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Palácio Real de D. João V e Capela Real de Vendas Novas - detalhe

Designação

Designação

Palácio Real de D. João V e Capela Real de Vendas Novas

Outras Designações / Pesquisas

Palácio Real de Vendas Novas / Palácio das Entradas / Palácio das Passagens / Palácio Real de D. João V/ Escola Prática de Artilharia (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Vendas Novas / Vendas Novas

Endereço / Local

Avenida da República
Vendas Novas

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 740-AB/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Anúncio n.º 13301/2012, DR, 2.ª série, n.º 143, de 25-07-2012 (ver Anúncio)
Parecer de 5-12-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Proposta de 18-07-2008 da DRC do Alentejo para a classificação como IIP
Edital 20/2008 de 3-04-2008 da CM de Vendas Novas
Despacho de abertura de 10-03-2006 da vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 1-10-2002 da DR de Évora
Proposta de classificação de 27-02-2002 da Escola Prática de Artilharia
Proposta de classificação de 10-02-2000 de particular

ZEP

Portaria n.º 740-AB/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 13301/2012, DR, 2.ª série, n.º 143, de 25-07-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 5-12-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 5-09-2008 da DRC do Alentejo
Proposta de 18-07-2008 da DRC do Alentejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Palácio Real de Vendas Novas foi mandado construir por el-rei D. João V, para acomodar o séquito real na viagem para Badajoz e depois na volta para Lisboa, quando da célebre troca das princesas no Caia, segundo acordo firmado entre os dois reis peninsulares: D. Maria Bárbara de Bragança casaria com Fernando, príncipe das Astúrias e D. Mariana Vitória, com o futuro rei D. José.
Neste local, havia desde o tempo do Duque de Bragança D. Teodósio uma pousada da Casa de Bragança, mas que não cumpria as necessidades de conforto e aparato necessárias a tão importante séquito. Deste magnificentíssimo palácio, que suscitou grande espanto a nacionais e estrangeiros, pouco resta, sendo que o seu maior interesse residia no fausto e conforto interiores.
A sua fábrica iniciada em 1728 e concluída dez meses depois, encontra-se ligada a Custódio Vieira, arquitecto e engenheiro militar, que em Fevereiro desse ano foi destacado para o sítio de Vendas Novas, com a incumbência de assistir na edificação do palácio real, juntamente com o Coronel J. da Silva Pais.
Apresenta uma tipologia conservadora, austera, na linha da arquitectura portuguesa seiscentista, sendo a fachada constituída por três corpos, orientados de nascente para oriente, com mais de cem metros de comprimento, articulando-se ainda, com dois corpos perpendiculares aos topos. O corpo central, avançado, coroado superiormente por frontão, apresentava uma aparatosa porta real, hoje inexistente, que dava acesso a um grande vestíbulo central, donde partia a escadaria, posteriormente substituída. Apresentava ainda uma abóbada revestida de pinturas. Era ladeado pelos outros dois corpos, que eram respectivamente as câmaras del-rei e da rainha, com quartos, gabinetes, oratórios e outros aposentos.
No interior, destacam-se as pinturas dos tectos, em trompe l'oeil, com temáticas profanas, de gosto cortesão, de qualidade e autoria diversa, mas de grande riqueza cromática e efeito decorativo. A temática inclui temas mitológicos - Diana, a Caçadora, Neptuno, o Deus dos Mares, Mercúrio, Vénus, e elementos decorativos barrocos: grinaldas, albarradas, medalhões, balaustradas de enquadramento, putti, e volutas.
O palácio incluía ainda uma capela palatina anexa à banda oriental, situada no local onde existia uma primitiva capela dedicada a Santo António, mandada construir por D. João III, em 1526 e da qual não resta praticamente nada.
Exteriormente é de grande austeridade, tal como o palácio; apresenta uma planta longitudinal, de nave única e capela - mor. A cobertura é feita através de abóbada de berço, ao longo da qual se abrem janelas de iluminação à nave. O interior contrasta com a austeridade do exterior, já que, ao nível da nave, encontramos painéis historiados azuis e brancos, característicos da primeira metade do século XVIII, narrando cenas da Vida de Cristo, bem como talha, no retábulo do altar-mor e na moldura do arco de triunfo, que contudo foi sujeita a repintes.
Perdida a sua primitiva função, deve-se a D. Pedro V a iniciativa de o utilizar para a instalação de estabelecimento militar, de instrução prática, que proporcionou alterações e a construção de novos corpos.
Este grande imóvel desempenhou ainda um importante papel no desenvolvimento urbano de Vendas Novas, que se desenvolveu em torno deste edifício e da estrada real que lhe dava acesso e fazia a ligação entre a Aldeia Galega e Montemor-o-Novo.
Ana Maria Borges / DRCA / 8-2-2008

Imagens

Bibliografia

Título

Distrito de Évora: Concelhos de Arraiolos, Estremoz, Montemor-o-Novo, Mora e Vendas Novas, Inventário Artístico de Portugal

Local

Lisboa

Data

1975

Autor(es)

ESPANCA, Túlio

Título

Vendas Novas - História e Património

Local

vendas Novas

Data

1991

Autor(es)

MARQUES, Gustavo, COELHO, António Borges