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Exposições Prolongada até 1 de março

Tecer o Espaço | Instalação artística de Fátima Reis

Foi prolongada até 1 de março, no Museu Nacional do Traje, em Lisboa, a instalação artística de Fátima Reis Tecer o Espaço.

Os museus nacionais, entendo eu, devem abrir-se e abrir as suas portas aos novos criadores e à arte contemporânea, não se findando exclusivamente ao seu acervo. E devem-no, sobretudo, quando essa circunstância permite ampliar e enriquecer a visão, às vezes excessivamente museológica, que temos das suas coleções.

É com base nesta formulação que o Museu Nacional do Traje acolhe a exposição/instalação Tecer o Espaço, da artista Fátima Frade Reis, construída a partir de uma interpretação muito pessoal do ofício e dos processos de utilização do espaço e da cor no tecido e no papel.

De facto, a instalação desta jovem artista, propositadamente fixada nas salas das Tecnologias Têxteis deste Museu, sugestiona-nos um diálogo e uma relação técnica e estética com a produção daqueles materiais/suportes (e, no limite, do traje) que, no fundo, constituem a génese da sua origem material e etimológica: um conjunto/trama de fios entrelaçados.

Aceitemos, pois, o desafio de Fátima Frade Reis que nos permite um novo (e belíssimo) olhar, através da cor e do papel e, também, uma espécie de novo alento ou reanimação simbólica de um conjunto de peças (máquinas para produção têxtil) há muito retiradas, porque musealizadas, da sua função inicial.

José Carlos Alvarez
Diretor do Museu Nacional do Traje

Curriculum Vitae

FÁTIMA FRADE REIS

Vive e trabalha em Lisboa.

Educação

Projeto Individual de Artes Plásticas, Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisboa (2016/2017);

Curso Avançado de Artes Plásticas, Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisboa (2014/2016);

Curso Regular de Pintura e Desenho, Ar.Co- Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisboa (2011/2014);

Mestrado em Engenharia Informática e Telecomunicações, perfil Multimédia, ISTA – Escola de Tecnologias e Arquitetura do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (2010).

 

Exposições Coletivas

Bienal JCE - Jovem Criação Europeia 2019/2021, Montrouge, Paris, França, 2019;

Prémio Arte Jovem Millenium BCP - Carpe Diem, 2019;

Ar.co - Bolseiros e Finalistas'16+17, Hub Criativo do Beato, Lisboa, 2017;

Ar.Co - Exposição de Outono / Open studio, Quinta de São Miguel, Almada, 2014, 2015, 2016;

Residência artística e exposição, Carpe Diem, Lisboa, 2013.

 

 

 

 

Exposições Individuais

“Linha e cor”, Museu da Seda e do Território, Freixo de Espada à Cinta, 2019;

“Cruzar e dobrar”, Auditório Municipal de Freixo de Espada à Cinta, 2019;

"A Rota da Seda", com Katie Lagast, Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, 2018;

"Cruzamentos", com Katie Lagast, Espaço AZ, Lisboa, 2018;

“Nem de um tipo nem de outro”, Museu Geológico, Lisboa, 2018.

 

Descrição do trabalho

O trabalho de gravura que desenvolvo tem permitido uma grande experimentação da cor.

Tenho também interesse em usar o desenho como forma de expressão e base do processo de execução.

As manchas de tinta deixadas pela gravura, em linhas gravadas da chapa para o papel e sobrepostas por outras que lhe são perpendiculares, fazem vibrações variadas e uso-as para criar múltiplas cores e cambiantes que vou ligando até criar painéis multicoloridos únicos. Essas variantes de cor permitem-me abordar a espacialidade.

Dou relevância à escolha do papel, pois vai possibilitar diversas texturas que vou descobrindo e que se vão impondo. Ao usar cores suaves e suportes como o papel japonês, acabo por criar uma sensação de serenidade através de imagens translúcidas, por vezes transparentes.

Pretendo expandir o vocabulário visual sem restringir o trabalho a meios ou questões definidas. Ao manter estruturas muito simples, abre-se caminho a novas experiências e formatos, deixando que o próprio processo conduza a sua execução.

Organização:
MNT/DGPC
Local:
Museu Nacional do Traje, Lisboa