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Exposições Até 24 de fevereiro

LUZAZUL | Miguel Soares Exposição

Está patente até 24 de fevereiro de 2019, no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Lisboa, a exposição LUZAZUL  de Miguel Soares.
Curadoria: Adelaide Ginga.















O projecto SONAE / MNAC Art Cycles enquadra-se no acordo de mecenato celebrado entre a Sonae e o Museu Nacional de Arte Contemporânea e constitui a principal iniciativa, neste âmbito, na programação de 2018. Trata-se de uma acção bienal que procura desenvolver uma exposição individual de grande impacto no panorama artístico português e que integra a política de responsabilidade corporativa da Sonae, a qual visa promover a criatividade e inovação, estimulando novas tendências e aproximando a sociedade à arte. Na primeira edição, em 2014, o convite foi dirigido ao artista visual Daniel Blaufuks e na segunda edição, em 2016, esteve a cargo do artista Hugo Canoilas.

Para esta terceira edição o artista convidado é Miguel Soares, um dos pioneiros das artes digitais em Portugal, que concebeu e desenvolveu um projeto original assente numa visão futurista da sociedade que explora o conceito da automação e da inteligência artificial no contexto da Era Tecnodigital e da 4ª Revolução Industrial.

Miguel Soares apresenta na exposição LUZAZUL um conjunto de várias obras inéditas, composto por imagens fixas de composição digital, apresentadas em caixas de luz, e por imagens em movimento, de animação 3D com composições musicais, apresentados em ecrãs e em projecção, com cenas iluminadas por fotos “reais”.

LUZAZUL é um palíndromo composto por duas palavras, Luz e Azul, que, juntas, se podem ler tanto da direita para a esquerda como da esquerda para a direita. A escolha destas duas palavras prende-se com a luz da tecnologia que domina o mundo de hoje e o conceito de espelho, metonímia de amplitude, presentes neste trabalho de Miguel Soares. Este projecto é o culminar de um percurso artístico dedicado à reflexão e à conceptualização do mundo real versus virtual.

Em termos teóricos este projecto inspira-se principalmente nas teorias de dois pensadores afastados entre si por quase 800 anos: Joaquim de Fiore (1135-1202) e a sua teoria profética de “As Três Idades do Homem” em que, tendo por base as Sagradas Escrituras, fundamenta três Idades da História ou do Homem, correspondentes a três níveis de desenvolvimento; e Ray Kurzweil (1948-) engenheiro e cientista norte-americano, defensor do conceito de “Singularidade” tecnológica, em que o rápido avanço da inteligência artificial conduzirá os computadores/máquinas a atingir a mesma inteligência do ser humano e a ultrapassá-la, permitindo, todavia, a libertação dos humanos de obrigações num tempo que se prevê próximo do ano de 2045.

A exposição LUZAZUL propõe reflectir sobre a realidade hipotética em que as novas máquinas tomam consciência de si e procuram reivindicar direitos sociais, nomeadamente, mais tempo livre, mais liberdade e direitos, criando um paralelismo com as lutas desenvolvidas pelos humanos em séculos anteriores. Uma proposta filosófica construída através de três gerações de robôs, que nos traz uma narrativa existencialista de um futuro não distópico, com uma visão poética que questiona se esta luz azul será a "luz ao fundo do túnel".



Organização:
MNAC/DGPC
Local:
Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Lisboa