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Património Cultural

Exposições Até 31 de dezembro de 2021

Exposição Temporária – Dante Plus 700

Até 31 de dezembro de 2021, decorrerá no exterior do novo edifício do Museu Nacional dos Coches a exposição temporária Dante Plus 700 por ocasião do DANTEDÌ, organizada pelo Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, em colaboração com o Museu Nacional dos Coches de Lisboa, com projeto de Marco Miccoli de Bonobolabo e com montagem do Arquiteto Nadir Bonaccorso.

O dia 25 de março, data que os estudiosos reconhecem como o início da viagem nell’aldilà da Divina Comédia, é o Dia Nacional dedicado a Dante Alighieri, instituído em 2020 pelo conselho de Ministros após proposta do Ministro Dario Franceschini. A edição de 2021 é a mais significativa porque este ano se assinala o sétimo centenário da morte do “Sumo Poeta”.

A exposição coletiva Dante Plus 700 – Lisbon Edition pretende reunir um grupo de artistas, muito diferentes entre si que, desde a ilustração, à banda desenhada e à street art, procuram dar vida a uma nova identidade do Sumo Poeta. As linguagens utilizadas pelos artistas vão da pintura a têmpera à utilização de software em 3D, passando pelo desenho geométrico. Algumas das obras estão em realidade aumentada, visíveis através da aplicação gratuita para telemóvel “ARIA the AR Platform” e animadas pelo estúdio Alkanoids de Milão. As imagens que têm o logótipo da “ARIA” podem ser animadas através da aplicação.

DANTE ALIGHIERI – BREVE BIOGRAFIA:

Nascido em 1265, em Florença, numa família da pequena nobreza guelfa, Dante Alighieri conduz a sua existência entre estudos literários e atividade política. É precisamente por causa desta última que, a partir de 1302, o poeta é condenado ao exílio, no âmbito das lutas entre o Comune de Florença e o papado; a partir deste momento, Dante peregrina entre diversas cortes do Norte de Itália até à morte, em 1321, em Ravena, sob Guido Novello da Polenta. Dante é considerado o pai da língua italiana, e a sua obra mais conhecida, a Divina Comédia, é reconhecida como uma das obras literárias mais importantes do mundo, narrando em forma de poesia a viagem alegórica de cada homem rumo à salvação. Tornando-se símbolo do imaginário italiano em todo o mundo, Dante Alighieri é famoso também pela sua fisionomia peculiar de nariz aquilino, que Boccaccio foi o primeiro a cristalizar e que a arte, ao longo do tempo, contribuiu para difundir e afirmar.

 


 

38 ARTISTAS EM EXPOSIÇÃO

ABOUT PONNY

Natural de Bolonha, About Ponny é filho do amor pela arte e de um jogo de palavras entre amigos. Para ele, a arte urbana é uma aventura, a descoberta e a expressão de emoções e desejos, que só na rua encontram paz. Apaixonado pela História da Arte, mas distante das arquiteturas escolásticas rígidas, é o encontro com uma das obras de Banksy que o faz descobrir que a rua pode ser uma inesgotável paleta de cores. A sua relação com a street art é longa e laboriosa, motivo de estudo, de pesquisa, quase uma obsessão. Atormentado pelas superfícies e pelas molduras urbanas que lhe oferece a cidade, o artista procura, com as suas imagens, criar um diálogo entre arte e rua. Desde 2014 que About Ponny visita assiduamente as Officine Meccaniche Reggiane, uma fábrica fechada considerada um dos lugares símbolos da street art italiana; aqui tem maneira de aperfeiçoar a sua técnica de estêncil e spray e de se confrontar com street artists de fama internacional.

 

ACHE 77

Ache77 é um street artist romeno, florentino por adoção, que divide há anos o seu trabalho entre Itália e a Roménia. A sua técnica é a do estêncil e da arte de posters, uma versão em 2D de como ele perceciona o mundo que o rodeia. As obras representam muitas vezes rostos de personagens reais que olham diretamente para o espetador e cruzam o seu olhar: esta troca representa para o artista o encontro entre o público e a arte. O objetivo de Ache77, cofundador da Street Levels Gallery de Florença, é difundir o mais possível a street art, considerando que a obra, já eficaz graficamente, combinada com uma intensa reprodução em série, se torna ainda mais poderosa. A sua atenção vê-se também pelos materiais usados: os papéis são quase impalpáveis e as colas são feitas em casa com água, farinha e açúcar.

 

ALESSANDRA VITELLI

Alessandra Vitelli é uma ilustradora italiana freelancer que vive em Nápoles e trabalha sobretudo em livros para crianças e em revistas. Já fez ilustrações para clientes como a Mondadori, Erickson, Giunti, Clementoni, Solferino Editore, Rue du Monde, Gruppo Editoriale Norma, Mundo Leitura, entre muitos outros. As suas obras, de cores e tintas ténues, transportam o observador para mundos encantados, fruto da sua imaginação sonhadora. A artista participou em diversas exposições pessoais e coletivas, e atualmente concilia a atividade artística com o ensino de ilustração na Escola Italiana de Comix de Nápoles. Em 2016 Vitelli foi selecionada no 58º Anuário dos Ilustradores da sociedade de ilustradores de Nova Iorque; em 2018 foi inserida no Anuário de Ilustradores da AOI (Association of Illustrators).

 

ALESSANDRO PAUTASSO

Alessandro Pautasso, alias Kaneda, é um ilustrador e designer gráfico piemontês, especializado em arte digital e mixed media. Aproximando-se do desenho em criança, foi a descoberta de um livro ilustrado de Alan Aldridge sobre Beatles que o fez perceber que queria ser ilustrador. As suas obras retratam personagens famosas do cinema, de séries de televisão, de ficção científica e estrelas icónicas como Marilyn Monroe e Kobe Bryant, num estilo vivo e animado, capaz de evocar também com o digital esquissos e pinceladas de cor verdadeira. Os seus retratos de traços geométricos e tonalidades vivas e abstratas refletem plenamente a cultura pop. Kaneda colabora com jornais, marcas e organizações internacionais como o New York Times, Adidas e Greenpeace.

 

ALESSANDRO TURONI

Alessandro Turoni é um cenógrafo e escultor da Romagna. Ao criar as suas obras, experimenta materiais como a resina e tecidos, avançando para a madeira e a terracota. Realiza experiências químicas fazendo reagir substâncias diferentes de modo a obter “paisagens in vitro” que, uma vez concluída a reação, se mantêm inalteradas ao longo do tempo. Os temas que o artista de Forlì retrata são assim variados: parte de animais de todo o tipo até chegar ao mundo vegetal, tocando também o humano. Turoni nasce em Forlì em 1986. Inicia a sua formação artística no Instituto de Arte de Forlì, onde contacta com as técnicas plásticas e pictóricas. Estuda cenografia para o teatro na Academia de Belas-Artes de Bolonha, onde desenvolve, além da capacidade manual da laboração teatral, uma metodologia de projeto. Em 2013, perseguindo a sua paixão pela arte e o trabalho manual, realiza as suas primeiras esculturas zoomórficas, que começa a expor nas salas de Forlì. Participa em diversos coletivos, também no estrangeiro; até hoje ensina modelação digital na Academia de Belas[1]Artes de Bolonha e continua com a sua pesquisa artística pessoal.

 

ANDREA CASCIU

Andrea Casciu é um street artist sardo. O artista estuda a figura humana, realçando aspetos introspetivos ao desenvolver um trabalho centrado no seu autorretrato. Os trabalhos de Casciu inserem-se no contexto urbano, ocupando um espaço perfeitamente equilibrado, onde o imaginário ganha forma para se tornar algo tangível e real. Imagens oníricas que convidam quem as vê a relacionar-se com os murais de modo a confrontar-se com os rostos representados. As variações do rosto de Casciu, que aparecem nas ruas, levam-nos a encarar os seus murais como se fossem espelhos, a confrontar-nos com o nosso próprio reflexo, mas também com o de um ego planetário, partilhado e alargado. Cores bem equilibradas e contornos claros são os traços que caracterizam os seus trabalhos, que ganham forma quer em paredes, quer no papel. Nascido em 1983, Andrea Casciu é diplomado pela Academia de Belas-Artes de Sassari. Vive e trabalha em Bolonha.

 

ANDREA DALLA BARBA

Nascido em 1991, em Vicenza, Andrea Della Barba é um ilustrador e designer gráfico que primeiro se formou na Escola Internacional de Comics de Pádua e depois continuou a estudar ilustração em Macerata e Sarmede, e designer gráfico na DIEFFE Academy de Verona. Hoje colabora com diversas revistas – italianas e outras – e se não está a trabalhar no seu estúdio de Vicenza, encontramo-lo em Valencia, a sua segunda casa. Perfeitamente à vontade quer com lápis e marcadores, quer com o digital, ultimamente trabalha com maior frequência com este último, estando sempre em busca de uma marca única e irrepetível. Colabora com diversas revistas italianas e internacionais, participa em exposições e participou nos concursos promovidos pelo Inchiostro Festival e por Eurhope. Atualmente é ilustrador e designer gráfico da Agència Districte de Valencia. Em 2020 foi proclamado vencedor do concurso lançado pelo Museu Bodini de Gemonio “La Colomba Forlì”, dedicado à ilustração de um percurso didático destinado às crianças que visitarem o museu.

 

ANDREA DE LUCA

Andrea De Luca, nascido em Bolonha em 1964, é pintor e escultor, conhecido também por ser o fundador e líder da banda de rock Radio City, membro destacado da comunidade indie italiana durante a década de 1980. Desde criança que desenvolveu as suas capacidades pictóricas sob a orientação do pintor italiano Tonino Gottarelli, que lhe ensinou a criar formas e figuras de um caos aparente. A sua paixão pela Art Nouveau e a Liberty estimularam a sua curiosidade pelas técnicas mixed media, sobretudo a colagem, que usa muito em todas as suas obras. Simples, direto e evocativo, De Luca tem a capacidade de comunicar e descrever com harmonia as suas recordações, o seu passado, fazendo-o parecer também o do espetador que observa as suas obras. Andrea De Luca tem uma licenciatura em Filosofia e um trabalho diurno como professor de liceu. Os seus alunos são muitas vezes fonte de inspiração quando inicia um novo trabalho. Em 2015, venceu o primeiro prémio na secção de pintura da Bienal Internacional de Arte de Roma, Romart.

 

ANDREA RIVOLA

Andrea Rivola é um ilustrador da Romagna. Nasce em Faenza em 1975, forma-se no Centro de Formação Profissional Albe Steiner de Ravena e no DAMS de Bolonha e hoje trabalha como ilustrador e designer gráfico em Riolo Terme. A paisagem tranquila e amena da zona campestre da Romagna inspira as suas ilustrações delicadas, de uma grande técnica e qualidade narrativa, capaz de traduzir em imagens as histórias infantis, género privilegiado do artista. Selecionado várias vezes para a Feira do Livro de Bolonha, Rivola ilustrou cerca de trinta livros, entre os quais a edição da Fatatrac de 2018 de O Principezinho e a da Mondadori de 2020 de Pinóquio. Colaborou com vários jornais como Il Corriere della Sera e o Washington Post, e com a organização humanitária Onlus Cuamm. Em 2016, com as suas ilustrações para o livro Il Cammino dei Diritti, venceu o Prémio Emanuele Luzzati.

 

AWER
Nascido na Puglia em 1986, Awer formou[1]-se como designer gráfico e diretor de arte na Nova Academia de Belas-Artes de Milão e hoje trabalha como street artist e tatuador em Berlim. Após ter-se aventurado nos graffitis, o artista desenvolve o seu peculiar universo imaginativo e estilístico: paisagens marinhas, animais, rostos desconhecidos realizados numa mistura de cores criam cenas hipnóticas que abstraem e ao mesmo tempo atraem o olhar do observador. Nas suas imagens, figuras biomórficas são desenhadas pela aproximação e entrecruzar de linhas fluidas e vitais para criar configurações de tons oníricos e psicadélicos, que envolvem o espetador numa experiência sensorial. As imagens parecem mover-se, aproximar-se, afastar-se, misturar-se para se tornarem sensação pura. O artista participou em diversos festivais e fez várias exposições a nível europeu; como tatuador, trabalha no Ritual Ink Studio de Berlim.

 

BLUB
BLUB é um street artist florentino que, nos últimos anos, tem vindo a ganhar cada vez mais notoriedade graças aos seus murais da série A Arte Sabe Nadar, que representam algumas das obras de arte mais conhecidas submersas pela água. O artista pinta estes sujeitos famosos, dotados de máscara de mergulho, nas caixas que contêm as terminações elétricas urbanas; trata-se de personagens simbólicas, ícones incontestáveis sem tempo que, por isso, são imersos no elemento aquático. A dimensão suspensa e eterna funde a imersão na água a estas personagens que, pela sua notoriedade e grandeza, sobrevivem ainda hoje. Blub narra, de facto, o tempo que vive com as suas famosas personagens que dialogam com a cidade e os transeuntes. Um pouco à Andy Warhol, Blub celebra Itália e a arte em geral retratando ícones com uma delicadeza que distingue os seus posters.

 

BOMBOLAND
Bomboland é um estúdio de ilustração italiano, criado por volta de 2007. Bomboland são Maurizio Santucci, na mesa de desenho, e Elisa Cerri, na mesa de corte. Bomboland foi capaz de criar um estilo peculiar próprio, reconhecível dentro do vasto mundo da ilustração, caraterizado pela mistura de técnicas como a escultura de papel, o rendering vetorial e o desenho, e por sujeitos animados que habitam num espaço-tempo suspenso. Ativos como Bombo e cheios de projetos, as suas ilustrações de papel correram mundo graças a colaborações com marcas italianas e internacionais, como a Nokia, Toyota, Unicef, ou com publicações como o The Washington Post, Il Sole 24 Ore e Internazionale. O estúdio trabalha quer no ramo editorial, quer na publicidade, ilustrando revistas, jornais, livros infantis, além de colaborar com diversas agências de comunicação em projetos de campanhas publicitárias.

 

CAMILLA GAROFANO

O percurso artístico de Camilla Garofano tem as suas raízes na moda e no vestuário: primeiro o diploma do Instituto Estatal de Arte de Porta Romana (Florença) e depois o trabalho de guarda-roupa teatral entre Florença e Roma. Nascida em Empoli, em 1986, com 26 anos lança as bases nas quais assentará a sua carreira, começando a fazer as primeiras experiências com as técnicas digitais. A primeira publicação chega com a editora Sperling e Kupfer em 2014, seguindo[1]se as Piemme Edizioni, Giunti, Eli La Spiga e Usborne Publishing. A sua produção estende[1]se do setor editorial infantil, capas, aos cartazes de eventos, imagens para vídeos de música, e muitos mais. Garofano também trabalha no ensino, em organização de eventos e na promoção da ilustração também graças ao Collettivo Le Vanvere, do qual é membro fundador desde 2014. A sua pesquisa estilística está em contínua evolução, procurando o máximo equilíbrio entre síntese dos vetores e elegância da linha. Vai buscar inspiração a tudo o que a circunda, a partir da sua vastíssima coleção de DVD, catálogos de exposições, plantas suculentas e botões.

 

DAVIDE BARCO

Nascido em 1986 numa pequena aldeia da província de Pádua, aos 19 anos Davide Barco muda-se para Milão, onde vive e trabalha atualmente. Após um curto período de estudo no IED, trabalha durante 6 anos como diretor de arte em agências de publicidade internacionais. A partir de 2013 transforma a sua paixão pela ilustração na sua profissão, concentrando-se depois na ilustração desportiva. Atualmente é um dos ilustradores mais conhecidos de Itália, no panorama desportivo e não só. Conta com colaborações de relevo a nível nacional e internacional que conjugam comunicação e negócio do desporto, tendo trabalhado, entre outros, para a FIP, HBO Europe, Wall Street Journal, New York Times e NBA. Um trabalho que continua a ser acima de tudo uma paixão.

 

DAVIDE BONAZZI

Bonazzi é um ilustrador freelancer. As temáticas das suas obras são variadas e nunca banais, nunca demasiado pessoais, nunca distantes de ser compreensíveis. Bonazzi procura criar soluções visuais inteligentes para representar temas complexos, tal como imagens narrativas e espirituosas. O seu estilo combina meios digitais com texturas de objetos encontrados e digitalizados, com o objetivo de dar às suas ilustrações uma atmosfera quente e evocativa. Nascido e criado em Bolonha, licenciou-se na Faculdade de Letras e Filosofia e depois estudou ilustração em Milão, no IED (Instituto Europeu de Design) e na Academia de Belas-Artes de Bolonha. Trabalhou como ilustrador freelancer para importantes editoras, anunciantes e instituições, entre os quais The New York Times, The Wall Street Journal, Science, GQ, Variety, Gatorade, Nike, UNESCO, Roche, Emergency e mais de 200 outros em todo o mundo.

 

EMILIANO PONZI

Emiliano Ponzi é um ilustrador italiano nascido em 1978, dos mais apreciados e reconhecidos da sua geração. As suas imagens sofisticadas fazem lembrar algumas obras de Edward Hopper, uma vez que conseguem captar de modo discreto mas profundo momentos e aspetos da existência humana e traduzi-los em visões de relance evocativas e forte. A partir de 2004, ano da sua primeira importante colaboração com o New York Times, a sua carreira enche-se de reconhecimentos, prémios e projetos cada vez mais significativos; já trabalhou para importantes marcas italianas e internacionais, como Le Monde, The New Yorker, Louis Vuitton, Der Spiegel, Amnistia Internacional, Armani, Gucci, Lavazza, Ferrari. Ponzi é, aliás, multipremiado: venceu o Young Guns Award do The New York Art Directors, o Gold Cube do The Art Directors Club of New York e diversas medalhas da Sociedade de Ilustradores de Nova Iorque. Em 2015 publica The Journey of Penguin para a Penguin Books, por ocasião do octogésimo aniversário da editora; em 2019 The Great New York Subway Map, encomendado pelo MoMA e pelo New York Transit Museum. Por fim, em 2020 colabora com o famoso escritor japonês Haruki Murakami, para quem ilustra o livro Abbandonare un Gatto (Einaudi).

 

GIORDANO POLONI

Nascido em 1980, Giordano Polini estudou cinematografia na Universidade Católica de Brescia, onde se licenciou em 2006. No mesmo ano começou a trabalhar para produtoras como montador e animador gráfico de spots publicitários e videoclips. Em 2010 inicia a carreira de ilustrador, realizando artigos, capas e anúncios para a Volkswagen, The Guardian, The New York Observer, Wired UK, Einaudi, Rizzoli e Mondadori. Inspirando-se na sua enorme coleção de banda desenhada e filmes, cria obras digitais fortemente influenciadas pelo passado e pela cultura italiana. O seu último livro venceu diversos prémios e seleções, entre os quais a medalha de ouro da Society of Illustrators de Nova Iorque. Em 2017 fez o grafismo da Fa’ la cosa giusta!, feira do consumo crítico e dos estilos de vida sustentáveis, nascida de um projeto de Terre di Mezzo Editore. Publicou C’est Toi Mon Papa? (Maison Eliza) e Doctor Academy, escrito por Steve Martin (Quarto UK), o seu principal “parque de jogos”, construindo o seu exército de robôs gigantes.

 

ILARIA URBINATI

Ilaria Urbinati é uma ilustradora freelancer que vive em Turim. Ao longo da sua carreira desenvolveu um estilo pessoal, que nasce das aguarelas para se tornar digital com o passar do tempo. Gosta de contar histórias e descrever emoções com a sua arte; os seus sujeitos são sobretudo femininos, raparigas e mulheres a descobrir através do seu etilo delicado e sensível, alegre e irónico. Trabalha como ilustradora desde 2007: iniciou a sua carreira como designer de personagem e colorista para séries de animação de televisão, prosseguindo o trabalho de freelancer explorando a ilustração para projetos editoriais, livros, aplicações e publicidade. Entre os seus clientes encontramos a Disney, McDonald’s, Mondadori, La Stampa, Barilla, Scuola Holden, Enanimation Pictures.

 

MARCO GORAN ROMANO

Marco Goran Romano é um ilustrador italiano. Formado em 2010 em Design Industrial pelo Instituto Superior para as Indústrias Artísticas de Florença, inicia a sua carreira nessa cidade como designer gráfico e diretor de arte da Gold Streetwear. Depois, trabalha como ilustrador para a Wired Italia. Atualmente vive e trabalha no seu estúdio de Jesi. Ao longo do tempo, Romano desenvolveu projetos de ilustração para jornais importantes como o New York Times, Forbes, Repubblica, La Stampa, e para marcas conhecidas como a Google e o Facebook, tendo recebido prémios e reconhecimentos prestigiados de importantes organizações e publicações do setor. Em 2013 funda com a mulher, Valentina Casali, o estúdio Sunday Büro, que se ocupa de lettering, type design e caligrafia. É docente na ACCA, Academia de Comics, Criatividade e Artes Visuais.

 

MARTA PANTALEO

Marta Pantaleo é uma jovem artista licenciada pela Academia de Belas-Artes de Roma em Grafismo Editorial, em 2013. Seguiu a sua paixão pelo desenho, especializando-se no Mimaster Illustration de Milão em 2015. Gosta de conferir ao suporte digital o sabor manual, utilizando como modelos de referência as técnicas de impressão e gravura asiáticas. Inicialmente trabalhou com a xilografia e o scratchboard, que a estimularam a procurar um traço rígido e sujo; hoje, trabalhando quase sempre em digital, procura, ainda assim, manter o traço incisivo e o conceito de positivo-negativo próprio das técnicas de gravura. Em 2016 vence o Silent Book Contest, que lhe permite publicar o seu primeiro livro, Ciao Ciao Giocattoli, na Carthusia Edizioni. Ao longo da sua carreira, trabalhou como ilustradora freelancer em livros infantis, jornais e revistas internacionais. As suas ilustrações estão expostas no Nami International Illustration Concours e pela Folio Society para The Book illustration Competition 2017.

 

MASSIMILIANO MARZUCCO

Massimiliano Marzucco, cujo nome artístico é “I’m a Teenager”, é um ilustrador freelancer e diretor de arte. Nascido em Milão, cidade onde vive e trabalha atualmente, colaborou com importantes marcas e revistas, entre as quais a Vans, Adidas, Style Magazine e La Repubblica. I’m a Teenager é uma forma de mascarar o seu medo do tempo que passa. Marzucco já não é um adolescente, mas o seu espírito, o seu estilo e a sua linguagem são frescos, dinâmicos e envolventes e imbuídos de uma ironia marcada. O seu mundo ilustrado vai buscar inspiração a velhos comics, ao punk rock e aos anos 1980 e 1990, mas consegue atualizar o conjunto de uma forma estrondosa, tornando-o pop, ainda que mantendo uma alma underground. A sua criatividade é ditada por cores intensas e vivas, traços quebrados e artworks espirituosos, uma política ditada por humor, animação e pela atualidade crua.

 

MATTEO CUCCATO

Matteo Cuccato é um ilustrador e designer de personagens italiano. Nascido em 1984 no Alto Adige, estudou na Escola de Arte local, na Faculdade de Design e Arte de Bolzano e na Escola de Banda Desenhada. Evocativo e hipercromático quando pode, didático ou irónico quando é preciso, sempre pessoal no traço e nas colorações. Ao fim de cinco anos como ilustrador e graphic&character designer num parque de diversões, Cuccato iniciou a carreira de freelancer, colaborando com marcas como a Microsoft, RedBull, Foot Locker Europe, Enel, Zuegg e muitas outras. Além de ilustrador e designer gráfico, também é músico – estudou viola de arco e violino no Conservatório de Bolzano – fotógrafo e videomaker. Alia a estas disciplinas a vontade de contar e comunicar que funda e guia a sua identidade artística.

 

MAURO GATTI

Mauro Gatti é um ilustrador, designer e diretor criativo italiano que hoje vive e trabalha em Los Angeles. A sua carreira inicia em Milão na empresa Mutado que, percebendo cedo o potencial do digital, se concentrava no desenvolvimento de aplicações para telemóveis. Em 2014 muda-se para a cidade norte-americana e, com o passar do tempo, torna-se vice-presidente do departamento criativo e membro do conselho de administração da JibJab Bros, empresa de entretenimento digital. Paralelamente a estas atividades, dá continuidade à sua paixão de criativo: explora o mundo dos emojis, colaborando com a Mojimade, ilustra livros infantis como Hugo Makes a Change e Ping vs Pong, nos quais, de um modo divertido e cativante, transmite mensagens educativas e pedagógicas. O seu apaixonado trabalho leva-o a vencer, em 2017 o prémio Emmy para Ask the StoryBots como Melhor Produto Interativo para Televisão. Trata-se de um formato televisivo para crianças distribuído pela Netflix nos Estados Unidos, criado e produzido precisamente pela JibJab Bros. Em 2018 o artista funda a The Happy Broadcast, um projeto contra a cultura do ódio e do medo, onde expõe notícias positivas de todo o mundo.

 

MICHELE BRUTTOMESSO

Michele Bruttomesso é um ilustrador freelancer de Treviso, Itália. Nascido em 1991, trabalha para empresas, revistas, editoras discográficas, festivais de música e cinema. Apesar da sua jovem idade, tem um estilo e uma técnica invejáveis; os traços geométricos que partem de formas-base, as cores intensas e vivas e a mistura do analógico e digital criam trabalhos sofisticados, resultado de uma criatividade férvida. Até 2017 foi responsável por uma rubrica mensal ilustrada da webzine musical GoldSoundz. Colabora com o Treviso Comic Book Festival e é membro do coletivo de bandas desenhadas do it yourself Super Squalo Terrore. Trabalha também como diretor de arte na YALP. Em 2017 a Associazione Illustri escolheu-o como um dos dez jovens talentos da ilustração italiana.

 

MILO MANARA

Maurilio Manara, ou Milo, é um dos autores de banda desenhada italianos mais famosos do pós[1]guerra. Desenhador de traço refinado, soube criar um mundo onírico povoado por raparigas lindíssimas e impossíveis, de tal modo fascinantes e etéreas a ponto de serem totalmente irreais. Manara nasce em Luson (Bolzano) em 1945. Após o liceu artístico, inscreve-se na Faculdade de Arquitetura de Veneza, mas a sua vocação estava lá. Contando, na sua longa carreira, até com uma colaboração com Fellini, dedicou-se inicialmente à pintura e à publicidade, ao passo que o mundo da banda desenhada o vê estrear-se em 1969, em Genius, coleção erótico-policial. Em 1970 desenha dois números de Terror e entre 1971 e 1973 desenha Jolanda de Almaviva, série sexy que já revela a sua capacidade de criar uma ponte entre o olhar do leitor e os seus desejos mais profundos. Sobre textos de Hugo Pratt, seu modelo, Manara desenhou na revista Corto Maltese o conto Tutto Ricominciò con un’estate Indiana, considerado uma das suas obras-primas. A experiência com Pratt repetiu-se depois para El Gaucho. Em 2019, para festejar os 50 anos de carreira de Milo, o Festival da Banda Desenhada de Angoulême, o mais importante da Europa, dedica uma grande exposição antológica ao autor italiano.

 

MIRKO CÀMIA

Mirko Càmia é um ilustrador milanês que faz sobretudo tipografia digital e ilustração em 3D e 2D. Aproxima-se do mundo da arte digital nos finais dos anos 1990 quando colabora, durante algum tempo, com a Microsoft. Ao longo dos anos tem colaborado com empresas como a Kraft, MTV, Galbusera, Datch, Nike, Giunti Edizioni, entre muitas outras. Càmia inspira-se na cultura pop dos anos 1980, readaptando-a ao presente graças à sua grande capacidade de utilizar as várias técnicas digitais; o ponto fundamental da sua arte é a ideia, que procura realizar do modo mais detalhado possível, deixando mensagens diretas e fortes. Càmia é cofundador do Sail Ho Studio, um coletivo de ilustração e motion design, composto por cinco designers que colaboram em projetos criativos.

 

NICOLA VARESCO

Nicola Varesco nasce em Ravena a 22 de março de 1990. Estuda no liceu artístico P. L. Nervi da sua cidade-natal, para depois se licenciar na Academia de Belas-Artes de Urbino. Durante os anos da universidade realiza diversos grafismos e ilustrações para eventos culturais e musicais da região da Emilia-Romagna. Faz também artworks oficiais para projetos musicais, entre os quais trabalhos para artistas de hip-hop de Ravena, como Moder, Sid e Shimeon Cars. Trabalhou ainda em Milão como assistente do designer gráfico Paolo De Francesco, com quem colaborou em projetos discográficos de artistas conhecidos, entre os quais Ligabue, Baustelle, Tiziano Ferro e Verdena.

 

RESLI TALE

Livia Rescigno, de nome artístico Resli Tale, nasce em Nápoles em 1982. Frequenta durante três anos a Faculdade de Biologia Marinha, mas, a quatro exames da tese, vence a bolsa de estudo para a licenciatura de grafismo de arte para ilustração na Academia de Belas-Artes de Frosinone. O seu estilo revela uma abordagem instintiva, que mantém toda a expressividade do desenho a mão livre. Resli, de facto, trabalha sobretudo com lápis e, mesmo quando finaliza em digital, mantém a sua liberdade analógica no tratamento das imagens. A terra dos fogos, Alice no País das Maravilhas, o carnaval e a música são apenas alguns dos temas colocados em cena pela ilustradora, através de cores, pinceladas e lápis em papel. As suas obras não precisam de demasiadas explicações para serem compreendidas: poucos sujeitos que animam movimentos concretos sobre fundos surreais.

 

RITA PETRUCCIOLI

Rita Petruccioli é uma ilustradora e artista de banda desenhada nascida em Roma, em 1982. Estudou na Academia de Belas-Artes de Roma e na ENSAD de Paris. O seu trabalho de ilustração pode ser encontrado em livros, revistas, design têxtil e publicidade. Colabora com várias editoras e clientes, como a Mondadori, BAO Publishing, Penguin, Hachette, Sergio Bonelli Editore, Ladybird, Timbuktu Lab, Zanichelli, Auzou, Il Castoro, Editori Laterza e La Nuova Frontiera Junior. O seu trabalho já esteve presente em exposições em Itália, França, Alemanha e Coreia, e pode ser encontrado em livros como a novela gráfica Frantumi (Bao Publishing), a série de livros infantis Matita HB (Il Castoro) e Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes (Timbuktu Labs). O seu mais recente livro é Ti Chiamo Domani, uma novela gráfica, a primeira como única autora, publicada pela BAO Publishing em 2019. Rita Petruccioli é representada pela Ghirigoriagency.

 

ROBERTO GENTILI

Roberto Gentili vive e trabalha atualmente em Turim como freelancer, mas a sua história começa em Cosenza, onde nasceu em 1990, e continua em Nápoles, onde se formou no Instituto Superior de Comunicação Visual. Após os estudos, chegaram os primeiros reconhecimentos e a participação em algumas exposições coletivas em território nacional. O seu trabalho vai do design vetorial à ilustração manual, passando pela colagem, uma técnica particularmente adequada a atingir aquele grau de abstracionismo que o distingue. Gentili tem uma grande paixão pela música, por isso, não admira que muitos dos seus trabalhos estejam ligados a bandas, festivais e etiquetas discográficas. É seu o merchandising oficial dos Verdena, tal como o poster da tournée dos Brunori SAS.

 

SALVO LIGAMA

Nascido em 1986, Salvo Ligama vive e trabalha em Catania, onde em 2011 se especializou em Grafismo de Arte na Academia de Belas-Artes. Expôs em várias cidades italianas, tal como no estrangeiro, entre Palermo, Nápoles, Caserta, Perugia, Roma, Turim, Milão, Budapeste e Bucareste. Os píxeis utilizados na mecânica quântica são ampliados, tornando-se parte integrante das obras de Ligama. Os seus quadros não são abstratos, mas encerram em si mesmos os sons, representados graças a alguns dados de registo que cada lugar emite. A complexidade de execução dos seus quadros oferece uma perceção visual que varia conforme são observados ao perto, de longe ou com a ajuda de uma câmara fotográfica; atraente é, de resto, a originalidade dos temas representados e a alusiva ironia dos títulos. Em 2014 Salvo Ligama coordena Storiche Alchimie, o primeiro workshop de gravura sustentável.

 

SEBASTIANO BARCAROLI

Sebastiano Barcaroli é um ilustrador romano. Interessado desde sempre na comunicação visual, com particular atenção à impressão e à tipografia, ao longo do tempo criou mais de oito mil capas, entre livros, revistas e novelas gráficas. Livros, revistas, bandas desenhadas, ilustração, cinema, exposições, moda: são muitas as áreas nas quais o artista pôde amadurecer o seu estilo e aperfeiçoar o seu profissionalismo, procurando conjugar sempre pesquisa e criatividade; entre as marcas com que colabora conta-se Il Messaggero, Microsoft, Amazon, Marvel e Big Jellyfish. Fundou as duas revistas de arte Stirato Poster Magazine e Bang Art. Publicou Keep Calm e Guarda un Film, um manual de cineterapia, e 101 Film per Ragazze e Ragazzi Eccezionali, um livro ilustrado de filmes para a adolescência, ambos escritos com Federica Lippi.

 

STEFANO BABINI

Stefano Babini é um autor de banda desenhada italiano. Nascido em Lugo em 1964 e estudante do Instituto de Arte do Mosaico de Ravena, inicia a sua atividade no mundo da banda desenhada como arte[1]finalista para algumas publicações eróticas. Entra em contacto com Hugo Pratt e frequenta o seu estúdio na Suíça. Depois, inicia uma colaboração que continua até hoje com a Rivista Aeronautica, para a qual escreve e desenha vários episódios relativos à História da aviação, dando vida à personagem do aviador Attilio Blasi. Participa ao longo do tempo em diversos projetos, entre os quais desenha as tintas-da-china para alguns contos do escritor italiano Niccolò Ammanniti, mais tarde reunidos no livro Fa un Po’ Male (Einaudi Stile Libero, 2004). Em 2006 entra para a equipa de desenhadores de Diabolik e em 2009 sai a sua primeira graphic novel para a Dada Editore, Non è Stato un Pic-Nic!, a que se seguiriam outras publicações. É convidado de diversas convenções de banda desenhada e, em 2012, participa na Bienal de Arte de Veneza.

 

STEFANO COLFERAI

Stefano Colferai é designer gráfico e ilustrador. Fortemente atraído pela plasticina, começa a trabalhar com este material divertido que lhe permite nunca se aborrecer. Cria as personagens modelando-as em plasticina, para depois transformá-las em protagonistas das suas fotografias e vídeos em stop motion. Irónicos e imediatos, os seus trabalhos causam impacto desde o primeiro instante. Com quase 30 anos, milanês, Stefano Colferai, que começou como autodidata quer a experimentar a modelação da plasticina, quer a da animação, consegue recriar com as suas mãos reproduções estilizadas de sapatilhas, comida e personagens ligadas à cultura pop que influenciaram a sua vida. Colabora com a Nike, Adidas, Foot Locker, Converse, Apple, Sky, NBA.

 

VALENTINA LORIZZO

Valentina Lorizzo é uma ilustradora da Puglia, nascida em 1987. Após a licenciatura em Design Industrial, entra como autodidata no mundo da ilustração, trabalhando no estúdio de animação londrino Nucco Brain, sobretudo em ilustrações para motion graphic e design de personagens. Atualmente vive e trabalha em Andria como ilustradora freelancer para clientes italianos e estrangeiros. Colaborou, entre outros, com a M Missoni, IO Donna – Corriere della Sera e Adidas Originals. Participou em festivais de ilustração e street art locais e nacionais, além de fazer parte do coletivo Risograph Patate e Cozze com produções editoriais independentes. Inspirada pelo grotesco que capta no quotidiano, adora desenhar pessoas, as suas interações e contradições através de uma modalidade de trabalho que mistura o analógico com o digital, técnicas artesanais com softwares digitais modernos.

 

VAPS
Vanni Vaps é um artista e ilustrador de Varese; o seu traço limpo é essencial e dinâmico, e anda sempre à procura de impacto, quer nas cores e nas linhas, quer nos sujeitos. Vaps é um amante da linha direita perfeita, tal como do traço irregular, de milhões de cores da arte gráfica, dos desenhos monocromáticos, dos sujeitos elaborados e complexos, bem como dos icónicos. Entre as suas fontes de inspiração encontramos a banda desenhada, em particular as mangas francesas e norte[1]americanas, a pop art e os graffitis, evidentes também nos seus temas preferidos: animais humanoides, guerreiros, samurais. Vaps nasceu em Tradate em 1987, e desde muito pequeno que se aproximou da ilustração a mão livre e cresceu em constante contacto com a arte, a comunicação e a publicidade. Em 2015 Vaps fez parte do projeto Expo, em que explodiam os temas alimentares, criando um efeito dinâmico interessante sobre madeira.

 

VICTOR CAVAZZONI

Victor Cavazzoni é um ilustrador freelancer que utiliza uma linguagem sintética e conceptual, cujas formas essenciais e cores puras transformam as ideias em jogos visuais. Traço limpo, tintas cheias, hábil uso da perspetiva e da luz caracterizam os seus trabalhos. Natural de Mântua, colabora em projetos editoriais e comerciais em Itália e no estrangeiro. O artista colaborou com marcas como a Smemoranda, Ikea, Giunti; em 2019 publicou com Fabio Veneri Social Classici – 50 Capolavori Letterari Ripensati al Tempo degli Smartphone para a Edizioni Clichy, onde os clássicos da literatura mundial são resumidos em ilustrações perspicazes e originais que lhes restituem a essência.

 

WERTHER BANFI

Werther Banfi, nascido em Milão em 1979, frequentou o curso de Design Industrial no Politécnico de Milão e, de 2008 a 2021, foi assistente do artista Gionata Gesi. Em 2012 mudou-se para Turim, onde começou a trabalhar individualmente. O artista almeja a pesquisa constante e pessoal que assiste a uma forte relação entre sinal gráfico e realista. A ideia do artista é comutar nas suas próprias produções elementos simbólicos, o equilíbrio da forma e o poder dos ícones, criando um diálogo capaz de abraçar dois percursos temáticos distintos. Por um lado, o fascínio pela História, antiga e contemporânea, onde mitos e personagens se movem e entrecruzam. Por outro lado, o elemento natural, com as suas formas harmoniosas e a perfeição das geometrias, que fecham o círculo de uma abordagem suspensa num limbo místico e onírico. Toda a pesquisa artística de Banfi vive numa constante alternância de casualidade e rigor da reprodução.

(TEXTO – fonte: Instituto Italiano di Cultura di Lisbona)

 

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Organização:
Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, em colaboração com o Museu Nacional dos Coches de Lisboa com projeto de Marco Miccoli de Bonobolabo e com montagem do Arquiteto Nadir Bonaccorso
Local:
Exposição Coletiva no Exterior do Museu Nacional dos Coches. Avenida da Índia, 136. Acesso livre