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Edifício do Museu Municipal do Montijo (antiga Casa Mora) - detalhe

Designação

Designação

Edifício do Museu Municipal do Montijo (antiga Casa Mora)

Outras Designações / Pesquisas

Casa das Moras
Edifício Mora / Casa Mora / Casa das Moras / Edifício do Museu Municipal do Montijo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Montijo / Montijo e Afonsoeiro

Endereço / Local

Avenida dos Pescadores
Montijo

Número de Polícia: 50-54

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Edital N.º 83/2009 de 25-06-2009 da CM de Montijo
Deliberação de 24-06-2009 da CM de Montijo a aprovar a classificação como de IM
Em 26-05-2009 foi dado conhecimento do despacho à CM de Montijo
Despacho de encerramento de 3-04-2009 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de encerramento de 30-03-2009 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo, por não ter valor nacional
Edital N.º 141/2008 de 5-09-2008 da CM de Montijo
Deliberação de 20-08-2008 da CM de Montijo a determinar a abertura do procedimento de classificação como de IM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O edifício do actual Museu Municipal do Montijo foi construído em 1875, para habitação de Domingos Tavares, um grande proprietário rural de Aldeia Galega, que veio a ser Presidente da Câmara do Montijo. É também conhecido por Casa Mora, por ter sido mais tarde a residência do médico Dr. Justiniano Mora, casado com a filha de Domingos Tavares. Foi adquirido em 1985 pela Câmara Municipal do Montijo, para albergar a Biblioteca Municipal Manuel Giraldes da Silva. Em 1993 foi adaptado para receber o Museu.
Trata-se de uma casa de cidade tradicional oitocentista, de arquitectura eclética revivalista, com elementos neoclássicos, neobarrocos e arte nova. Estrutura-se em dois pisos e sótão, com porta principal de arco redondo ornamentada por um medalhão com máscara sobre a chave, e bandeira em gradeamento. É ladeada por duas janelas e duas portas secundárias, em arco rebaixado. O andar nobre é percorrido por um balcão largo, com barriga e guarda de ferro requintada, assente em modilhões, e duas varandas simples. A fachada é rematada por uma platibanda com decoração cerâmica, que sustentaria quatro estátuas, hoje desaparecidas. No telhado destaca-se um original lanternim de vidros coloridos. O interior é igualmente refinado, com magníficos tectos e molduras de estuque, pinturas murais, algumas em trompe l'oeil, e escaiolas. A maior parte das dependências encontra-se no estado original, à excepção daquelas destinadas a exposições temporárias. Conserva-se também a antiga capela, e a cozinha, ainda equipada. O jardim, nas traseiras da casa, alberga várias peças de arqueologia em exposição.
Sílvia Leite / DIDA/IGESPAR, I.P./2009

Imagens