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Património Cultural

Exposições Até 31 de outubro

"Azul e Ouro – Esmaltes em Portugal da Época Medieval à Época Moderna" Exposição e Visitas Orientadas

Museu Nacional Soares dos Reis tem patente até 31 de outubro a exposição AZUL E OURO – ESMALTES EM PORTUGAL DA ÉPOCA MEDIEVAL À ÉPOCA MODERNA, dedicada em exclusivo e pela primeira vez em Portugal ao esmalte artístico. A exposição uma das peças «fundadoras» da coleção do Museu, uma série de 26 placas de esmalte pintado no século XVI, proveniente do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, para reunir e confrontar de forma inédita várias técnicas de esmalte aplicadas num conjunto sumptuoso de objetos litúrgicos, devocionais e de aparato.

As peças que serão expostas foram produzidas entre os séculos XII e XIX, sobretudo nas oficinas da região de Limoges, reconhecidas como as de maior prestígio. São diversas as representações desta singular e exigente técnica de ornamentação como é o esmalte. A mostra trará ao Porto vários tesouros nacionais, entre os quais o tríptico da Paixão de Cristo do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, uma das peças em esmalte existentes no nosso país com maior reconhecimento internacional.

A exposição AZUL E OURO inclui, igualmente, outras peças de grande prestígio como dois cofres da Sé de Viseu, peças do século XII cobiçadas pelo mercado ilícito de antiguidades, roubadas em 1980 e encontradas anos mais tarde em Milão numa ação conjunta da Polícia Judiciária e da Interpol, ou uma placa de encadernação de finais do século XII, princípios do século XIII, encontrada acidentalmente numa escavação entre Leiria e o Mosteiro da Batalha.

A última secção da exposição é dedicada aos revivalismos, às réplicas e à contrafação que se produziram em ampla escala por toda a Europa, ao longo dos seculos XIX e XX, encantando e ludibriando o olhar dos conservadores de museus e colecionadores privados na Europa e nos Estados Unidos.

Visitas orientadas pela comissária Ana Paula Machado, sempre às 11h00
4 e 18 de setembro
9 e 23 de outubro

Preço: 5 EUR

Inscrições para as visitas orientadas sujeitas a confirmação de disponibilidade divulgacao@mnsr.dgpc.pt

As peças que serão expostas foram produzidas entre os séculos XII e XIX, sobretudo nas oficinas da região de Limoges, reconhecidas como as de maior prestígio. São diversas as representações desta singular e exigente técnica de ornamentação como é o esmalte. A mostra trará ao Porto vários tesouros nacionais, entre os quais o tríptico da Paixão de Cristo do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, uma das peças em esmalte existentes no nosso país com maior reconhecimento internacional.

A exposição AZUL E OURO inclui, igualmente, outras peças de grande prestígio como dois cofres da Sé de Viseu, peças do século XII cobiçadas pelo mercado ilícito de antiguidades, roubadas em 1980 e encontradas anos mais tarde em Milão numa ação conjunta da Polícia Judiciária e da Interpol, ou uma placa de encadernação de finais do século XII, princípios do século XIII, encontrada acidentalmente numa escavação entre Leiria e o Mosteiro da Batalha.

A última secção da exposição é dedicada aos revivalismos, às réplicas e à contrafação que se produziram em ampla escala por toda a Europa, ao longo dos seculos XIX e XX, encantando e ludibriando o olhar dos conservadores de museus e colecionadores privados na Europa e nos Estados Unidos.

A exposição AZUL E OURO é resultado de um estudo efectuado por Ana Paula Machado, gestora de coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, sobre a história do esmalte em Portugal e do espólio que se conserva nas coleções portuguesas e na diáspora, aqui representado com objetos de coleções públicas e privadas. A pesquisa realizada permitiu dissipar dúvidas sobre a autenticidade das peças e foi decisiva para a introdução da série de 26 peças com cenas da Paixão de Cristo, e de muitas outras peças das coleções portuguesas, numa rede internacional de investigação multidisciplinar sobre o vidro e o esmalte.

Pretende-se, ainda, através do catálogo que acompanha a exposição AZUL E OURO fazer memória de carismáticas coleções portuguesas de esmaltes,  como a coleção de D. Fernando II, a coleção Palmela e a coleção do Conde Daupias,  hoje dispersas por museus como o Metropolitan de Nova Iorque, o Victoria & Albert, em Londres, a Grune Gewölbe, em Dresden, ou o Petit Palais, em Paris.

Ficha Técnica

Direção: António Ponte

Comissariado: Ana Paula Machado

Projeto de Arquitetura e Museografia: Maria Manuela Fernandes e Carlos Rodrigues

Conservação e Restauro: Cátia Viegas Wesolowska, Belmira Maduro, Salomé Carvalho

Design: R2 Design

Montagem: Jaime Guimarães, Jorge Coutinho, Paula Lobo

Comunicação: Ana Magalhães, Rui Pinheiro

Apoio: Círculo Dr. José de Figueiredo

Mecenas: Lusitânia Seguros

Cofinanciamento: Programa Operacional Regional do Norte (NORTE 2020), através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER)

Organização:
Museu Nacional Soares dos Reis/DGPC
Local:
Museu Nacional Soares dos Reis