Saltar para o conteúdo principal da página

Convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal ou Convento de Nossa Senhora da Natividade - detalhe

Designação

Designação

Convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal ou Convento de Nossa Senhora da Natividade

Outras Designações / Pesquisas

Convento de Nossa Senhora da Natividade / Convento das Carmelitas (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Montemor-o-Velho / Tentúgal

Endereço / Local

Praça do Rossio
Tentúgal

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 581/2011, DR, 2.ª Série, n.º 113, de 14-06-2011 (ver Portaria)
Edital N.º 38/2011 de 31-01-2011 da CM de Montemor-o-Velho
Despacho de homologação de 20-12-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Edital N.º 65/2008 de 3-11-2008 da CM de Montemor-o-Velho
Parecer favorável de 1-10-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Nova proposta de 12-12-2006 da DR de Coimbra
Proposta de 30-01-2004 da DR de Coimbra para a classificação como IIP
Edital N.º 95/2003 de 9-09-2003 da CM de Montemor-o-Velho
Despacho de abertura de 8-04-2003 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 3-04-2003 da DR de Coimbra
Proposta de classificação de 15-02-2001 da CM de Montemor-o-Velho

ZEP

Portaria n.º 581/2011, DR, 2.ª Série, n.º 113, de 14-06-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Edital N.º 38/2011 de 31-01-2011 da CM de Montemor-o-Velho
Despacho de homologação de 20-12-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Edital N.º 65/2008 de 3-11-2008 da CM de Montemor-o-Velho
Parecer favorável de 1-10-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 12-12-2006 da DR de Coimbra

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal teve origem em 1560 ou 1565 (não há certezas quanto à data), quando o senhor da vila D. Francisco de Melo decidiu erguer um convento feminino de Carmelitas Descalças, solicitando, para tal, a colaboração financeira da confraria de São Pedro e São Domingos da mesma localidade.
As primeiras religiosas eram oriundas do convento da Esperança de Beja, tendo chegado a Tentúgal em 1572, pelo que se admite que nesse ano parte do complexo conventual estava já construída ou, pelo menos, apta a receber as freiras. Sobre esta primeira campanha de obras sabe-se que foi dirigida, entre 1584 e 1588 pelo mestre Tomé Velho (que trabalhou na Sé Velha e em Santa Cruz de Coimbra) e que o risco do dormitório, de 1585, é devido ao mestre Jerónimo Francisco. Ainda que seja referido que o primitivo edifício não se organizava em torno de um claustro, antes articulava diferentes corpos, a verdade é que pouco se conhece sobre estas obras iniciais. O conjunto actual e que, por sua vez, se encontra parcialmente destruído, remonta ao século XVII, conforme é referido nas muitas datas que se exibem nas dependências conventuais.
Infelizmente, a extinção das Ordens Religiosas trouxe consigo a desagregação do convento, do qual apenas subsiste a igreja, a portaria, e algumas dependências. Assim, é mais antiga a capela-mor do templo, concluída em data próxima a 1616, reparada em 1630 e com comungatório desde 1666. Corresponde, certamente, à década de trinta do século XVII a grande campanha de obras de reforma. O portal da portaria e o da igreja (transversal conforme convém aos conventos femininos) empregam um vocabulário maneirista numa estrutura muito semelhante, sabendo-se que o último foi executado em 1633, conforme a data inscrita no seu lintel. Já o púlpito exibe o ano de 1632 e toda a igreja apresenta um silhar de azulejos de padrão do século XVII. No interior da igreja, a nave única é coberta por abóbada de caixotões lisos de cantaria, tal como a capela-mor, onde estes exibem relevos. Uma outra campanha decorativa foi responsável pelo retábulo-mor, de características rococó e muito possivelmente de fabrico coimbrão, e o tecto apainelado do coro alto, realizado em 1757. Conserva-se ainda nesse espaço o cadeiral seiscentista com 30 cadeiras depois ampliadas para 43.
Na Portaria, há a destacar a roda e a grade do parlatório, únicos contactos das religiosas com o mundo exterior, ou ainda a capela do Senhor da Portaria.
Tratando-se de um convento feminino, a sua extinção apenas se tornou efectiva com o falecimento da última freira, ocorrido em 1898. Implantado na zona urbana de Tentúgal, o espaço do convento foi reclamado para funções diferenciadas, entre as quais se conta a destruição dos dormitórios para a construção da escola primária e a adaptação de muitas das dependências às necessidades da paróquia. Apesar da descaracterização do complexo conventual no seu conjunto, a verdade é que as zonas que subsistiram merecem especial interesse, em particular a igreja que mantém a imponência dos seus volumes, com a sua entrada lateral logo a seguir à portaria.
(RC)

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal: distrito de Coimbra

Local

Lisboa

Data

1952

Autor(es)

GONCALVES, António Nogueira, CORREIA, Vergílio

Título

A vila de Tentúgal - memórias históricas

Local

Coimbra

Data

2002

Autor(es)

GÓIS, António Correia de

Título

A Arquitectura do Ciclo Filipino

Local

Vila Nova de Gaia

Data

2009

Autor(es)

SOROMENHO, Miguel