelas laterais, o baptistério e a sacristia. Todo o conjunto mostra-se bastante característico coma irregularidade da sua planta e as coberturas diferenciadas. No seu interior, a nave é coberta por abóbada de berço, resultante da campanha de obras do século XVIII. Articulam-se com a nave três altares laterais, sendo o mais antigo e interessante de invocação a Nossa Senhora do Rosário. Esta capela tem uma abóbada de nervuras e retábulo de talha dourada, de meados de setecentos, que em nicho central recolhe a imagem da Virgem do Rosário. Na capela-mor destaca-se a qualidade plástica do seu retábulo de talha dourada e policromada do período rococó e o Sacrário, também de talha, mas do estilo nacional, com colunelos salomónicos e porta com os símbolos do Redentor e do Santíssimo Sacramento.
Esta igreja guarda ainda algumas alfaias litúrgicas de grande merecimento artístico.
Ana Maria Borges, DRCA, Junho de 2009

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Beja, Vol. XII

Local

Lisboa

Data

1992

Autor(es)

ESPANCA, Túlio

Título

Alentejo Cem por Cento, subsídios para o estudo dos costumes, tradições, etnografias e folclore regionais

Local

Ferreira do Alentejo

Data

1940

Autor(es)

ROQUE, Joaquim