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Antiga Vila de Linhares da Beira - detalhe

Designação

Designação

Antiga Vila de Linhares da Beira

Outras Designações / Pesquisas

Aldeia Histórica de Linhares / Núcleo urbano da vila de Linhares / Aldeia Histórica de Linhares(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Celorico da Beira / Linhares

Endereço / Local

- -
Linhares

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como CIP - Conjunto de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 279/2013, DR, 2.ª série, n.º 91, de 13-05-2013 (com restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 26-02-2013 da diretora-geral da DGPC
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13815-B/2012, DR, 2.ª séire, n.º 250 (suplemento), de 27-12-2012 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 17-12-2012 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 17-12-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura, a propor a classificação como CIP e a alteração da designação para "Antiga Vila de Linhares da Beira"
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Proposta 21-12-2004 da DR de Castelo Branco para a classificação como IIP
Edital de 14-09-2004 do IPPAR
Edital 11/02 de 13-06-2002 da CM de Celorico da Beira
Despacho de abertura de 21-05-2002 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 20-05-2002 da DR de Castelo Branco para a abertura da instrução do processo de classificação da "Aldeia Histórica de Linhares"

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Como em todas as aldeias históricas, há uma relação neo-romântica entre esses antigos aglomerados (aparentemente cristalizados no tempo) e o nosso olhar contemporâneo. Linhares não é excepção. As suas origens não são conhecidas, mas a localidade já era um reduto fortificado no reinado de D. Sancho I, o que prova a sua importância estratégica no contexto regional. O castelo é o principal elemento patrimonial da vila, e um conjunto militar medieval de primeira importância na Beira Interior. O que hoje podemos observar data genericamente do reinado de D. Dinis, monarca que doou Linhares a seu filho, Fernão Sanches. Associada à cerca, como foi norma nos castelos góticos, a imponente torre de menagem é a mais impressionante imagem do poderio militar do sistema então criado.
A vila desenvolve-se à sombra do castelo, em traçados sinuosos plenos de pormenores a descobrir. Nos dois extremos do aglomerado situam-se os mais importantes espaços públicos, "convenientemente" marcados por igrejas. À entrada da vila situa-se o Largo da Misericórdia, cujo templo, terminado em 1622, domina a secção central do espaço. Outros edifícios nobilitam esta praça, em concreto a "Casa-Fortaleza", que não é mais que o Antigo Hospital e Albergaria de Linhares, edifício de raiz medieval, cuja fachada principal é dominada por arco de volta perfeita de acesso ao interior, sobrepujado por pequeno nicho com a imagem de Santo António. Um pouco à frente situa-se a Fonte Babosa, equipamento de abastecimento de água construído na Baixa Idade Média e que ostenta um muito desgastado brasão ao centro. Finalmente, no sector Sul do Largo, ergue-se o antigo Palácio dos Corte-Real, monumento barroco recentemente transformado em unidade hoteleira. O largo oposto é dominado pela Igreja Matriz, imponente edifício de origem românica (cujo portal lateral ostenta uma curiosa composição de inspiração leonesa) muito remodelado na época moderna e que se implanta numa plataforma artificial.
Entre estes dois estruturantes espaços públicos situa-se um urbanismo sinuoso, que forma uma mancha genericamente triangular. A partir do Largo da Misericórdia acede-se à Rua da Procissão, que se desenvolve no sentido oposto ao do castelo. Aqui, no Largo do Pelourinho, localiza-se a Domus Municipalis, actual sede da Junta de Freguesia, e onde, durante séculos, se realizaram as reuniões da Câmara e do Tribunal. Defronte situa-se o pelourinho, antiga marca de autonomia jurisdicional da vila e, um pouco adiante, uma curiosa construção rectangular coberta por telhado de duas águas que se considera ser o Forum, espécie de púlpito onde eram comunicadas e discutidas as questões de vivência comunitária. Continuando para Sul, encontra-se a antiga cavalariça da família Brandão de Melo, cujo solar é anexo.
No extremo nascente da vila, na Rua do Passadiço, localiza-se outro edifício civil de grande importância, o Solar do Pina de Aragão, conjunto arquitectónico barroco de alguma simplicidade, mas que evoca a relevância desta estirpe no contexto regional. Relativamente perto localiza-se o chamado "arco românico" e a principal casa manuelina da vila, cuja fachada principal, voltada à Rua de São Pedro, ostenta vãos de verga contracurvada.
Muitos outros motivos de interesse existem em Linhares, mas importa destacara a Judiaria. O acesso fazia-se pelo passadiço da Rua de São Pedro, imóvel que, como se viu, foi transformado na época manuelina. A judiaria foi extinta por volta de 1530, no âmbito da Inquisição, mas, durante a Baixa Idade Média, os judeus foram uma das forças mais dinâmicas da localidade, estrategicamente relegados para o sector sudeste do aglomerado, mas plenamente integrados na malha urbana e na própria comunidade de Linhares da Beira.
Paulo Fernandes | DIDA | IGESPAR, I.P.
09.07.2007

Imagens

Bibliografia

Título

Celorico da Beira e Linhares

Local

Celorico da Beira

Data

1979

Autor(es)

RODRIGUES, Adriano Vasco

Título

Linhares antiga e nobre vila da Beira

Local

Folgosinho

Data

1995

Autor(es)

ABRANTES, Leonel

Título

Linhares : Aspectos históricos

Local

Lisboa

Data

1980

Autor(es)

MOREIRA, Maria da Conceição

Título

Linhares : Roteiro de Linhares da Beira

Local

Lisboa

Data

1998

Autor(es)

GRAÇA, Eduardo