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Apresentações/ Lançamentos 29 de junho, às 18h00

Lançamento do livro "Colecionismo Arqueológico e Redes de Conhecimento. Atores, Objetos e Coleções (1850-1930)", da autoria de Elisabete J. dos Santos Pereira | Coleção Estudo de Museus

No dia 29 de junho, às 18h00, será apresentado no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, o livro Colecionismo Arqueológico e Redes de Conhecimento. Atores, Objetos e Coleções (1850-1930), da autoria de Elisabete J. dos Santos Pereira, no âmbito da Coleção Estudo de Museus.

Elisabete J. dos Santos Pereira, Colecionismo Arqueológico e Redes de Conhecimento. Atores, Coleções, Objetos (1850-1930)

Elisabete J. Santos Pereira (Lisboa, 1972) é Doutorada em História e Filosofia da Ciência com especialidade em Museologia pela Universidade de Évora (2017). Foi bolseira de doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia entre 2011 e 2016. Concluiu na mesma Universidade de Évora o Mestrado em Estudos Históricos Europeus (2010) e a Licenciatura em História variante Património Cultural (2002).
Entre 2001 e 2017 foi técnica superior e coordenadora da Fundação Arquivo Paes Teles (concelho de Avis) onde inventariou as coleções patrimoniais da instituição, organizou exposições, publicações e promoveu diversas ações de valorização e dinamização cultural. Nesta instituição criou um Repositório Digital de Memória (2014) com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e promoveu a exposição e publicação Património Imaterial do Ervedal (2008), com o apoio do projeto europeu MEDINS: Identiy is Future.
Integra o projeto internacional de investigação Museum Networks: People, Itineraries and Collections (1770-1920) financiado pela Fundação Alexander von Humboldt (Berlim). Atualmente é investigadora integrada doutorada do Instituto de História Contemporânea (IHC -FCSH – Universidade Nova de Lisboa /CEHFCi – Universidade de Évora).

Sinopse do livro

Neste livro dedicado ao colecionismo arqueológico da segunda metade do século XIX e inícios do século XX valoriza-se um conjunto de personalidades escassamente tratadas pela historiografia dominante, principalmente centrada na história dos museus e no percurso dos seus principais protagonistas, nomeadamente diretores ou fundadores. Porque a organização de coleções e a criação de museus não são tarefas solitárias, salienta-se a cooperação de proprietários e trabalhadores rurais, padres, professores, engenheiros, médicos, militares, colecionadores, pastores e comerciantes, entre outros intervenientes que foram fundamentais para o desenvolvimento das coleções, para o enriquecimento dos museus e para o avanço do conhecimento.
Conjugando documentação manuscrita, publicações da época e a biografia dos objetos – reconstruindo o seu percurso desde que foram descobertos até incorporarem as coleções museológicas – documenta-se a heterogeneidade de atores envolvidos nos processos de criação, movimentação, dispersão, comercialização ou desaparecimento de coleções. Com esta metodologia inovadora, fundamentada nos mais recentes estudos internacionais sobre história das coleções científicas, valoriza-se o caráter coletivo da construção das ciências, neste caso da arqueologia em Portugal.
Destaca-se a importância das redes locais, nacionais e internacionais de circulação de objetos, de pessoas e de conhecimento, e a relevância da história das coleções para o conhecimento da história dos museus e para o estudo das ideologias, em particular do nacionalismo.

Organização:
MNA/DGPC
Local:
Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa