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Exposições Prolongada até 29 de abril

EXPOSIÇÃO OBRA CONVIDADA Giovanni Battista Tiepolo Retrato de um Dolfin, Procurador-Geral do mar Fondazione Querini Stampalia, Veneza

O Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa prolongou até 29 de abril a exposição  a Obra Convidada de Giovanni Battista Tiepolo Retrato de um Dolfin, Procurador-Geral do mar Fondazione Querini Stampalia, Veneza.

Esta pintura é um dos raros retratos pintados por Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770).

O retratado é tradicionalmente identificado com Daniele IV Dolfin, eminente herói da armada veneziana, que perdeu quatro dedos de uma mão na batalha de Metellino. A imponente figura é representada com os atributos da posição de Capitan da Mar: boina e bastão de comando.

Obra -prima do mestre italiano, deverá ser datada do período 1755- 60, época em que Tiepolo trabalhou para a família Dolfin num conjunto de dez grandes telas para decorar o Palazzo Ca' Dolfin, atualmente dispersas em vários museus do mundo.

O retrato foi herdado por Giovanni Querini Stampalia da sua avó materna Cecilia Dolfin, em 1854, juntamente com o Palazzo Dolfin, em San Pantalon.

Giambattista Tiepolo (1696-1770) foi o mais ativo pintor de Veneza na primeira metade do século XVIII. Cedo ganhou os favores da aristocracia local, que nele reconheceu o artista capaz de conceber grandes composições de temas históricos e intenção alegórica e triunfal, enquadrados por arquiteturas ilusionistas de recorte clássico. Um gosto marcado por uma paleta vibrante e clara, plena de luz, a sua habilidade para criar cenas de pouco rigor arqueológico mas de inegável capacidade dramática e uma pincelada expressiva onde já se quis ver prenúncios do romantismo, atraíram a atenção sobre o seu trabalho, para lá do Véneto: pintou, com a mesma energia, na Lombardia e na Alemanha, para a coroa sueca e para os czares russos, antes de acorrer a Madrid – onde veio a morrer em 1770 – chamado por Carlos III para a decoração do Palácio Real.

Daniele IV Dolfin (1656-1729), aqui retratado postumamente por Tiepolo, era oriundo de uma prestigiada família patrícia, uma das vinte e quatro que, de acordo com a tradição, tinham contribuído para a fundação do Estado veneziano, distinguindo-se como comandante militar no longo conflito armado com o império turco no Peloponeso, entre 1684 e 1699, concluído com o bloqueio temporário da expansão otomana no mar Egeu.
Organização:
MNAA/DGPC
Local:
Galeria de Pintura Europeia, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa