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Notícias 12/11/2019

O arquivo do Forte de Sacavém irá integrar, a partir de novembro de 2019, o arquivo pessoal do arquiteto José Manuel Fernandes

No dia 20 de novembro, pelas 18h00, será assinado um protocolo de entendimento entre a DGPC e o arquiteto José Manuel Fernandes, no Forte de Sacavém, o qual tem como objeto a transferência do seu arquivo para a DGPC / Forte de Sacavém.

A cerimónia de assinatura do protocolo insere-se no âmbito do Encontro "Revelar o Património: Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais 1929-2019”, contando com a presença da arquiteta Paula Araújo da Silva, Diretora-geral do Património Cultural, e do arquiteto José Manuel Fernandes.

Este protocolo decorre do reconhecimento de que o arquivo do arquiteto José Manuel Fernandes é um acervo documental de relevante interesse público, quer enquanto fundamento da memória pessoal e da atividade de registo e de ensino desse destacado arquiteto português do século XX e inícios do século XXI, quer como testemunho de levantamento do património construído no país e no mundo.

O acervo a transferir abarca um conjunto de documentação pessoal e profissional produzida desde 1977 até ao presente, uma coleção de mais de 50.000 diapositivos e uma importante biblioteca especializada em história da arquitetura portuguesa e mundial. Este espólio será alvo de tratamento técnico e arquivístico, sendo posteriormente disponibilizado no Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA) plataforma que cruza o inventário do património construído com o acesso e a utilização de informação e documentação sobre arquitetura e sobre património arquitetónico, urbanístico e paisagístico.

 

José Manuel Fernandes (Lisboa, 1953) é Professor Catedrático da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. Formou-se em Arquitetura pela Escola de Belas-Artes de Lisboa em 1977 e doutorou-se em História da Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa em 1993. Foi diretor do Departamento de Arquitetura da Universidade Autónoma de Lisboa entre 1998 e 2000 e diretor do Instituto de Arte Contemporânea do Ministério da Cultura entre 2001 e 2003. É membro do conselho editorial da revista Monumentos da DGPC desde 1994. É investigador e autor de artigos e livros dedicados à história da arquitetura e urbanismo. Os seus livros mais recentes são Carlos Ramos, Arquiteturas do século XX (2015) com Ana Janeiro e prémio Joaquim de Castilho da Universidade de Coimbra e Macau, Cidade, Território e Arquiteturas (2015) com M. L. Janeiro.