Saltar para o conteúdo principal da página

Casa da antiga Quinta Grande, também denominada Quinta dos Condes da Lousã - detalhe

Designação

Designação

Casa da antiga Quinta Grande, também denominada Quinta dos Condes da Lousã

Outras Designações / Pesquisas

Palacete da antiga Quinta Grande, também denominada Quinta dos Condes da Lousã / Casa da Quinta Grande / Quinta dos Condes da Lousã(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Amadora / Águas Livres

Endereço / Local

Rua Carvalho Araújo
Damaia

Número de Polícia: 13

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Em 28-02-2014 foi solicitada informação à CM da Amadora, proprietária do imóvel, sobre o estado de ruína do mesmo
Em deslocação de técnicos ao local foi verificado que o imóvel se encontrava destelhado e sem fenestração
Portaria n.º 740-AS/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 28-09-2012 do diretor-geral da DGPC
Anúncio n.º 13127/2012, DR, 2.ª série, n.º 123, de 27-06-2012 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 2-02-2012 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 23-01-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP da Casa da Antiga Quinta Grande, também denominada Quinta dos Condes da Lousã
Proposta de arquivamento de 28-12-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo, por não ter valor nacional
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Edital de 21-02-2007 da CM da Amadora
Despacho de abertura de 1-02-2007 da vice-presidente do IPPAR
Proposta de 19-01-2007 da DR de Lisboa para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
Deliberação de 7-06-2006 da CM da Amadora de abertura do processo de classificação como de IM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Quinta Grande, situada na zona antiga da Damaia, foi construída no primeiro terço do século XVIII (STOOP, 1986, p. 107), pertencendo na época aos Condes de Coculim. Em meados do século XIX, passou para a propriedade dos Condes da Lousã, num período em que a quinta era conhecida por celebrar uma festa anual em honra de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da capela particular da casa, que entretanto foi demolida.
O palacete, considerado uma "casa de campo tão típica da região lisboeta" (idem, ibidem), desenvolve-se numa planta em U, na qual os corpos do edifício se dispõem em torno de um pátio.
O alçado principal é composto por três volumes, separados pela disposição de contrafortes no corpo central, de cércea mais elevada. Neste rasga-se a porta principal, em arco de volta perfeita, ladeado por janelas de moldura semelhante. No registo superior, foram abertas três pequenas janelas, dispostas simetricamente. Os volumes laterais são semelhantes, sendo cada um rasgado por duas janelas rectangulares.
A fachada posterior, bem como o terraço lateral da casa, foram decorados com painéis de azulejos azuis e brancos, que se integram "profundamente no espaço arquitectónico" (idem, ibidem, p. 108), preenchendo os espaços vazios, em composições harmoniosas, ao estilo da oficina de Bartolomeu Antunes, cuja manufactura é datada de 1740-1750 (idem, ibidem, p. 110).
Toda a extensão da fachada, marcada pela abertura de portas e janelas a espaços regulares, é preenchida, junto ao chão, por um friso de azulejos. Cada uma das aberturas é encimada por frontões de azulejos recortados, e nos espaços entre as fenestrações foram colocadas as Virtudes triunfando sobre os Pecados Capitais, em painéis que se destacam "como estátuas colocadas entre cada janela" (idem, ibidem). Nas paredes do terraço figuram as Quatro Estações.
O espaço interior reparte-se em amplas divisões, com tectos de masseira, que se dispõem conformes às fachadas, a partir de uma sala principal, antecedida pelo átrio decorado por lambril de azulejos de tipo albarradas, datados de 1730.
Catarina Oliveira
DIDA/ IGESPAR/ 2007

Imagens

Bibliografia

Título

Quintas e palácios nos arredores de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

STOOP, Anne de

Título

Azulejaria em Portugal no século XVIII

Local

Lisboa

Data

1979

Autor(es)

SIMÕES, J. M. dos Santos

Título

Concelho de Oeiras e freguesia da Amadora: apontamentos para a sua história

Local

Oeiras

Data

1969

Autor(es)

SIMÕES, A. Martinho

Título

Amadora grande e desconhecida: monografia

Local

Castelo Branco

Data

1991

Autor(es)

NEVES, Vítor Pereira

Título

Arquitectura e paisagem do concelho da Amadora. Levantamento dos edifícios e espaços com interesse histórico

Local

Amadora

Data

1982

Autor(es)

FERNANDES, José Manuel