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Casa das Terçarias - detalhe

Designação

Designação

Casa das Terçarias

Outras Designações / Pesquisas

Casa das Terçarias (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Moura / Moura (Santo Agostinho e São João Baptista) e Santo Amador

Endereço / Local

Rua Associação S.M. Santana e Costa
Moura

Número de Polícia: 20-24

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 203/2013, DR, 2.ª série, n.º 71, de 11-04-2013 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 6-02-2013 da diretora-geral da DGPC
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13717/2012, DR, 2.ª série , n.º 223, de 19-11-2012 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Despacho de concordância de 23-11-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 23-11-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Proposta de 1-09-2009 da DRC do Alentejo, para a classificação como de IP
Edital de 22-08-2006 da CM de Moura
Despacho de abertura de 7-03-2006 da vice-presidente do IPPAR
Proposta de27-05-2005 da DR de Évora para a abertura da instrução do processo de classificação
Requerimento de classificação de 3-03-2005 da CM de Moura

ZEP

Portaria n.º 203/2013, DR, 2.ª série, n.º 71, de 11-04-2013 (sem restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 6-02-2013 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 13717/2012, DR, 2.ª série , n.º 223, de 19-11-2012 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 23-11-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 23-11-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 1-09-2009 da DRC do Alentejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Em consequência das lutas peninsulares motivadas pela crise de sucessão de Castela será assinado, em 1479, um tratado entre este reino e o reino de Portugal estabelecendo as áreas de influência respectivas. O pacto foi firmado na localidade portuguesa de Alcáçovas. Paralelamente à assinatura do Tratado de Alcáçovas foram também negociadas as chamadas Terçarias de Moura, que resolviam questões dinásticas castelhanas, impondo a D. Joana de Castela, rival de Isabel a Católica, a renúncia a todos os seus títulos. Por este tratado ficava também acordada a boda da infanta D. Isabel, filha primogénita dos Reis Católicos, com o infante português D. Afonso. As duas crianças deveriam permanecer, "em regime de terçarias" (ou de depósito à guarda de outrem, que no caso se justificava para garantir o enlaçe), no castelo dos Bragança em Moura. O avultado dote da noiva, também acordado no tratado de Moura, era na verdade uma indemnização de guerra paga a Portugal. D. Isabel de Aragão e Castela enviuvou do príncipe português pouco tempo após a efectivação do matrimónio, e viria a casar com D. Manuel I, herdeiro do trono. De acordo com a tradição local, as Terçarias de Moura estariam ligadas a esta casa da então vila, onde poderiam ter permanecido os jovens infantes.
O imóvel está hoje em dia bastante descaracterizado, mas ainda apresenta vestígios da sua fundação quatrocentista. É o caso da porta ogival ou do cunhal em cantaria, revelador da robustez da construção original, ainda que parte da estrutura seja em taipa. O primeiro piso actual é de origem muito mais tardia, possuindo janelas de sacada e varandas em ferro forjado. É portanto sobretudo o interesse histórico desta casa que fica valorizado pela proposta de classificação.
Sílvia Leite / DIDA - IGESPAR, I.P. /2011