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Moinhos de Água do Guadiana - detalhe

Designação

Designação

Moinhos de Água do Guadiana

Outras Designações / Pesquisas

Moinho das Abóbadas
Moinho das Águas Perdidas
Moinho das Besteiras
Moinho dos Doutores
Moinho das Fazendas Novas
Moinho dos Manuéis
Moinho da Rasquinha
Moinho do Porto de Vale Beirão
Azenha da Barca ou da Amendoaira
Azenha de Quilos
Azenha do Vau
Azenha dos Machados
Moinho da Corte Piorninho
Moinho do Fagundes

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

-

Endereço / Local

- Rio Guadiana
Rio Guadiana (freguesias de Quintos e Baleizão)

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação para IM - Interesse...

Cronologia

Deliberação camarária de abertura de 8-04-2008
Despacho de encerramento de 17-07-2008 da subdirectora do IGESPAR, I.P.,
Proposta de encerramento de 30-06-2008 da DRC do Alentejo, por não ter valor nacional

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Conjunto
Na troço do rio Guadiana que atravessa o concelho de Beja existem catorze moinhos de água que foram datados do século XVI (Moinho das Abóbadas; Moinho das Águas Perdidas; Moinho das Besteiras; Moinho dos Doutores; Moinho das Fazendas Novas; Moinho dos Manuéis; Moinho da Rasquinha; Moinho do Porto de Vale Beirão; Azenha da Barca ou da Amendoaira; Azenha de Quilos; Azenha do Vau; Azenha dos Machados; Moinho da Corte Piorninho e Moinho do Fagundes). Oito destes localizam-se na freguesia de Baleizão, e seis na de Quintos. Trata-se de um conjunto de grande interesse histórico e patrimonial visto serem os únicos testemunhos de antigas atividades e vivências ligadas ao rio Guadiana.
Tipologicamente estas estruturas correspondem a moinhos de rodete possuindo uma roda horizontal larga e forte (o rodete) que funcionava submersa, dentro de uma câmara cilíndrica (poço de pedra, ou dorna), onde a entrada da água a fazia girar num sistema de turbina. Este tipo de moinhos era especialmente utilizado nas regiões onde o caudal dos rios era mais forte, e onde a água que por vezes atingia níveis tão elevados, podia submergi-los durante períodos de tempo alargados. Dada a necessidade de resistir ao impacto da força das águas e à submersão a arquitetura é robusta sem arestas, normalmente de planta retangular com cobertura e paredes completamente rebocadas e reforçadas por contrafortes. A implementação destes moinhos tão peculiares verificou-se especialmente no sul do país, nomeadamente ao longo do rio Guadiana. Importa não esquecer que, associados a estas estruturas, subsistem outros elementos patrimoniais relevantes como as casas dos moleiros, sistemas hidráulicos e caminhos de acesso.

História
Segundo um levantamento efetuado sobre o património moageiro existente ao longo do rio Guadiana são perto de duzentos os moinhos de água que ainda permanecem mas que, infelizmente, se encontram quase todos em mau estado de conservação.
No século XVII assiste-se a um forte incremento na construção de moinhos dada a expansão demográfica que se observava no país. Originalmente os proveitos e os custos de manutenção destas estruturas ficavam a cargo da coroa, da nobreza, ou ainda das ordens religiosas ou militares. Mais tarde, com o desaparecimento progressivo destas instituições, os moinhos foram passando para as mãos de particulares. No início do século XX, no Guadiana, ainda se construíram alguns moinhos mas a maior parte deixou de laborar nos anos 60 devido à mecanização das moagens. Em 2008 a Câmara Municipal de Beja tinha intenção de implementar um projeto de recuperação deste conjunto de catorze moinhos mas, infelizmente, até ao momento não foi possível concretizá-lo.

Sílvia Leite/DIDA/IGESPAR/2009. Atualizado por Maria Ramalho/DGPC/2016.