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Casa Colombo - Museu do Porto Santo

A Casa Colombo - Museu do Porto Santo encontra-se instalada num conjunto articulado de construções, hoje uniformizadas por obras do século XVIII e XIX. Segundo uma tradição oral, longamente difundida, aqui viveu Cristóvão Colombo, aquando da sua passagem pelo Porto Santo, depois do seu casamento com Filipa de Moniz, filha do primeiro Capitão Donatário do Porto Santo, Bartolomeu Perestrelo.

O Museu abriu ao público em 1989, tendo sofrido desde então vários trabalhos de adaptação dos seus conteúdos museológicos. Em 2004, foi completamente reestruturado, com a redefinição dos seus programas. De inícios do século XVI é uma parede norte do edifício principal, sobrevivente das várias campanhas de obras, onde se abrem duas janelas de perfil gótico.

Atualmente, no rés-do-chão, articula-se a portaria/loja e uma sala de exposições temporárias, normalmente vocacionadas com temas da expansão marítima portuguesa e com intervenções de diálogo com artistas contemporâneos convidados.

No primeiro andar foram organizadas três áreas temáticas em quatro salas disponíveis.

Na primeira sala, o tema da Expansão Portuguesa, onde se apresenta a posição estratégica da Ilha do Porto Santo e do arquipélago da Madeira no contexto da expansão marítima portuguesa, pontuando o discurso expositivo, marcado por painéis temáticos, com obras de arte e de referência. Como exemplo a presença de uma Cruz Processional de bronze dourado, de uma oficina ibérica de finais do século XV, que evoca o princípio da expansão da fé cristã como argumento para as novas conquistas além-mar. Neste espaço, ainda a presença de uma Estante de Missal, Namban, japonesa do período Edo, de inícios do século XVII, que representa a extensão do mundo da expansão portuguesa, iniciada em pleno século XV, com as investidas norte africanas e depois o Porto Santo e a Madeira, avançando em 1543 até ao Japão.

A segunda sala é dedicada ao aumento crescente da potência espanhola na expansão mundial e à sua condição de financiadora da expedição de Cristóvão Colombo em 1492. Na sala apresenta-se uma biografia sumária do navegador e das suas relações familiares ao Porto Santo, assim como referência às suas viagens de descobrimento da América. Apresenta-se uma bandeja de prata mexicana de meados do século XVII, um retrato Italo-Flamengo do navegador e uma sintomática garrafa de barro negro representando um conquistador espanhol posto como divindade, numa sintomática inversão cultural na etnia Chimú, do Peru, de onde provém a peça em exposição.

A terceira e quarta salas são dedicadas à criação do império colonial holandês e à concorrência directa dos impérios coloniais portugueses e espanhóis, através da exposição de parte do espólio do galeão da Companhia das Índias Holandesa, Slot ter Hooge, afundado no norte da ilha do Porto Santo em 1724. Na quarta sala é avançada ao visitante a pergunta: E se o Sloot ter Hooge, não tivesse afundado, que tipo de mercadorias traria do oriente? A resposta é dada com a presença em vitrine própria de sedas, porcelanas e especiarias.

Conteúdos da responsabilidade do museu e editados pela DGPC.

Contactos e
Localização

Tutela:
Direção Regional dos Assuntos Culturais da Madeira
Director(a):
Fernando Caroto
Endereço:
Travessa da Sacristia, 2, 9400-176 Porto Santo
GPS:
Lat: 33,059599 Long: -16,335779000000002
Telf(s):
+351 291 983 405
E-mail:
casacolombo.drac.srt@gov-madeira.pt
Site:
http://www.museucolombo-portosanto.com/intro.html

Como chegar: A Casa Colombo fica situada no coração da cidade do Porto Santo, junto da matriz, de fácil acesso, não sendo necessário a utilização de meio de transporte.

Outubro a junho: terça a sábado das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30; Domingo das 10h00 às 13h00.

Julho a setembro: terça a sábado das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 19h00; Domingo das 10h00 às 13h00.

Encerrado ao público à segunda-feira e nos feriados.

Ingresso

Bilhete Normal - 2,00€

Isenções:

Estudantes

Descontos:

Grupos - 1,50€
Jovens e 3.ª Idade - 1,00€

Acolhimento

Receção/loja

Actualizado em: 19 de março de 2014

Última actualização: 23 Fevereiro 2017

Rede Portuguesa de Museus

A Rede Portuguesa de Museus (RPM) é um sistema organizado de museus, baseado na adesão voluntária, configurado de forma progressiva e que visa a descentralização, a mediação, a qualificação e a cooperação entre museus.

A Rede Portuguesa de Museus é composta pelos 146 museus que atualmente a integram. A riqueza do seu universo reside na diversidade de tutelas, de coleções, de espaços e instalações, de atividades educativas e culturais, de modelos de relação com as comunidades e de sistemas de gestão.

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