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Fachada da Casa do Infantado/Palácio da Porcalhota - detalhe

Designação

Designação

Fachada da Casa do Infantado/Palácio da Porcalhota

Outras Designações / Pesquisas

Fachada do Palácio do Infantado. / Palácio da Casa do Infantado / Palácio da Porcalhota de Cima(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Amadora / Mina de Água

Endereço / Local

Rua Elias Garcia
Amadora

Número de Polícia: 268-278

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Aviso de 18-06-2008 da CM da Amadora publicado no Boletim Municipal N.º 5 de 18-06-2008
Deliberação de 4-5-2007 da CM da Amadora a aprovar a classificação como de IM
Deliberação de 23-02-2007 da AM da Amadora a aprovar a classificação como de IM
Em 9-07-2007 foi dado conhecimento do despacho à CM da Amadora
Despacho de encerramento de 20-06-2007 do director do IGESPAR I.P., por não ter valor nacional
Proposta de 1-06-2007 da DRC de Lisboa e Vale do Teho para o encerramento do procedimento de âmbito nacional
Pedido de parecer de 8-03-2007 da CM da Amadora sobre a classificação como de IM
Deliberação de 23-02-2007 da CM da Amadora a determinar a abertura do procedimento de classificação como de IM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
A Casa do Infantado, também conhecida como Palácio da Porcalhota por se encontrar na povoação com o mesmo nome , situa-se num dos mais antigos e importantes eixos viários da região, a antiga Estrada Real que ligava a capital a Sintra, hoje denominada rua Elias Garcia na parte do percurso que ainda se mantém.
Apesar da área mais antiga e mais relevante do ponto de vista arquitetónico, estar em mau estado de conservação, representando cerca de metade do imóvel, a zona a ponte continua a ser utilizada como Externato. De notar que, para além da fachada, o volume edificado corresponde ainda ao que era assinalado nas plantas do século XVIII, data da sua fundação, apesar de ter sofrido algumas alterações.
Nos terrenos a norte do antigo palácio subsiste uma pequena área verde, singelo vestígio do que seria a propriedade observável ainda na cartografia dos séculos XVIII, entretanto ocupada por uma urbanização intensiva que se verificou, sobretudo, ao longo do século XX. Apesar disso, ainda é possível reconstituir no desenho urbano atual, os limites da propriedade que era murada. No século XVIII o palácio incluía, do lado poente, um jardim formal com lago central circular, canteiros e zona de bosquetes. O eixo de simetria deste jardim arrancava na zona do pátio de entrada das carruagens que, do lado direito, possuía uma área de cocheiras, palheiro e alojamento de criados, edifícios entretanto demolidos em 2007. Mais tarde, possivelmente no século XIX, o pátio de entrada foi alterado, equivalendo ao atual portal de acesso ao Externato, elemento este rematado por um frontão de forma triangular. Nesta parcela ocupada pelo estabelecimento de ensino e em melhor estado de conservação, observam-se semelhanças tipológicas com a restante fachada mas o tratamento dos vãos indica tratar-se de uma zona que terá sido reabilitada também no século XIX.
O edifício no seu todo corresponde a um volume paralelepipédico cuja fachada principal, virada a sul, apresenta um desenho linear e sóbrio desenvolvendo-se horizontalmente e com um ritmo marcado pela disposição regular de pilastras e janelas de sacada com guardas de ferro forjado. A fachada mais antiga do palácio, de linhas neoclássicas, é composta por um corpo central com quatro janelas de sacada no piso superior, ladeado por dois corpos idênticos de duas janelas e portal em cantaria de silharia fendida com arco de intradorso saliente, encimado por janela de cornija igualmente saliente. Em todos os vãos do setor mais antigo é ainda possível observar um interessante conjunto de portadas de madeira almofadadas.

História
Corresponde esta propriedade aos bens que a Casa do Infantado (criada por D. João IV em 1654), possuía na região e onde se incluía a Quinta do Palácio de Queluz. Por Decreto de 18 de Março de 1834 a Casa do Infantado, como instituição, é extinta por D. Pedro IV, sendo os seus bens integrados na Fazenda Nacional, à exceção dos palácios destinados à realeza nomeadamente o de Queluz. Dada a situação privilegiada do Palácio da Porcalhota relativamente às estradas reais de Lisboa-Sintra e Lisboa-Mafra, foi sempre muito utilizado como Pousada para os séquitos da realeza e fidalguia nas suas deslocações entre a capital e os diferentes paços da região. A inauguração, em 1887, da linha de caminho-de-ferro Lisboa- Sintra acabará por ser responsável pelo surto de construção que veio alterar a paisagem e o regime de propriedade da região, essencialmente caracterizada por campos agrícolas, casas apalaçadas e povoamento escasso. Em 1913 o edifício foi utilizado para a instalação das primeiras Escolas Oficiais da Amadora, tendo também albergado o quartel da Guarda Nacional Republicana um pouco depois (1916-18). Em 1982 o Externato Verney vai ocupar parte do edifício, uso que ainda hoje se mantém.
Maria Ramalho/DGPC/2015. Colaboração de Gisela Encarnação/Câmara Municipal da Amadora.

Imagens

Bibliografia

Título

Apontamentos para a História da Amadora, ou o desfazer de uma lenda

Local

Amadora

Data

1989

Autor(es)

LOPES, António Cardoso

Título

Património Classificado. Município da Amadora

Local

Amadora

Data

2009

Autor(es)

ENCARNAÇÃO, Gisela, XAVIER, Gabriela