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Edifício Pedro Álvares Cabral, antigos Armazéns Frigoríficos do Bacalhau, actual Museu do Oriente - detalhe

Designação

Designação

Edifício Pedro Álvares Cabral, antigos Armazéns Frigoríficos do Bacalhau, actual Museu do Oriente

Outras Designações / Pesquisas

Armazéns Frigoríficos do Bacalhau / Edifício Pedro Álvares Cabral / Museu do Oriente(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Estrela

Endereço / Local

Avenida Brasília (Doca de Alcântara Norte)
Lisboa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 401/2010, DR, 2.ª série, n.º 114, de 15-06-2010 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 1-04-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Edital N.º 115/09 de 23-12-2009 da CM de Lisboa
Parecer favorável de 28-10-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 24-04-2009 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como de IP
Edital N.º 59/08 de 7-07-2008 da CM de Lisboa
Despacho de 9-05-2008 da subdirectora do IGESPAR, I.P. a determinar a abertura do procedimento de classificação, atendendo ao novo programa do edifício e à Fundação que o promove
Proposta de 14-03-2008 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para o assunto ser analisado pelo órgão consultivo, dado o edifício ter perdido o uso inicial, de armazém frigorífico
Requerimento de 25-01-2008 da Fundação Oriente para abertura do procedimento de classificação

ZEP

Portaria n.º 401/2010, DR, 2.ª série, n.º 114, de 15-06-2010 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 1-04-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Edital N.º 115/09 de 23-12-2009 da CM de Lisboa
Parecer favorável de 28-10-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 24-04-2009 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O antigo edifício dos Armazéns Frigoríficos e da Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau do Porto de Lisboa, de traça modernista, foi desenhado pelo arquitecto João Simões a partir de 1939. Integrava-se no espírito racionalista e funcionalista que representava uma das grandes tendências da época, e que, no âmbito da acção da Administração do Porto de Lisboa e da frente ribeirinha, levaria igualmente à construção das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos, além de diversas outras dependências portuárias.
O edifício foi construído de raiz para armazenar e conservar bacalhau seco e frutas frescas, possuindo uma estrutura de lajes e vigas de betão armado concebida para suportar o peso destes produtos. Estava dividido em 50 câmaras frigoríficas diferenciadas e diversas zonas de tratamento dos alimentos, para além de armazéns, casa das máquinas, e até ginásio para os trabalhadores. Nas paredes exteriores conservam-se painéis com baixos-relevos do mestre Barata Feyo. Funcionou como armazém de bacalhau até1992, quando foi encerrado.
A sua requalificação, pelos arquitectos José Luís Carrilho da Graça e Rui Francisco (com enquadramento paisagístico de Gonçalo Ribeiro Telles) teve como objectivo receber o Museu do Oriente. O actual museu dispõe de seis pisos e cave, com dois andares de área expositiva, reservas, auditório e restaurante panorâmico. Acolhe o acervo de arte da Fundação do Oriente e a colecção particular do sinólogo francês Jacques Pimpaneau, composta por milhares de peças de arte popular de diferentes países asiáticos.
Sílvia Leite / DIDA - IGESPAR, I.P. /2009

Imagens