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Património Cultural

Quinta do Outeiro / Quinta dos Prazeres (edifícios) - detalhe

Designação

Designação

Quinta do Outeiro / Quinta dos Prazeres (edifícios)

Outras Designações / Pesquisas

Quinta de Nossa Senhora dos Prazeres (edifícios) / Quinta do Outeiro / Quinta dos Prazeres (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Amadora / Alfragide

Endereço / Local

Rua Luís de Camões
Buraca

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Aviso de 30-12-2008 da CM da Amadora, publicado no Boletim Municipal de 16-02-2009
Em 28-05-2008 foi dado conhecimento do despacho à CM da Amadora
Despacho de encerramento de 27-12-2007 da subdirectora do IGESPAR, I.P., por não ter valor nacional
Proposta 28-11-2007 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para encerramento do processo de âmbito nacional
Pedido de parecer de 30-01-2007 da CM da Amadora sobre a classificação como de IM
Deliberação de 10-01-2007 da CM da Amadora a determinar a abertura do procedimento de classificação como de IM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
A Quinta do Outeiro situa-se na freguesia das Águas Livres do concelho da Amadora, território alterado de forma negativa pela urbanização intensiva e pela abertura de vias rápidas, sendo o impacto da IC 19 bastante notório por se situar imediatamente a sul dos edifícios classificados.
A disposição dos imóveis forma um conjunto de planimetria irregular, destacando-se a casa principal com pórtico e uma capela datada de 1720. É plausível que a Quinta tenha sido objeto de várias transformações, conforme atesta a inscrição colocada no portal de entrada: "Q.D.N.S. DOS PRAZERES 1731". Segundo Anne Stoop (1986): " (...) a parte mais antiga foi alargada no rés-do-chão mediante um pórtico incorporado no edifício e uma galeria que o prolonga. Esta é simultaneamente sobrelevada por um andar ao qual se pode aceder através de uma escada surpreendentemente rústica para uma casa deste tipo. O pórtico, incorporado, permite integrar habilmente na mesma fachada a capela e parte da habitação. " Relativamente à capela, situada na extremidade do corpo principal, é de destacar uma fachada com duas pilastras de canto com cornija realçada e um frontão contracurvado que, ao centro, apresenta um medalhão onde se inserem as iniciais da Virgem Maria sendo templo dedicado a Nossa Senhora dos Prazeres. A fachada é ainda rematada no topo por uma cruz em ferro ostentando, também, uma janela alta que se integra, de forma harmoniosa, no nível de janelas com o mesmo desenho do piso superior do edifício residencial .
O interior do edifício de habitação é decorado com azulejos pombalinos datados de 1760-1770, num programa composto por sumptuosos motivos em trompe l'oeil de gosto neoclássico com composições historiadas no salão nobre e alegorias sobre as "Quatro Estações" e os "Cinco Sentidos" na galeria do rés-do-chão.
A capela, que terá sido profundamente reformulada na segunda metade do século XVIII, alberga um altar de talha dourada de gosto barroco, apresentando ainda, no tecto estucado, uma representação da Assunção da Virgem.
História
Desconhece-se a data da construção primitiva da Quinta do Outeiro. Segundo nos informa o Padre Álvaro Proença, em 1703 a Quinta era designada como Quinta do Marquês ou do Coculim, podendo assim estar associada às propriedades do Marquês da Fronteira. Em 1764, ainda segundo o referido padre, a propriedade é designada como Quinta do Capitão do Outeiro. Ao longo de toda a centúria de Setecentos a quinta foi sendo sucessivamente habitada e gerida pelos caseiros e capelães responsáveis pelo oratório privado, donde se depreende que os donos apenas se deslocavam à Quinta em alguns períodos do ano. Até finais do século XIX a devoção a Nª Senhora dos Prazeres era festejada em romaria todas as segundas feiras de Páscoa. Também alguns ex-votos existentes na capela demonstram o reconhecimento da população relativamente aos poderes curativos de uma fonte que se situava junto da Quinta. Nos inícios do século XX os proprietários decidem adaptar parte da casa a fábrica de curtumes, tendo esta funcionado apenas até metade da centúria. Posteriormente, em 1957, foram feitas obras de beneficiação no edifício devido aos estragos provocados por este tipo de atividade industrial.
Catarina Oliveira DIDA/ IGESPAR/2009. Atualizada por Maria Ramalho/DGPC/2015. Colaboração de Gisela da Encarnação/C.M.Amadora.

Imagens

Bibliografia

Título

Quintas e palácios nos arredores de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

STOOP, Anne de

Título

Arquitectura e paisagem do concelho da Amadora. Levantamento dos edifícios e espaços com interesse histórico

Local

Amadora

Data

1982

Autor(es)

FERNANDES, José Manuel

Título

Património Classificado. Município da Amadora

Local

Amadora

Data

2009

Autor(es)

ENCARNAÇÃO, Gisela, XAVIER, Gabriela

Título

Benfica Através dos Tempos

Local

Benfica

Data

-

Autor(es)

PROENÇA, Álvaro