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Exposições Até 26 de fevereiro. Próximas visitas 22 e 23 de fevereiro

Exposição "Amadeo de Souza-Cardoso, Porto-Lisboa, 2016-1916" Prolongamento até às 22h00 de 23 a 25 de fevereiro

Depois do Museu Nacional Soares dos Reis no Porto, estará patente entre os dias 12 de janeiro e 26 de fevereiro, no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado a Exposição Amadeo de Souza-Cardoso, Porto-Lisboa, 2016-1916.

Próximas visitas:

22 de fevereiro, às 18h30, por Raquel Henriques da Silva

23 de fevereiro, às 18h30, por Marta Soares

marcação prévia 213 432 148 ou 934 447 678

22 de fevereiro, às 13h00
Conversa em ZIG ZAG: da curadoria de Amadeo à curadoria do espaço crítico
Partindo da presente exposição, que evoca e interpreta a comissariada por Amadeo, Maria do Mar Fazenda conversa com artistas – com idades próximas da de Amadeo em 1916 – em torno de curadorias das respetivas autorias: projetos que seguem determinados protocolos por eles engendrados, e.g., práticas de atelier e a deslocação do espaço de produção; avizinhamento de genealogias e mapeamento de referências; a escrita e a montagem do pensamento criativo. Alguns destes momentos resgatados da prática destes quatro artistas serão expostos, pelos próprios, num diálogo ziguezagueante entre tempos, lugares e Pintura, numa conversa que é também uma forma de curadoria.

Maria do Mar Fazenda em conversa com Daniel Melim, Dealmeida Esilva, Isabel Simões e Mariana Gomes

Curadoria: Marta Soares e Raquel Henriques da Silva

Quando Amadeo de Souza-Cardoso regressou a Portugal no início da Primeira Guerra Mundial, era um pintor reconhecido nos meios da vanguarda, tendo participado em exposições coletivas em Paris, Berlim, Nova Iorque, Chicago, Boston e Londres.

As exposições individuais que realizou em Portugal, em 1916, inserem-se nessa determinação de afirmação da carreira: a primeira decorreu no Porto, no Jardim Passos Manuel, de 1 a 12 de Novembro; a segunda, em Lisboa, na Liga Naval Portuguesa, de 4 a 18 de Dezembro. O Museu Nacional de Soares dos Reis evocou a exposição no Porto e agora o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado evoca a exposição em Lisboa.

Estas exposições provocaram escândalo e debate. Em Lisboa,  a exposição proporcionou o encontro entre Amadeo e Almada Negreiros, entusiástico defensor de Amadeo. Foi neste contexto que Almada apresentou a exposição na Liga Naval como “mais importante do que a descoberta do caminho marítimo para a Índia.”

O que se viu há cem anos e o que vemos hoje nas obras expostas? Como eram os espaços onde Amadeo expôs? Qual o papel de Amadeo enquanto “comissário” de si próprio? O que poderá ter motivado as reações mais violentas? O que se escreveu na imprensa? Que discussões houve em torno da pintura de vanguarda? Estas são algumas das questões fundamentais desta exposição.

Marta Soares

Raquel Henriques da Silva

Organização:
MNAC/DGPC
Local:
Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado