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Concertos 14 de outubro, às 21h00

Concerto Braima Galissá

No âmbito das comemorações do Centenário do Museu Nacional Grão Vasco, a Companhia DeMente, apresenta no dia 14 de outubro, às 21h00 o Concerto Braima Galissá

Natural da Guiné-Bissau, Mestre Galissá nasceu, cresceu e vive com um Kora.

"Djidiu" é o seu apelido de rua, Kora, seu instrumento de 22 cordas. Em Portugal Galissá defende a cultura musical Mandinga como Salif Keita, Mory Kante e muitos outros defendem mundialmente.

Mestre Galissá foi compositor do Ballet Nacional da Guiné-Bissau, responsável Instrumental do mini Ballet Nacional e professor de Kora na Escola Nacional de Música José Carlos Schwarz durante 11 anos.

Já participou em actividades culturais em vários países.

Está em Portugal desde 1998, ano em que eclodiu a guerra civil, e neste momento permanece em Portugal a executar vários projectos culturais.

Oriundo de uma família de "djidius" (músicos hereditários), Mestre Galissá nasceu em 1964 em Gabú no Leste da Guiné-Bissau, capital do antigo império de Gabú (donde procede o próprio nome), sucessora do antigo império do Mali. Tem a música no sangue e sempre foi artista.

Reside em Lisboa desde de 1998, cidade onde tem abraçado novas formas de música e conhecido músicos de outras culturas.

É filho de um músico de Kora nascido na Guiné-Bissau, no seio de uma família Mandinga, uma das etnias do país. Galissá é o nome de uma família de "djidius" que tocam Kora. Além dos Galissá há os Diabaté, Kouyaté, os Sissokhos e outros apelidos.

A música para Mestre Galissá começou na infância no seio da sua família. Começou a aprender o Kora com 5 anos de idade pela mão do seu pai na região natal (Gabú) e em meados de 1979 iniciou a sua carreira, primeiramente com os pioneiros "Abel Djassi".

O Kora envolve misticismo e simbologia. É o instrumento que o acompanha nos espectáculos e é o suporte principal do género musical que interpreta.

Em 1988 esteve em Portugal onde participou no FITEI, e no ano seguinte na antiga FIL.

Em 1997 participou no encontro “Cena Lusófona” em Évora onde encontrou artistas internacionais que se interessaram pelo instrumento que toca.

Depois dessas experiências sentiu ter atingido um nível de maturidade que o permite trabalhar com qualquer artista.

A sua evolução fez com que começasse a dar aulas de multi-culturalidade na Escola Superior de Educação de Lisboa.

Em Portugal tem feito concertos em todas as regiões. Tem sido convidado por várias Câmaras do interior do país.

Realizou vários cursos para alunos da Escola Superior de Educação de Lisboa e da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa sobre a música, literatura africana, cultura guineense e sessões musicais para crianças do 1º e 2º ciclo do ensino básico.

Em 1999 trabalhou com o Teatro São João do Porto e, no ano em que Coimbra foi a capital da cultura, foi contratado pela companhia Teatrão.

Realizou concertos com o músico português Gil Nave, em Évora, Beja, Guarda, Covilhã, Famalicão, Proença a Nova, Caldas da Rainha e Alpedrinha e outras localidades mais, no norte de Portugal.

Participou em programas de rádio e televisão, nomeadamente na Antena 2, RTP Internacional, Rádio Renascença, RTA (Rádio Televisão de Angola, no programa Kandando) e RDP África.

Participou em concertos realizados por iniciativa da EXPO98, e Porto 2001, e em trabalhos discográficos de João Afonso, Amélia Muje, Herménio Meno (na colectânea "Mon na mon"), Blasted Mechanism, Chac, Sara Tavares e outros artistas guineeenses.

https://www.youtube.com/watch?v=7k-iJt7jzQ8

Organização:
MNGV/DGPC
Local:
Museu Nacional Grão Vasco