Saltar para o conteúdo principal da página

Igreja de Nossa Senhora da Graça de Padrões - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Nossa Senhora da Graça de Padrões

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Graça de Padrões / Igreja de Santa Bárbara (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Almodôvar / Almodôvar e Graça dos Padrões

Endereço / Local

Largo da Igreja
Almodôvar

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Despacho de encerramento de 19-03-2009 do Director do IGESPAR, I.P.
Proposta de encerramento de 3-03-2009 da DRCAlentejo, por não ter valor nacional
Proposta de classificação de 3-04-2007 da CM de Almodôvar

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Igreja de Nossa Senhora da Graça de Padrões, paroquial da freguesia do mesmo nome, foi construída na primeira metade do século XVI, embora tenha sofrido várias alterações ao longo dos séculos seguintes. O corpo da igreja é um claro exemplo da tipologia manuelina de cunho popular e vernacular que caracterizou tantas igrejinhas regionais construídas na época, patente apesar das importantes reformulações que lhe alteraram a fachada e a cabeceira.
O conjunto é composto pelo corpo longitudinal da igreja, pelo corpo mais baixo e estreito da capela-mor, e por um baptistério de planta quadrada, adossado à parede esquerda do templo, e integrado num recinto murado. A fachada principal é vazada apenas pelo portal de verga recta realizado em 1623, conforme data gravada junto da cruz da Ordem de Santiago que encima o lintel, e por um diminuto óculo redondo, sob a empena triangular. A torre sineira, à direita da fachada, terá sido construída na mesma época do portal, mas conserva uma curiosa feição quinhentista, particularmente na cobertura em coruchéu piramidal oitavado, coroado por esfera e cruz de ferro com catavento, e pináculos piramidais sobre os cunhais. Os alçados laterais são ritmados por contrafortes. No alçado sul, os primeiros contrafortes ficam resguardados pela escada de acesso à sineira. Antes da cabeceira destaca-se o volume pouco saliente da sacristia. No alçado norte encontra-se o corpo mais baixo do baptistério. A cabeceira, igualmente contrafortada, não possui frestas de iluminação.
O interior é de nave única, em cinco tramos separados por largos arcos-diafragma de vão ogival. O arco triunfal é de volta perfeita, coberto pela mesma campanha de pintura das paredes e abóbada de berço da capela-mor, sugerindo um revestimento marmoreado. As pinturas da abóbada representam, em medalhão central parcialmente mutilado, uma Coroação da Virgem pela Santíssima Trindade entre anjos e putti, rodeada por medalhões com as Quatro Virtudes Teologais. O conjunto pictórico data do finais do século XVIII e inícios do século XIX, quando foi também realizado o retábulo do altar-mor, em alvenaria, com camarim de arco em campânula e trono eucarístico, ladeado por colunas policromadas de secção circular. O retábulo é flanqueado por duas mísulas com esculturas.
Sílvia Leite /DIDA/IGESPAR, I.P./2009