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Apresentações/ Lançamentos 20 e 27 de abril, às 18h00

Coleção Estudos de Museus: Novos lançamentos online

A Coleção Estudos de Museus, uma parceria entre a Direção-Geral do Património Cultural e a editora Caleidoscópio, prosseguiu em 2020 com novas edições, continuando a alargar os horizontes das investigações incidentes em museus e em Museologia sob diferentes visões temáticas e autorais.

No dia 20 de abril, às 18h00 será apresenado o livro Museus e Escola. As Relações Pedagógicas e o Papel dos Jovens de Marta Ornelas.
Convidado: Fernando Hernández-Hernández

Biografia da autora:
É doutorada em Artes e Educação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona, mestre em Museologia e Património pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Professora no ensino básico e secundário, desde 1998, e no ensino superior (2002 e 2016), é formadora de professoras e membro da direção da APECV – Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual. Tem organizado encontros científicos em instituições de referência. É investigadora do CIEBA - Centro de Investigação e de Estudos em Belas Artes. Tem publicado artigos e apresentado comunicações em congressos sobre a temática educativa e o acesso do público escolar à arte. Tem sido convidada para integrar conselhos científicos de revistas e de congressos. Em 2018 fundou a Arte Central, um projeto que nasceu para levar a educação artística a todas as pessoas e cresceu a instigar a relação entre as escolas e as instituições culturais, sob uma perspetiva construtivista e de luta contra a discriminaçãoe a desigualdade. A Arte Central é membro da InSEA – International Society for Education Through Art – e da WAAE - World Alliance for Arts Education.

Sinopse do livro:
O livro apresenta uma investigação que versa sobre diversos modos de relação entre jovens do 3.º ciclo da escolaridade obrigatória e museus de arte contemporânea. Através de quatro estudos de casos, foi possível verificar que os jovens reclamam por práticas mais participativas do que aquelas que tradicionalmente a escola e os museus lhes oferecem. O cumprimento do currículo e as imposições programáticas dos museus constituem constrangimentos à criação de relações pedagógicas entre museus e escolas. Além disso, a legitimidade para ensinar está ainda muito centrada na figura docente ou de quem dinamiza as visitas nos museus, enquanto aos estudantes é atribuído um papel essencialmente subordinado.

É a escola que aprende com o museu, sendo muito raramente criadas oportunidades para que o museu aprenda também com a escola. Contudo, a forma como as professoras e as educadoras de museu encaram o conhecimento, a aprendizagem e a arte contemporânea é determinante para o modo como os estudantes aprendem. Se aos jovens for dado um espaço participativo e de autoria na relação com o museu, isso permitirá a criação de propostas alternativas às macronarrativas, sejam estas provenientes dos museus ou mesmo da própria escola tradicional que perpetua a ordem social. No caso da investigação que aqui se expõe, foram as propostas alternativas concebidas pelos jovens que lhes proporcionaram a realização de aprendizagens dotadas de sentido.

Biografia do convidado
Fernando Hernández-Hernández é professor na Unidade de Pedagogias da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona. Ensina as disciplinas Cultural Contemporary Visualities e Arts-based Research. É coordenador do doutoramento em Artes e Educação. Além do seu trabalho na universidade, colabora com projetos educacionais - em escolas e museus - que promovem e facilitam que os estudantes encontrem o seu lugar para aprender. Atualmente coordena em Espanha o projeto europeu Micreate, Migrant Children and Communities in a Transforming Europe. Este projeto explora, a partir de uma abordagem centrada na criança, como os sistemas educativos respondem às necessidades dos jovens migrantes. Também desafia as narrativas coloniais sobre infância e migração e promove os métodos artísticos como facilitadores de relações inclusivas. As suas publicações recentes incluem dois capítulos na Enciclopédia Internacional de Educação em Arte e Design, (R. Hickman, ed. 2019) Arts in Education in Southern European Countries e Art Education in Spain: Current Practices and Perspectives (com Rachel Fendler); Coordenou com outros colegas os livros: (2020) Como é que os professores aprendem? Trânsitos entre cartografias, experiências, corporeidades e afetos, Octaedro; (2020) Caminhos e derivações para outra investigação educacional e social, Octaedro; (2021) Tornar-se um Etnógrafo Educativo Os Desafios e Oportunidades de Empreender Investigação, Routledge.

Próximo lançamento:

27 de abril, 18h00 - Os Imperativos da Arte. Encontros com a loucura, de Stefanie Franco.
Convidado: Fernando Rosa Dias

Vídeo promocional

Os lançamentos destes livros serão seguidos em directo na página de facebook da DGPC-Património Cultural.


Livros já apresentados:

Diogo de Macedo e o Museu de Arte Contemporânea. Pioneirismo e Herança na Redefinição do Museu de Arte, de Isabel Falcão.

Transformar Arte Funcional em Objeto Museal da Coleção Estudos de Museus, de Sofia Ponte.

 

Organização:
Direção-Geral do Património Cultural e editora Caleidoscópio
Local:
Online