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Exposições 21 de junho, às 18h30

LOULÉ. Territórios, Memórias, Identidades

Inaugura no dia 21 de junho, às 18h30, no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, a nova exposição temporária LOULÉ. Territórios, Memórias, Identidades.

A exposição é uma iniciativa conjunta dos Museus Nacional de Arqueologia e Municipal de Loulé e reúne mais de 500 bens culturais que testemunham os últimos sete milénios de história do maior e mais povoado concelho do Algarve, Loulé.

Resultante do Protocolo de colaboração entre a Direção-Geral do Património Cultural/Museu Nacional de Arqueologia e a Câmara Municipal de Loulé, celebrado a 8 de março de 2016, LOULÉ. Territórios, Memórias, Identidades é uma exposição que se insere numa longa tradição de cooperação do Museu Nacional de Arqueologia com as autarquias.

Comissariada por Victor S. Gonçalves, Catarina Viegas e Amílcar Guerra, da Universidade de Lisboa, Helena Catarino, da Universidade de Coimbra e Luís Filipe Oliveira, da Universidade do Algarve, e que associaram aos temas que tratam outros vinte colaboradores, a exposição revela aocupação humana do território louletano desde a Pré-história à Idade Média com um acervo proveniente de várias instituições do país, que para além de constituir um rico legado arqueológico, revela a relação umbilical que o Museu Nacional de Arqueologia tem como Loulé e o Algarve.

Por uma simples razão: as coleções fundacionais do Museu Nacional de Arqueologia estão intimamente ligadas ao Algarve e a Loulé. Desde logo porque em 1894 foi integrado no acervo do Museu a coleção reunida pelo algarvio Estácio da Veiga, que se propôs então criar o Museu Arqueológico do Algarve. Acresce que o etnógrafo Manuel Viegas Guerreiro, natural de Querença e por consequência louletano, foi Diretor do Museu Nacional de Arqueologia entre 1974 e 1975. Foi também um dos colaboradores mais próximos de José Leite de Vasconcelos e um dos maiores estudiosos e continuador da sua obra.

Vítor Aleixo, Presidente da Câmara Municipal de Loulé, comentou esta parceria em jeito de previsão, apelidando de um dos mais importantes acontecimentos do ano de 2017 para o concelho: “Durante muitos meses iremos estar na montra do país, com uma exposição organizada em colaboração com o Museu Nacional de Arqueologia, na ala poente do Mosteiro dos Jerónimos. Será um momento alto, pois nunca Loulé se mostrou assim”.  

"Aqui, tudo fala de um tempo antes da História, em que a África estava unida à Europa, e ao mesmo tempo tudo esconde. Depois, muito mais tarde, quando as ervas deram flores, e já existiam homens para colhê-las, levas sucessivas de povos do mundo pré-histórico aqui vieram fixar-se, porque ali havia terra boa, sol brilhante e mar tranquilo, e era após era, foram deixando o rasto das suas mãos fabricadoras no solo generoso que habitaram. Hoje, passados milhares de anos, o movimento é semelhante. As Terras de Loulé continuam a ser um lugar pacífico, um lugar mãe, um lugar de receber todo aquele que vier por bem. Que outras palavras usar? São sempre banais as palavras de quem ama.”

Lídia Jorge, in Catálogo da Exposição

Organização:
Museu Nacional de Arqueologia/DGPC e Museu Municipal de Loulé
Local:
Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa