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Casa da Criança - detalhe

Designação

Designação

Casa da Criança

Outras Designações / Pesquisas

Casa da Criança de Pedrógão Grande (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Pedrógão Grande / Pedrógão Grande

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Edital n.º 32/2006 de 5-12-2006 da CM de Pedrógão Grande, publicado no jornal "A Comarca" n.º 290 de 20-12-2006 e no jornal "Notícias do Pinhal" n.º 181 de 21-12-2006
Deliberação camarária de 14-07-2006

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
O edifício da Casa da Criança encontra-se inserido na área urbana da vila de Pedrógão, próximo da Capela do Calvário, numa zona central denominada Devesa. O terreno da antiga "Quinta da Tapada", que albergava o imóvel, foi convertido em Jardim da Devesa, área reabilitada em 2012. Em redor do imóvel existiam anexos que foram adaptados a outros fins, como o Lar de 3ª Idade e o Museu Pedro Cruz.
Trata-se de uma vivenda romântica, ao estilo "Arte Nova", de três pisos, um deles semienterrado, com cobertura de quatro águas, cuja fachada principal é antecedida por uma escadaria de lanço único, paralela ao alçado, delimitada por uma guarda com motivos geométricos que se prolonga no patamar. O portal principal encontra-se protegido por um alpendre suportado por colunas toscanas. Os vãos, simétricos, são de remate curvo com fecho estilizado no segundo piso e retangulares no terceiro, sendo ainda decorados com um friso de azulejos polícromos numa lógica que se repete nos restantes alçados. A frontaria apresenta ainda um prolongamento que corresponde ao balcão da fachada lateral que se encontra protegido por gradaria geométrica e decorado com uma pintura a azul e branco onde surge representado um enorme jarrão com flores. Todo o edifício é superiormente percorrido por um friso de mosaico com motivos de arabescos envolto por moldura de cantaria e por cachorrada de madeira.
No interior, conserva-se o hall, a respetiva escadaria, as antigas divisões, bem como uma boa parte dos tetos de estuque. O rés-do-chão, no entanto, revela alterações profundas efetuadas nos anos 60, no âmbito da adaptação da casa particular a Casa da Criança.

História
O edifício da Casa da Criança de Pedrogão é um dos poucos que não foi construído de raiz, pelo que se afasta da tipologia habitualmente observada em outras Casas das Crianças espalhadas um pouco por todo o território nacional. A construção destes imóveis inscreve-se, de facto, num plano mais alargado iniciado em 1936 pelo médico Bissaya Barreto que tinha como objetivo oferecer às grávidas, às mães e às crianças com menos recursos, melhores condições de vida e desenvolvimento, pelo menos no decorrer da primeira e segunda infância.
Originalmente o edifício foi construído para habitação nos finais do século XIX, inícios do século XX, por um emigrante brasileiro de apelido Paiva. Posteriormente, nos anos 50, Eduardo Paiva e Assis Camilo, vendem o terreno da "Quinta da Tapada", juntamente com o edifício de habitação, à Junta da Província da Beira Litoral, uma instituição presidida por Bissaya Barreto que instalou, no imóvel, serviços de assistência à maternidade que aí permaneceram até 1966. Com a extinção desta instituição, mais tarde denominada Junta Distrital, a Casa da Criança passou para a posse da "Fundação Bissaya Barreto". Nos anos 70, quando a Fundação deixou de poder garantir o necessário apoio social, a Santa Casa da Misericórdia procurou, junto do Estado, adquirir o edifício. No entanto, em 1983, a posse do imóvel é transferida para a Câmara Municipal de Pedrogão Grande que, posteriormente, acordará a permuta destes terrenos com a Santa Casa da Misericórdia. Em 2014 o edifício sofreu obras de remodelação e adaptação para instalação de uma Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa.

Rosário Carvalho/IPPAR; Câmara Municipal de Pedrógrão Grande; Maria Ramalho/DGPC/2017

Imagens