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Ponte da Cal - detalhe

Designação

Designação

Ponte da Cal

Outras Designações / Pesquisas

Ponte da Cal / Ponte de Ansião (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Ansião / Ansião

Endereço / Local

Rua Rosa Falcão
Ansião

Rua Rainha Santa Isabel
Ansião

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação para IM - Interesse...

Cronologia

(Aguarda a alteração da categoria de classificação para MIM para se poder alterar para classificada)
Edital de 31-05-2010 da CM de Ansião
Deliberação de 28-05-2010 da CM de Ansião a deliberar a classificação como IIM
Em 17-02-2009 foi dado conhecimento do despacho de encerramento à CM de Ansião
Despacho de encerramento de 28-11-2008 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de encerramento de 31-10-2008 da DRC do Centro, por não ter valor nacional
Pedido de parecer de 3-10-2008 da CM de Ansião sobre a classificação como de IM
Deliberação de 11-07-2008 da CM de Ansião a determinar a abertura de procedimento de classificação como de IM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
A Ponte da Cal situa-se junto à entrada Norte da vila de Ansião, uma área que, em grande medida, ainda mantém o seu caráter rural dada a relação direta que possuiu com o rio Nabão. De notar que a ponte, que liga as margens deste rio, se encontra a apenas 600 metros da nascente, integrando-se no antigo eixo viário oriundo de Coimbra que, passando por Lagoas em direção ao centro da vila de Ansião, seguia depois para Sul, rumo a Lisboa.
Trata-se de uma estrutura robusta em pedra da qual subsistem atualmente dois arcos de volta perfeita, encontrando-se, os restantes arcos, aparentemente tapados. Do lado Este é possível observar outro interessante elemento construtivo, um quebra-mar piramidal em muito bom estado de conservação. Sobre os arcos assenta o tabuleiro de cavalete pouco pronunciado observando-se, nos silhares dos referidos arcos, várias marcas de pedreiro.
Em cada uma das guardas da ponte, hoje muito reformuladas, existem três bancos de pedra corridos. Atualmente a ponte encontra-se totalmente rebocada e pintada de branco tendo sido deixados, com pedra à vista, apenas os silhares dos arcos e dos bancos. É provável que esta ponte tenha sido sempre rebocada e caiada, ficando assim o seu nome associado à cal.
Um dos elementos mais interessantes desta ponte é apresentar, por baixo do arco situado mais a Norte, duas estruturas que serviram, até épocas recentes, para banhos públicos de homens e mulheres separadamente. Estas estruturas foram construídas em data desconhecida e correspondem a dois tanques de muretes baixos em pedra argamassada. No seu interior encontram-se tinas retangulares em pedra onde as pessoas, em períodos em que a água do rio já teria pouca força, se iam banhar, geralmente entre o dia 29 de Junho (dia de S. Pedro) e o dia 4 de Julho (dia da Rainha Santa Isabel).
No início do século XX a Ponte da Cal foi alvo de uma intensa campanha de renovação tendo sido construída, posteriormente, uma pequena ponte pedonal em ferro encostada à sua face Oeste.
À saída da ponte em direção a Norte existe, do lado direito, uma pequena capela em homenagem à Rainha Santa Isabel. É neste local que, todos os anos, por altura do S. Pedro, se realiza um importante arraial em honra destes dois Santos. Trata-se de uma pequena estrutura de planta retangular com telhado de duas águas onde, na fachada lisa se abre apenas uma porta retangular. Ainda no frontispício que surge rematado por uma cruz de pedra, é de destacar, do lado norte, um pequeno campanário enquanto, do lado contrário, o remate é feito por pináculo piramidal em pedra. No interior, sobre o altar, surge um nicho em arco onde se encontra a imagem de S. Pedro ladeada pelas imagens da Rainha Santa e de S. João Baptista, peças estas assentes sobre plintos.

História
A Ponte da Cal, cuja a datação certa é desconhecida, está associada à lenda que refere que, em 1320, a Rainha Santa Isabel terá ali passado a caminho de Lisboa, aproveitando o local para se refrescar tornando assim, segundo a tradição, estas águas milagrosas. A partir de então este espaço foi utilizado como local de banhos (Banhos Santos) que ajudavam a curar certas doenças.

Maria Ramalho/DGPC/2018.